Bico de papagaio no joelho

Você provavelmente já ouviu falar da doença conhecida como bico de papagaio. Ela é comum na coluna, pode ter relação com o dia a dia doloroso dos pacientes. Mas você sabia que também existem casos de bico de papagaio no joelho?

Quando um indivíduo desenvolve bico de papagaio, significa que na borda de alguns ossos desenvolveram-se projeções ósseas. Ou seja, surgem estruturas a mais do que o corpo necessita, o que acaba por provocar uma série de sintomas e tem uma relação com o desgaste da articulação ou uma estratégia do corpo de tentar evitar alguns movimentos dolorosos.

É bastante comum que essas formações, chamadas de osteófitos, se desenvolvam onde os ossos se encontram – ou seja, nas articulações do corpo. O joelho é uma das articulações mais complexas do corpo humano. Isso uma vez que possuem uma série de estruturas, e que são essenciais para a locomoção do indivíduo. Logo, a região é bastante suscetível a diversos problemas.

O nome popular da condição – bico de papagaio – refere-se ao formato das novas composições ósseas, algumas em formato de espículas. Quando o paciente realiza uma radiografia, o exame mostra formações semelhantes a ganchos, curvos, muito parecidas com o bico de uma ave.

As causas da osteofitose são diversas, mas incluem principalmente problemas que desgastam as articulações do joelho. Como a artrose, que consiste na degeneração progressiva das cartilagens da região. O próprio envelhecimento do indivíduo pode levar à condição de osteortrite, uma vez que o corpo vai enfraquecendo ao passar dos anos. O surgimento dos osteófitos, então, consiste numa tentativa do corpo em se defender: se as estruturas estão sendo desgastadas, ele tenta substituir as formações de modo a manter as articulações bem apoiadas, aumentado área de contato. Contudo, essas formações podem ter relação com uma série de sintomas.

Sintomas da osteofitos

cirurgia-de-joelho

Em muitos casos, o bico de papagaio no joelho não provoca sintomas por um tempo. Afinal, as formações crescem aos poucos, e os sinais também surgem gradualmente. Quando chega a um estágio mais avançado da doença, porém, o paciente pode começar a perceber dores ao estender e dobrar a perna.

A prática de exercícios físicos também costuma se tornar mais difícil, uma vez que os movimentos passam a ser limitados. Contudo, não apenas essas atividades são afetadas: movimentos antes comuns no dia a dia passam a ser dificultosos, como caminhar, subir e descer escadas e entrar e sair do carro.

Importância do diagnóstico

 

Caso o indivíduo continue a realizar suas atividades normalmente, ou se praticar a atividade física mais intensa  sem acompanhamento, pode, muitas vezes, provocar estresse em outras estruturas do joelho. Tudo isso poderia aumentar a dificuldade de locomoção do sujeito, o que prejudicaria sua qualidade de vida.

lesão-no-ligamentoPara a realização do diagnóstico e indicação do método adequado para o tratamento do quadro, é realizado uma avaliação física bem minuciosa e, em muitos casos, solicitado exames de imagem. Desses, destaca-se o exame de raio X e da tomografia computadorizada, que permitirão a verificação das estruturas ósseas, do grau de comprometimento articular, bem como a existência, ou não, de esporões ósseos.

Como tratar a condição?

 

Os quadros de osteofitose se tornam mais intensos com o passar dos anos. Para seu tratamento, é comum que seja indicado técnicas paliativas, uma vez que a cirurgia no joelho é muito invasiva e normalmente cogitada em casos bastante graves.

Dessa forma, o paciente geralmente utiliza medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, para diminuir a dor. Ao mesmo tempo, que é recomendado a realização de um acompanhamento com o fisioterapeuta.

tratamento-fisioterapico-evitar-cirurgiaA fisioterapia têm como principal objetivo preservar o movimento dos joelhos e uma boa capacidade de gerar força e estabilização por parte das estruturas responsáveis. Com o desgaste das estruturas e por conta da dor, é comum que o indivíduo não consiga mais realizar as mesmas tarefas, além disso, consciente ou inconscientemente, é comum diminuir consideravelmente a movimentação da região, para evitar o quadro de dor. Contudo, interromper os movimentos de uma articulação só vai prejudicá-la, torná-la “mais rígida” ao longo do tempo.

Isso significa que é fundamental manter a movimentação do corpo, mas com certos cuidados. Na fisioterapia, então, o indivíduo aprende como realizar suas atividades da melhor forma. Além disso, aprende como diminuir a pressão nos joelhos, uma das  variáveis relacionadas ao desgaste. A “reeducação” do sujeito é a chave para seu bem-estar.

As técnicas e os exercícios realizados na fisioterapia precisam sempre ser indicados por um especialista. O profissional deve avaliar a condição real do paciente, e verificar quais atividades são mais indicadas e quais devem ser evitadas, pelo menos iniciamente. Por esse motivo, é fundamental buscar o auxílio profissional ao perceber o aparecimento de sintomas.

Bico de papagaio no joelho: como prevenir?

 

Como citado, colocar pressão exagerada sobre os joelhos é algo que facilita o desenvolvimento de problemas na região. Entre as ocorrências possíveis estão inflamações, como as bursite e tendinites; desgastes, como a artrose; e o surgimento de osteófitos. Dessa forma, o principal modo de prevenção do bico de papagaio no joelho é prezar pela manutenção de uma boa capacidade física para suportar as cargas do dia a dia ou das atividades esportivas e cuidar para que a região seja movimentada de forma correta.reabilitacao-joelho-aula

Um ponto importante, também, é evitar a rápida progressão e aumento brusco de volume de atividades físicas. Para quem pratica atividade regularmente, o ideal é sempre manter na rotina a prática de exercícios de fortalecimento para os músculos específicos, envolvidos na atividade em questão.

Atenção a cargas e impactos!

 

Ao mesmo tempo, é fundamental praticar atividades físicas regularmente. Afinal, o esporte mantém o corpo saudável nos mais variados aspectos. O exercício pode, inclusive, favorecer os músculos das pernas, e assim proteger melhor os ossos contra impactos.

Se o objetivo for dar proteção ao joelho, mesmo durante a prática, é interessante escolher exercícios de baixo impacto, como o pilates ou a hidromassagem. Mais uma vez, é importante conversar com um profissional qualificado antes da escolha do esporte, para que seja definido o mais adequado ao seu tipo físico, pelo menos até você atingir um nível muscular adequado para praticar outros atividades, se for o caso.sobrecarregamento-da-articulacao-do-quadril

Ademais, tenha atenção ao seu joelho. Durante o esporte, por exemplo, não é incomum que ocorram pancadas na região. A dor provocada por esse impacto, contudo, geralmente desaparece em alguns poucos dias. Caso isso não ocorra, é fundamental procurar um médico, pois o sintoma pode indicar algo mais sério, que requeira tratamento.

Para avaliação e tratamento do seu joelho, entre em contato com o Instituto TRATA. Nossos especialistas estão sempre disponíveis para melhorar sua qualidade de vida!

Atualmente é diretor-clínico do Instituto TRATA – Joelho e Quadril.

Graduado em Fisioterapia no ano de 2001 e Especialista (pós-graduação) em Fisioterapia neuro-musculo-esquelética pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – ISCMSP (2003)

Mestre em Engenharia Biomédica pela Universidade de Mogi das Cruzes – UMC (2006)

Doutor em Ciências pelo programa de Cirurgia e Experimentação da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP (2011)

Pós-doutorado (post doc) em Biomecânica pela University of Southern California – USC (2013)

Docente da graduação do Centro Universitário São Camilo – CUSC e Fisioterapeuta da Seleção Brasileira de Futebol Feminino

Foi Professor Adjunto da pós-graduação em Fisioterapia musculo-esquelética – ISCMSP e Supervisor do Grupo de Joelho, Quadril, Traumatologia Esportiva e Ortopedia Pediátrica – ISCMSP

Vencedor dos prêmios EXCELLENCE IN RESEARCH AWARD pelo melhor artigo publicado no ano de 2010 e EXCELLENCE IN CLINICAL INQUIRY no ano de 2011 no Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy (JOSPT).

Membro da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (SONAFE). Tem mais de 60 publicações nacionais e internacionais com ênfase em Reabilitação em Ortopedia e Traumatologia, Joelho e Quadril, Traumatologia esportiva e Eletrotermofototerapia.