Você é corredor de rua? Saiba como evitar lesões no joelho e quadril [O Guia Completo]

O guia que todo corredor deve ler. Esse guia é de extrema importância para todos que pretendem se iniciar no mundo da corrida. E também para aqueles que desejam aumentar seu volume de treino sem ter a surpresa de uma lesão.

Lesões em atividades físicas

É difícil encontrar alguém que ainda não sofreu com uma lesão nos membros inferiores pelo menos uma vez na vida, seja por excesso de exercícios, traumas relacionados ao esporte ou desgaste da cartilagem. Cerca de 90% das lesões esportivas acontecem em quadris, coxas, joelhos, pernas, tornozelos e pés. Alguns estudos mostram que 45% se localizam no joelho, 9,8% no tornozelo e 7,7% no ombro.
 
 
 
 

Lesões mais comuns em algumas atividades

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Se você faz atividade física, joga futebol, basquete ou vôlei, tem que estar atendo aos seus movimentos durante o jogo para não cair numa armadilha e lesionar o joelho ou o tornozelo. Mas será que tem como calcular os nossos movimentos durante o jogo?

A maioria das lesões é imprevisível, no entanto, pode ser evitada. O mais importante é saber como. O corpo humano possui mecanismos naturais de defesa contra contusões e é possível trabalhar essa defesa por meio de exercícios com o objetivo de melhorar a propriocepção, equilibro e controle motor. O ideal é seguir um programa de prevenção que envolva exercícios de estabilização e resistência.
 
 
 
 

Lesões campeãs em alguns esportes

Agora que você já sabe que qualquer esporte pode provocar uma lesão, fique atendo aos movimentos e saiba onde elas são mais frequentes:

1. Futebol

Os jogadores sofrem com mais regularidade de distensões dos músculos da coxa, contusões e torções, principalmente nos tornozelos e joelhos. Quando ocorre uma distensão, o jogador sente uma dor aguda na coxa, sendo resultado do rompimento de algumas fibras musculares. Já a contusão consiste em um trauma que provoca dor e até inchaço. No futebol a contusão é mais frequente devido ao índice de contato entre os jogadores. E, por último, a torção ou entorse, que é provocada pelo tracionamento exagerado dos ligamentos.

2. Basquete

No basquete a contusão sai na frente. Assim como no futebol, o atleta tem mais chances de sofrer um trauma ao entrar em contato com outro jogador. Eles também podem sofrer com tendinites no joelho, causada por paradas ou movimentos bruscos durante o jogo, causando dor, e a entorse do tornozelo, provocada devido à instabilidade dos saltos e manobras durante o jogo.

3. Corrida

Quem pratica essa modalidade tende a sofrer com tendinites no joelho, principalmente pela repetição do movimento durante a corrida, sendo potencializada em atletas com disfunções biomecânicas. A canelite é outro sintoma que pode ocorrer devido à pisada ou por correr em solo irregular.

4. Vôlei

Os jogadores de vôlei também são vitimas das tendinites do joelho, provocada por excesso de salto ou falta de aquecimento, além de sofrer com a entorse do tornozelo, geralmente causada pela instabilidade no contato com o solo após o salto.

Previna-se
A melhor forma de prevenir essas lesões é fazendo um aquecimento antes de iniciar qualquer modalidade esportiva. Se você sofreu alguma lesão durante o jogo, siga todas as recomendações do seu fisioterapeuta e só volte a jogar depois que o médico ou fisioterapeuta liberarem. Caso você desobedeça, lembre-se que nenhum jogo é tão importante quanto a sua saúde.

 

Esse video deveria ser assistido por todos que já praticam corrida ou pretendem iniciar.

 
 
 
 

Vai começar a correr? Evite lesões durante o treino

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Quem não tem o hábito de praticar exercícios não deve simplesmente colocar um par de tênis e sair correndo. O nosso corpo necessita de um tempo para se adaptar, além disso, é preciso levar em conta o condicionamento físico. O ideal é começar com uma caminhada e, aos poucos, aumentar o ritmo com intercalando a caminhada com a corrida, associando um treino muscular específico para evitar o surgimento de lesões.

O indicado é que todo corredor faça uma avaliação funcional e postural antes de sair treinando. Essa atitude já ajudaria evitar uma série de problemas. Por meio dessa avaliação é possível verificar os problemas como desvios posturais, encurtamentos musculares ou frouxidão ligamentar.

O treinamento para a correção de qualquer um desses possíveis problemas irá evitar que o joelho seja comprometido.

Muitas pessoas desenvolvem lesões em um dos joelhos devido a desvios no quadril ou na coluna, como por exemplo, escoliose. Por não ter o acompanhamento adequado e geralmente não fazerem as avaliações necessárias, esse problema vai se agravando. Além disso, para tratar o joelho é preciso que todos os outros problemas sejam corrigidos.

Outro método para proteger o joelho é a melhora na mecânica da corrida, ou seja, quando aliado a questão da avaliação funcional e postural deve acontecer uma melhora da mecânica de corrida. Para que isso aconteça é preciso procurar um profissional capacitado, que irá verificar os problemas que o paciente apresenta e traçar um treino específico para corrigir o padrão de movimento.

Portanto, um bom fortalecimento é fator crucial para que o joelho seja protegido durante a corrida. Como esse esporte não é lesivo, o que acaba por desenvolver as lesões são os músculos enfraquecidos. Para fortalecer os músculos o ideal é realizar a musculação ou treino funcional.

Vale ressaltar, que todo o complexo do core, assim como os membros superiores, precisam de fortalecimento, pois, a falta deste pode provocar desalinhamentos musculares bastante acentuados, que irão prejudicar a mecânica de corrida e sobrecarregar as articulações.

A sobrecarga no quadril em corredores

Praticar a corrida sem orientação de um profissional pode pressionar as articulações do quadril, do joelho e do tornozelo, por isso é importante prevenir, para não desenvolver a síndrome da banda iliotibial, lesões por stress ou tendinites de glúteo.

Esse músculo é responsável pelo movimento de abrir a perna, além disso, é o principal estabilizador do quadril, impedindo que a pelve (bacia) incline para baixo quando a pessoa está correndo com apoio em único membro. Não é á toa que esse músculo é sobrecarregado durante a marcha.

No caso da corrida, a sobrecarga é quase três vezes o peso corporal. Dessa forma, ao correr, uma pessoa de 60 kg recebe sobrecarga de 138 kg (peso x 2,3).

O aumento da carga de exercício de forma abrupta é a principal causa da lesão, além disso, o excesso de impacto na região também podem causar problemas no futuro.

Caso você sinta uma dor muito forte na hora da corrida, não espere a dor passar para procurar um fisioterapeuta. É importante fazer uma avaliação e se for necessário seguir com sessões de fisioterapia para amenizar a dor e recuperar o condicionamento físico.

Algumas dicas importantes

Antes de começar a correr é importante fortalecer a musculatura e preparar suas articulações, principalmente do quadril, joelhos, tornozelos e coluna. Confira algumas dicas e saiba como evitar uma lesão na articulação do quadril:
– Siga o planejamento dos treinamentos, com atividades de preparo físico, fortalecimento, equilíbrio muscular e postura;
– Respeite os períodos de descanso para a recuperação do corpo;
– Tome cuidado com o ‘overtraining’, pois o excesso de treino é prejudicial ao corpo.
 
 
 
 

Já é um praticante de corrida e quer melhorar a sua performance? Previna-se de lesões

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As lesões podem ocorrer devido a uma sobrecarga articular do joelho, impedindo muitas vezes do atleta correr. Os ateltas são mais suscetíveis a sofrer lesões por sobrecarga como tendinite patelar, síndrome da banda iliotibial ou fascite plantar. A fisioterapia pode ajudar no tratamento de todas as lesões.

Se o atleta vem se recuperando de uma lesão, pode ser necessário contar com o auxílio da tecnologia para melhorar a marcha e a sua perfomance. Entre as técnologias utilizadas para tratar e prevenir lesões, encontra-se a análise 2D da marcha.

Análise de marcha computadorizada

A análise da marcha é um sistema que consiste em câmeras de alta velocidade para captar os movimentos do atleta permitindo o fisioterapeuta determinar quais são os ângulos de cada articulação durante o movimento. “Através do aparelho, conseguimos detectar mudanças ou alterações no movimento que passam despercebidas a olho nu”, explica o Prof. Dr. Thiago Fukuda, fisioterapeuta – responsável pelo Grupo de Fisioterapia em Joelho, Quadril e Esporte da Santa Casa de SP e diretor-clínico do Instituto TRATA.

Durante o exame, o aparelho capta 5° na flexão tronco, 7° flexão do quadril, 32° flexão joelho e 12° dorsiflexão enquanto o atleta corre, por exemplo. Todos esses dados são emitidos durante a avaliação.
Além disso, o sistema emite informações relevantes sobre as alterações durante a marcha, corrida, subida e descida de graus. “Este é um sistema que está se tornando cada vez mais fundamental para tratamento de pessoas que sofrem de problemas ortopédicos em coluna, joelho, quadril e tornozelo”, afirma o fisioterapeuta.

O sistema não é só indicado para atletas, mas também para quem deseja corrigir problemas ortopédicos como coluna e no joelho.
 
 
 
 

Vilões da corrida – As lesões mais comuns

A maioria das lesões em corredores acontece por causa de algum movimento incorreto, que provoca uma sobrecarga nas articulações e músculos. Entre as principais lesões, podemos destacar:

Canelite

É uma inflamação na região anterior da tíbia devido à sobrecarga, causando dor muscular e no osso. A longo prazo, e se não tratada, pode desencadear uma Fratura Por Estresse, vista em alguns maratonistas. Alterações na pisada, falta de fortalecimento e resistência muscular nos músculos da perna são algumas das causas, assim como o erro de treinamento. Até o terreno em que se corre tem interferência.

Fratura por estresse

Ocorre por causa de uma sobrecarga óssea, acomete principalmente a tíbia (osso da canela) e alguns ossos do pé. O aumento da intensidade de treinamento, treino inadequado, falta de repouso e suporte muscular adequado podem provocar esse tipo de fratura.

Fasceíte plantar

Inflamação no tecido que recobre os músculos da sola do pé. Tem como causas, o aumento súbito e não programado no treinamento, excesso de peso, pisada errada (pé pronado ou pé chato), calçado inadequado, fraqueza de músculos do quadril, joelho e pé.

Tendinite Calcânea (tendão de Aquiles)

Inflamação no tendão que liga o músculo da panturrilha ao calcanhar. Falta de repouso, treinamento e pisada errada, tipo de terreno são alguns dos fatores desencadeantes da lesão.
 
 
 
 

5 Dicas para evitar lesões

Fique atento aos cuidados antes, durante e depois da corrida e evite sérias lesões:

Faça aquecimento

Antes de qualquer treino ou prova faça um aquecimento de pelo menos 10 minutos para preparar os músculos e articulações para a atividade. Opte por uma caminhada ou exercícios de coordenação.

Fortaleça a musculatura

Faça treinamentos para ganho ou manutenção da força em dias intercalados com a corrida. Seguir essa rotina de exercícios e saber os principais músculo a serem trabalhados são formas importantes para manter as articulações protegidas.

Concreto, asfalto, grama ou areia

Esses pisos são muitos diferentes e oferecem vantagens e desvantagens para o corredor. A grama, por exemplo, absorve melhor o impacto, porém podem existir buracos e raízes de árvores como obstáculos, favorecendo entorses de tornozelo. Na areia existe maior absorção de impacto mas, é necessária maior força e resistência muscular por ser fofa. No asfalto o impacto é maior, mas é regular e linear sendo mais fácil de correr. Já o concreto não é recomendado por prejudicar a absorção do impacto.

Atenção ao tênis

Escolha um tênis ideal para corrida e acerte na pisada, mas não fique achando que com um tênis resistente ou caro você está livre das lesões, se não tiver força e flexibilidade e muito menos respeitar seus limites, o tênis não vai te proteger de uma lesão. É recomendado também verificar a necessidade do tipo de calçado para pés pronados, supinados ou neutros; alternar os calçados, e verificar a durabilidade dependo do uso.

Não ignore a dor

A dor é um aviso do corpo de que algo está fora do normal. Se apresentar dor, não treine. E se a dor continuar, não faça automedicação, procure seu fisioterapeuta ou ortopedista.
 
 
 
 

8 Lesões que todo atleta precisa conhecer

1. Fratura por estresse

Esse é o sinal de que você ultrapassou seus limites fisiológicos.

Quem pratica triátlon, corrida de montanha, maratona e demais esportes tem mais chances de desenvolver a fratura por estresse (ou stress). Essas atividades acabam exigindo demais do atleta e principalmente do joelho e perna, favorecendo o surgimento de lesões.

Esta lesão ocorre quando o indivíduo ultrapassa os seus limites fisiológicos. Isso acontece devido ao esforço excessivo do músculo, falta de absorção de impactos, e quando os músculos estão fadigados acabam transferindo toda a sobrecarga do stress para o osso.
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Geralmente, essa fratura acomete os membros inferiores como ossos do pé, tíbia, fíbula e nos casos mais raros no fêmur.

As principais causas são a mudança brusca de treinos sem o tempo necessário para que o atleta se adapte ao exercício, indivíduos com excessiva pronação do pé, calçado de corrida sem amortecimento, tipo de pisada e fatores hormonais.

O atleta pode desconfiar da fratura quando sentir alguns sintomas como dor no membro acometido, dor ao pisar, enfraquecimento da musculatura.

O diagnóstico é feito por meio do raio X, exames de ressonância magnética ou cintilografia. Com esses exames, é possível identificar a fratura na sua fase inicial.

Como é feito o tratamento da fratura por estresse?
Geralmente, o tratamento inicial é conservador e com repouso. Além disso, é importante cessar as atividades de impacto. Somente nos casos em que a fratura por stress é grave, o médico pode indicar a cirurgia, que envolve a fixação do local da fratura.

O paciente pode levar em média seis meses para se recuperar. A fisioterapia é indispensável nesse processo. Alongamentos e exercícios de fortalecimentos podem ser feitos para manter a condição muscular e cardiorrespiratória.

2. Bursite Trocantérica

A Bursite é um processo inflamatório que ocorre em uma bolsa (bursa) que tem função de diminuir o atrito entre os ossos e tendões. Na lateral do quadril, próxima ao trocanter encontra-se a bursa trocantérica que pode inflamar e causar um desconforto na hora de praticar atividades como corrida ou ao subir escadas.
Geralmente, a inflamação pode atingir outras estruturas, como tendões, músculos e fáscias. Ela ocorre por atrito excessivo ocasionado por diminuição de flexibilidade, fraqueza muscular, disfunções biomecânicas ou até mesmo traumas diretos.

Esse atrito pode ser devido ao desalinhamento da coxa durante a corrida provocada pela fraqueza muscular ou falta de controle do músculo glúteo médio (lateral do quadril) e máximo.

O diagnóstico pode ser feito por meio de um exame físico completo. O fisioterapeuta irá avaliar a região sobre o trocânter maior. Testes de força dos músculos abdutores e extensores do quadril podem ser realizados.

Além disso, exames de imagem como ressonância nuclear magnética também podem fazer parte do diagnóstico.

Como é feito o tratamento da bursite trocantérica?
O tratamento inicial para a bursite do quadril pode ser conservador e não envolve cirurgia. O atendimento fisioterapêutico ajuda a diminuir a inflamação, aliviar a dor e diminuir o atrito sobre estas bursas.

Técnicas e recursos de Eletrotermofototerapia, liberação miofascial, alongamento muscular, terapia manual e correção biomecânica com exercícios de fortalecimento muscular e treinamento sensório-motor devem ser empregados para uma completa resolução do caso.

3. Síndrome do corredor – Síndrome do Trato Iliotibial (STIT)

Conforme a frequência da atividade física aumenta, os atletas corredores e ciclistas correm um risco de maior de sofrer com a Síndrome do corredor que é caracterizada pela Síndrome do Trato Iliotibial (STIT).

O Trato iliotibial (TIT) é uma banda de tecido fibroso encontrada na parte lateral da coxa que se estende até a tíbia. A síndrome costuma ocorrer durante a prática de atividades esportivas. Na hora do exercício pode ocorrer uma fricção excessiva da banda de tecido fibroso sobre o epicôndilo lateral do fêmur, principalmente quando há desarranjos biomecânicos e encurtamento muscular gerando dor e inflamação na região lateral do joelho.

O atleta pode desconfiar da síndrome quando sentir hipersensibilidade na região lateral do fêmur, próximo ao joelho e dor em queimação quando a região é palpada associando flexão e extensão do joelho. Essa dor pode ter início após o atleta percorrer longas distâncias e se intensificar, até que seja impedido de correr.Para identificar a lesão, testes irritativos e de flexibilidade muscular se fazem necessários.

Como é feito o tratamento da Síndrome do Trato Iliotibial (STIT)
O tratamento é baseado no controle da dor e melhora da sobrecarga, abordando condutas fisioterapêuticas analgésicas como gelo (crioterapia), técnicas de alongamento e liberação miofascial. Além disto, após alívio parcial ou total dos sintomas, uma avaliação biomecânica deve ser feita, objetivando um melhor alinhamento de todo o membro inferior durante a prática da atividade física. Na maioria dos casos, um protocolo de fortalecimento muscular pode resultar em resolução completa do quadro em algumas semanas.

4. Tendinite no quadril

A tendinite no quadril é consequência do aumento da carga de exercício e excesso de atrito do tendão contra proeminências ósseas. Pacientes com alterações biomecânicas como “valgo dinâmico” têm mais propensão ao surgimento de tendinites.

É possível desconfiar de tendinite no quadril quando ao se movimentar sentir dor. Em casos de ruptura dos tendões glúteos, a dor é intensa e tem longa duração.

A tendinite no quadril pode acometer os corredores de longa distância impedindo muitas vezes o atleta competir em provas de alta intensidade, principalmente se tiver subidas.

O diagnóstico é feito através do exame físico que analisa a dor, sensibilidade e perda da função. Exames como ressonância nuclear magnética e ultrassom do quadril podem ser solicitados pelo médico.

Como é feito o tratamento da Tendinite no Quadril
O tratamento da tendinopatia é dividido em duas etapas. A primeira etapa consiste no alívio da dor, inflamação e edema por meio de Eletrotermofoterapia com laser, ultra- som, terapia combinada e liberação miofascial. Já a segunda etapa é correção das prováveis disfunções biomecânicas por meio de exercícios de fortalecimento, flexibilidade, mobilização articular e treinamento sensório-motor.

Geralmente, com o tratamento conservador o paciente consegue atingir bons resultados e na maioria dos casos não há necessidade de cirurgia.

5. Tendinite do corredor (tendinopatia)

É só começar o aquecimento para o treino de corrida e o joelho começa a dar sinais de dor? Este desconforto está te impedindo de realizar a atividade ou participar de uma prova? Uma das causas pode ser a tendinopatia ou tendinite do corredor! A tendinite é caracterizada pela inflamação no tendão – tecido que liga o músculo ao osso.

A tendinite muitas vezes é consequência do excesso de uso desta estrutura, que aos poucos perde elasticidade. É possível desconfiar da tendinite ao notar inchaço no local, dor localizada no tendão lesionado e sensação de queimação que irradia. No dia a dia ao fazer atividades diárias como subir e descer escadas, usar salto alto, permanecer muito tempo sentado ou com a perna cruzada pode intensificar os sintomas da tendinite.

O diagnóstico deve ser feito por um clínico ou especialista. Alguns exames como ultrassonografia ou ressonância magnética podem ser solicitados para avaliar o membro afetado.

Veja também:

Tendinite no Joelho
Tendinite no Quadril

Como é feito o tratamento da Tendinite do Corredor?
O tratamento com alguns medicamentos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) podem ser empregados, apesar grande controvérsia na literatura. Técnicas de fisioterapia devem ser recomendadas para tratar a lesão.

6. Condromalácia patelar

O joelho é uma articulação que corre um risco maior de sofrer com sobrecarga, principalmente por conta dos movimentos de repetição. Dependendo do esforço, o atleta pode apresentar dor e inchaço desencadeado pela Condromalacia patelar. Além disso, outros fatores como desequilíbrio muscular e biomecânico, atividades de alto impacto também podem provocar o amolecimento da cartilagem.

A mulher pode sofrer um desgaste maior da cartilagem da patela por conta do alinhamento dos membros inferiores. A condromalácia é uma patologia que pode levar anos para se manifestar. A sua causa está associada ao atrito da patela e o fêmur durante o movimento de dobrar e esticar do joelho.

O principal sintoma da condromalácia é dor na face anterior do joelho que tende piorar quando é feito algum movimento. É comum os atletas se queixarem de dores ao subir ou descer escadas.

O diagnóstico deve ser feito por meio de exames como teste de raspagem ou compressão patelar, acompanhada de uma avaliação biomecânica. O médico também solicitar a ressonância nuclear magnética para confirmar a lesão.

Como é feito o tratamento da Condromalácia Patelar?
O tratamento pode ser feito com o auxílio da fisioterapia que pode utilizar técnicas de exercícios para controlar a dor e diminuir a pressão articular. Após dois meses, o paciente já pode sentir uma diferença no joelho.

7. Síndrome do atrito da banda iliotibial

Uma dor na lateral do joelho pode ser um sinal de síndrome do atrito da banda iliotibial. Quem sofre com esse tipo de dor são os praticantes de corrida de rua devido ao esforço repetitivo. Isso ocorre quando o corredor flexiona e estende o joelho, a parte inferior da banda passa por cima do côndilo femoral lateral causando um atrito entre essas duas estruturas.

Alguns fatores podem contribuir para o encurtamento da banda, dentre eles: diferença de comprimento entre as pernas; correr em superfície inclinada, calçados inapropriados, músculos tensos no quadril e desalinhamento dos membros inferiores. O sintoma mais comum é dor na região lateral do joelho que pode surgir durante a corrida. A dor pode ter uma piora progressivamente causando limitação. Após alguns minutos de descanso, a dor desaparece, mas logo reaparece.

Para identificar a dor, o médico ou fisioterapeuta pode solicitar alguns exames clínicos e testes, como compreensão local do epicôndilo lateral para provocar a dor, palpitação do epicôndilo lateral durante o movimento de flexão passiva do joelho, teste de Ober positivo.

Como é feito o tratamento da Síndrome do Atrito da Banda Iliotibial?
O tratamento pode ser feito por meio de aplicação de compressas de gelo sobre a banda iliotibial durante trinta minutos, massagem com gelo, uso de medicamentos anti-inflamatórios. A fisioterapia é importante para a recuperação do joelho. O fisioterapeuta pode indicar liberações miofascias durante a sessão, bem como alongamento e principalmente fortalecimento muscular.

8. Síndrome do impacto no quadril (impacto femorocetabular)

É comum o corredor sentir dor na virilha após um treino mais forte ou uma prova. Porém, se o incômodo for recorrente, o atleta deve ficar atento, pois isso pode ser sinal de um problema mais grave: a síndrome do impacto no quadril ou impacto femoroacetabular.

A doença ainda não é muito conhecida no meio médico, por isso, muitas vezes, é mal diagnosticada. Entre os principais sintomas estão dores ou incômodo recorrente na virilha, na nádega e na face lateral do quadril, que podem se estender para a coxa e o joelho. Em casos mais graves, há redução do movimento dos quadris e possibilidade de evoluir para uma artrose.

“Esse problema ocorre devido ao impacto repetido da articulação do quadril, que é formada pelo contato da cabeça do fêmur com uma concavidade da bacia chamada acetábulo. Alterações de origem genética na anatomia do quadril e práticas esportivas que sobrecarregam as articulações como maratonas, corridas, futebol e tênis, judô, jiu jitsu e tae-kwon-do também podem contribuir para esta lesão”, explica o Prof. Dr. Thiago Fukuda, fisioterapeuta da Santa Casa de São Paulo, Diretor Clínico do Instituto TRATA.

Como a grande maioria das pessoas que correm já praticou outras modalidades esportivas anteriormente, também é possível que a origem da lesão tenha ocorrido antes e venha à tona com a corrida.

Como é feito o tratamento da Síndrome do Impacto no Quadril?
“Em um primeiro momento, o tratamento é feito a base de anti-inflamatórios, analgésicos e fisioterapia, havendo necessidade de interromper os treinos por um período que pode variar de um a seis meses. Caso os sintomas persistam, é necessária uma intervenção cirúrgica”, afirma o Prof. Dr. Thiago Fukuda.

O fisioterapeuta ressalta ainda que o tratamento cirúrgico é destinado aos pacientes com dor persistente e que pretendem retornar às atividades físicas ou profissionais. A artroscopia é uma técnica cirúrgica que possibilita ampla visão da articulação e permite a remoção de lesões e deformidades geradas pelo impacto. Nos casos graves, onde exista uma degeneração avançada da articulação, são menores os benefícios da artroscopia, sendo necessário considerar outras técnicas para o tratamento da articulação lesionada.
 
 
 
 

5 Dicas para atletas corredores que já estão sentindo dor no joelho.

Procure por um diagnóstico

A fonte da dor no joelho nem sempre é no membro, às vezes o desconforto é reflexo de desequilíbrios musculares ou alterações no quadril. Para a condromalácia patelar uma ressonância magnética pode ser pedida para confirmar o quadro.

Reavalie seu treino.

A doença tem forte ligação com treinamento errado, especialmente entre os corredores de rua. Então avalie a frequência, a intensidade e a duração da atividade, isso com a ajuda de um profissional.

Mantenha o controle de peso.

Ao caminhar de duas a quatro vezes do seu peso é transmitida através da articulação do joelho. Então estar no peso certo vai aliviar a dor.

Escolha um bom fisioterapeuta.

A reabilitação é fundamental para cessar a dor e evitar novos desconfortos. Por isso, durante as sessões o especialista usa recursos de controle da dor e cicatrização do problema.

Evite a recidiva da dor.

Neste caso, o fisioterapeuta também poderá te ajudar. Ele vai realizar testes de força, equilíbrio e avaliação de pisada, para verificar qual erro levou ao problema e não evitar novas crises.