Condromalácia patelar

condromalácia-patelarO que é a Condromalácia Patelar?

A condromalácia patelar é também conhecida como síndrome da dor patelo-femural ou mais popularmente “joelho de corredor”. Ela é basicamente caracterizada como um “amolecimento” da cartilagem e é bastante comum em jovens, acometendo principalmente o sexo feminino. A doença pode evoluir para o desgaste da articulação ou artrose.

 

Causa

Quando flexionamos o joelho, a patela se encontra, inicialmente, “flutuante” na articulação e começa a se encaixar na tróclea do fêmur, mas conforme a flexão aumenta, o contato ósseo acaba aumentando e a pressão incidente nas facetas articulares cresce, proporcionalmente. Isso acarreta uma perda de líquido da patela e a pessoa acaba tendo um choque ósseo. Esse tipo de alteração nas forças que atuam sobre a patela bem como no formato ósseo, pode resultar no aparecimento de lesões na cartilagem.

A sua etiologia pode estar associada a fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos. Mas, normalmente, não há uma causa exata para a condromalácia patelar. Dentre os fatores principais, o mais comum é o traumatismo crônico. Atividades com alto impacto, desequilíbrio muscular e biomecânico, podem provocar sobrecarga na articulação femoropatelar, levando ao amolecimento da cartilagem.

 

Sintomas

A dor é característica na região anterior do joelho, durante atividades como: subir e descer escadas ou rampas, uso prolongado de salto alto, longos períodos sentado (sinal do cinema), e movimentos que exigem uma flexão ou extensão repetida. A dor também pode ser percebida no meio do joelho e de forma constante. Outro sintoma corresponde ao inchaço por baixo da rótula do joelho.

 

 Diagnóstico e exames

O diagnóstico deve ser baseado, inicialmente, no exame clínico, com testes de raspagem ou compressão patelar, seguida de avaliação biomecânica. Exames de imagem, como ressonância nuclear magnética (RNM), podem confirmar o diagnóstico, bem como auxiliar no diagnóstico de outras alterações nesta articulação como tendinopatias, displasia patelar ou tróclear, além de Hoffite (inflamação de um tecido gorduroso na região anterior do joelho). Entretanto, é importante ressaltar que há casos em que a condromalácia patelar está presente sem causar dor ou desconforto. Pesquisas recentes têm demonstrado que a associação com a Síndrome da Dor Femoropatelar é o que leva ao aparecimento dos sintomas.

 

condromalácia-patelarTratamento
Como a condromalácia patelar pode ser classificada em quatro níveis distintos é importante que o tratamento seja iniciado o mais breve possível, a fim de evitar o avanço do desgaste da cartilagem, culminando com sua perda total. A Fisioterapia é o principal recurso para o tratamento de pacientes com dor anterior no joelho. Muitas técnicas para controle da dor e diminuição da pressão articular podem ser empregadas, porém a melhora da biomecânica dos membros inferiores para realinhar dinamicamente a articulação femoropatelar tem sido considerada com o “padrão ouro” no tratamento desta disfunção. Após 1 ou 2 meses de tratamento, o paciente já percebe uma melhora significante do quadro clínico.

O treinamento de força favorece a boa estabilidade do joelho (tornando atividades muito exigentes para a região, relativamente, mais leves) e também fortalece a cartilagem, deixando-a mais resistente aos possíveis desgastes. Mas esse tratamento fisioterapêutico deve ser sempre baseado numa avaliação detalhada de todos os fatores que podem estar relacionados ao desenvolvimento da condromalácia patelar. O trabalho da Fisioterapia pode envolver ainda:

– Programa de reeducação de movimentos, corridas e outros gestos esportivos;

– Técnicas de liberação manual do tecido;

– Técnicas articulares manuais;

– Orientações acerca das atividades e sobrecargas na patela.

Assista ao vídeo com a aula para pacientes com condromalácia patelar:

Condromalácia Patelar no joelho de mulheres

Com certeza o joelho das mulheres se difere e muito do joelho masculino. Além de a estrutura física ser diferente, as mulheres têm de lidar com alterações da gravidez, da obesidade e com o uso do salto alto – muitas vezes obrigatório na profissão. Com tanto esforço, já imaginou como fica o joelho: com uma carga de desgaste mais acelerada.

Se o desgaste for na parte da frente, na região da patela, o quadro recebe o nome de condromalácia.

Em um primeiro momento a mulher pode sentir uma sensação de ‘areia’ dentro do joelho, com estalos, cansaço e dor nas pernas, que muitas vezes começam a inchar.

Este é o grau número 1 da patologia. Porém, como esses sintomas podem passar despercebidos é comum a doença evoluir para o grau 2.

Então, o incômodo começa a surgir durante a prática de uma atividade física, quando se usa salto alto o dia inteiro ou mesmo ao permanecer por horas sentada. A dor é mais constante e os estalos mais fortes.

Já no grau 3, o penúltimo da doença, a paciente começa a evitar algumas atividades, para não sentir tanto incômodo. É nessa fase onde mais se procura ajuda de um especialista. Usar salto e descer escadas, torna-se uma atividade cansativa.

A condromalácia em grau 4 é bem grave. O desgaste é intenso e dificilmente a pessoa consegue, sozinha, realizar muitos movimentos e ter força nas pernas.

Assim como o diagnóstico é feito por grau, o tratamento também se difere de acordo com o acometimento do joelho.

No início, os cuidados visam controlar o peso, o uso do salto e o excesso de exercícios. A fisioterapia já é recomendada, para fortalecer o joelho e evitar que o quadro se agrave.

No grau 2, o fisioterapeuta foca na reabilitação da musculatura e na forma de andar, dando atenção especial principalmente ao tipo de calçado utilizado.

Infelizmente no grau 3 a situação é um pouco mais difícil de tratar, as sessões de fisioterapia podem prevenir, mas há casos de cirurgia.

Já no último estágio é preciso passar pela operação para depois dar início a fisioterapia de reabilitação.

 

Condromalácia Patelar em Atletas

O joelho é uma articulação que corre um risco maior de sofrer com sobrecarga, principalmente por conta dos movimentos de repetição. Dependendo do esforço, o atleta pode apresentar dor e inchaço desencadeado pela Condromalacia patelar. Além disso, outros fatores como desequilíbrio muscular e biomecânico, atividades de alto impacto também podem provocar o amolecimento da cartilagem.

A mulher pode sofrer um desgaste maior da cartilagem da patela por conta do alinhamento dos membros inferiores. A condromalácia é uma patologia que pode levar anos para se manifestar. A sua causa está associada ao atrito da patela e o fêmur durante o movimento de dobrar e esticar do joelho.

O principal sintoma da condromalácia é dor na face anterior do joelho que tende piorar quando é feito algum movimento. É comum os atletas se queixarem de dores ao subir ou descer escadas.

O diagnóstico deve ser feito por meio de exames como teste de raspagem ou compressão patelar, acompanhada de uma avaliação biomecânica. O médico também solicitar a ressonância nuclear magnética para confirmar a lesão.

O tratamento pode ser feito com o auxílio da fisioterapia que pode utilizar técnicas de exercícios para controlar a dor e diminuir a pressão articular. Após dois meses, o paciente já pode sentir uma diferença no joelho.