Dor no joelho: causas, sintomas tratamento e dicas [O guia completo]

A dor no joelho é um sintoma bastante comum que pode afetar pacientes de todas as idades. De intensidade e duração bastante variadas, o desconforto no joelho pode se apresentar em ambos os lados – joelho direito e esquerdo -, bem como ser capaz de produzir inchaço e dificuldade no movimento.

A maioria das lesões no joelho tem relação direta com a prática esportiva, principalmente em atletas, corredores e jogadores de futebol, que demandam intenso esforço da articulação.

Em relação ao gênero, a dor se manifesta de modo igualmente proporcional e da mesma forma, quando relacionada a doenças sistêmicas, que podem afetar os dois joelhos.

No entanto, a origem das lesões costuma ser diferente. Nas mulheres as lesões são mais traumáticas e nos homens relacionadas a traumas, contusões ou sobrecarga.
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O diagnóstico muitas vezes é de rápida resolução, mas alguns casos podem ser mais trabalhosos, devido à complexidade das estruturas envolvidas, sendo necessário à utilização de exames de imagem, como radiografias e ressonância magnética para se avaliar o tipo de problema que está afetando o joelho.

Vale a pena ressaltar que dependendo da origem e da estrutura comprometida o desconforto pode dificultar os movimentos.

Dor do lado de dentro do joelho: esta relacionada a problemas de desalinhamento dinâmico como lesões ligamentares, meniscais, tendinopatias (pata de ganso) ou degenerações articulares;

Dor do lado de fora (lateral) do joelho: bastante comum em atletas e corredores tem relação com a Síndrome do trato iliotibial ou sobrecarga por atrito na face lateral da coxa, bem como lesões em menisco lateral, degeneração articular, entre outras. Nesse caso, se o indivíduo tiver dificuldade em dobrar o joelho em um ângulo de 45º é possível que o problema esteja em estruturas laterais da articulação.

 

Estrutura do Joelho

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O joelho é uma articulação bem complexa que exige certa flexibilidade e estabilidade ao mesmo tempo. Para que seja funcional, ele conta com estruturas importantes de estabilização. Em contrapartida, o joelho pode ser afetado por diversas lesões, sendo algumas delas as torções ou entorses, as contusões, os traumas ou o desgaste. Esses diagnósticos podem comprometer a viabilidade de ligamentos, cartilagens, tendões, bursas e meniscos.

Quando surge uma dor na região, ela é provocada pelo uso excessivo dos joelhos ou falta de preparo adequado para uma atividade física que exija muito da articulação. Sua origem pode estar ligada às estruturas que envolvem o joelho, como ligamentos, tendões e bursas (revestimento), ou nas que formam a própria articulação, especificamente os ossos (fêmur, tíbia e fíbula), cartilagem (menisco) e músculos.

 

Afinal, o que pode ser a dor no joelho?

A dor no joelho pode envolver diferentes afecções. Algumas delas podem incluir:

  • Distensão ou entorses;
  • Tendinites e bursites;
  • Desgaste nos meniscos;
  • Rompimento de cartilagem, menisco e ligamentos;
  • Doenças reumáticas: artrite reumatoide, osteoartrite, artrose, lúpus e gota;
  • Infecções no joelho;
  • Síndrome da dor patelo-femural;

Quanto às lesões traumáticas, elas afetam comumente ligamentos e menisco, enquanto que as não traumáticas afetam a articulação como um todo. A característica da dor tem relação com a estrutura que está sendo comprometida: desconforto ao andar, incapacidade de dobrar o joelho, inchaço, deformidade e dor forte.

 

Fatores importantes do desenvolvimento da dor no joelho

Certos fatores predispõem a dor no joelho, como: falta de estabilidade de estruturas, desalinhamento de membros inferiores e sobrecarga por exercício intenso ou por sobrepeso, além do próprio desgaste do joelho em idosos, que tendem a ter a articulação mais vulnerável a lesões. Outros motivos relacionados à dor são:

  •  Estabilidade: fraqueza muscular ou mau funcionamento de algumas estruturas podem sobrecarregar o joelho.
  •  Desalinhamento: desvio biomecânico que aumenta a pressão em determinados pontos do joelho.
  •  Sobrecarga: o excesso de peso e o enfraquecimento muscular favorecido pelo sedentarismo são prejudiciais para a saúde dos joelhos, assim como o excesso de exercícios físicos intenso.
  •  Idade: a fraqueza muscular e a redução da nutrição da cartilagem por si só promovem o desgaste do joelho.
  •  Traumas: impactos no joelho, principalmente em jogadores de futebol, em razão da alta exigência da articulação.

 

Qual profissional procurar? Médico (Ortopedista ou reumatologista) ou fisioterapeuta?

Se os sintomas persistirem após 2 ou 3 dias, desde o seu início, é recomendando procurar um especialista. No caso, os ortopedistas devem ser consultados quando há problemas congênitos ou após traumas intensos e lesões que necessitam de cirurgias de correção. Já os reumatologistas ou fisioterapeutas podem ser indicados em fases iniciais e quando não há necessidade de indicação cirúrgica.

• Questionamentos que devem ser realizados durante a consulta:

1. Em relação ao histórico do paciente:
– Já teve dores anteriormente e quando começou?
– Teve alguma circunstância?
– Quanto tempo durou?
– Já sofreu alguma lesão no joelho?
– Já fez algum tratamento? Ajudou?
– Qual é a sua rotina? Pratica alguma atividade física regular?

2. Investigação da dor:
– Qual o joelho afetado? Ambos?
– A dor vai e volta ou é contínua? O desconforto é leve ou intenso?
– A dor é localizada (interna, abaixo, atrás ou lateral) ou no joelho todo?
– Consegue andar ou se agachar sem dor?
– Apresenta outros sintomas, como dor nos músculos da perna, quadril, inchaço na perna ou febre?

3. Escolha do melhor tratamento:
– Qual o diagnóstico?
– Qual a finalidade do tratamento?
– Que hábitos diários devem ser mudados?
– Qual a importância dos exercícios?
– Quais efeitos colaterais dos medicamentos e por quanto tempo devem ser utilizados?

 

Alívio da dor no joelho

A dor nos casos mais simples é limitada a 2 ou 3 dias, sendo recomendadas as seguintes orientações:

1. Uso de compressas geladas:
Aplique por 5 a 15 minutos, de 2 a 3 vezes por dia, em casos de entorses, tendinites, quedas e pancadas. Abaixar a temperatura do tecido afetado promove um efeito analgésico, além de diminuir o inchaço (se existente) e reduzir a inflamação no local.

2. Drenagem corporal:
Quando estiver deitado ou sentado no sofá coloque uma almofada e eleve a perna dolorida para melhorar a circulação e aliviar a dor.

3. Realizar massagem:
Também com o pé apoiado você pode massagear ao redor do joelho, promovendo uma melhor circulação.

4. Alongar as articulações:
Realize alongamentos suaves na perna dolorida flexionando sem muito esforço com apoio de uma cadeira para não cair.

dor-no-joelhoSe após a realização de medidas simples como estas, seu joelho continuar dolorido e incomodando é importante procurar um auxílio de um especialista em joelhos, podendo ser o fisioterapeuta ou o ortopedista, para avaliar a condição do joelho, e estabelecer um tratamento correto para a origem da dor.

Veja abaixo mais dicas para aliviar a dor nos joelhos:

  • Evite permanecer muito tempo em pé, sentado ou na mesma posição;
  • Durma com travesseiro entre os joelhos;
  • Use calçados baixos com amortecimento;
  • Faça exercícios que fortaleçam a musculatura;
  • Para pés chatos use palmilhas especiais;
  • Mantenha o peso ideal para não sobrecarregar o joelho;
  • Use os medicamentos prescritos pelo médico para alívio de dores e da inflamação;
  • Busque orientação sobre aos exercícios mais adequados para a sua situação;

A alimentação selecionada também pode contribuir para um melhor efeito anti-inflamatório. Por isso, evite alimentos doces e gordurosos, pois eles agravam a inflamação, dê preferência aos alimentos como gengibre, peixes ricos em ômega 3 (salmão, atum e sardinha) e sementes de chia.

 

Remédio para dor no joelho

Normalmente, o primeiro comportamento de uma pessoa acometida por uma dor nos joelhos é procurar por alguma forma de tratamento medicamentosa. A dor pode ser, em grande parte dos casos, tratada com o uso de medicamentos anti-inflamatórios, mas que devem ser prescritos pelo médico e não administrados sem qualquer orientação profissional.

Anti-inflamatórios podem causar danos, sobretudo, a pessoas com sensibilidade estomacal. Nesses casos, os tratamentos alternativos são válidos, como o uso de medicamentos homeopáticos, compressas quentes na região e o enfaixamento do joelho para repouso.

Além do remédio para dor no joelho, o paciente também pode incluir os próprios alimentos com propriedades anti-inflamatórias nas suas refeições diárias. É o caso do gengibre, do salmão e das sementes de chia, por exemplo. Ao mesmo passo, os alimentos açucarados devem ser evitados, uma vez que agravam as inflamações em diversas partes do corpo.

 

Joelho inchado

O inchaço no joelho se apresenta de forma repentina ou progressiva em decorrência do excesso de líquido dentro ou ao redor no joelho, que pode dificultar o movimento da perna afetada. O inchaço acontece comumente após um entorse, trauma, ou até mesmo se um dos sinais de uma infecção. Ele é comum em praticantes de esportes de alto impacto, como futebol, basquete e corrida, em virtude da alta probabilidade de acidentes.

As causas do inchaço são as mais diversas, dependendo da localização e de outros sintomas:

  • Após a lesão: o inchaço se manifesta horas depois da lesão, em consequência do líquido sinovial que se acumulou na articulação após uma torção do joelho ou uma lesão no menisco, na parte interna. Após um entorse, o ligamento é sobrecarregado, mas permanece ileso, afetando algumas fibras ali presentes.
  • Após uma lesão o inchaço ocorre de forma repentina: essa situação é característica de uma ruptura de ligamentos, lesão no menisco (parte externa) ou fratura óssea. O sangue que extravasa após o trauma se acumula na articulação na parte superior, inferior e lateral do joelho.
  • Sem lesão com inchaço gradual: são indícios de doenças crônicas como a atrite e a artrose, quando o inchaço varia de acordo com o dia e as atividades envolvidas, pois quando há sobrecarga no joelho comprometido a inflamação estimula a produção de mais líquido para proteger a área afetada. No início da artrose, o inchaço que se apresenta nas laterais do joelho é mais frequente devido à redução da cartilagem.
  • Sem lesão com inchaço súbito: se não houver a presença de trauma ou entorses, esse inchaço é sinal de infecção provocada pelo acúmulo de líquido no espaço sinovial ou caso de gota, quando há o acúmulo de ácido úrico, levando a um leve inchaço no joelho.
  • Joelho lateralmente inchado: quando o acúmulo de líquidos não ocorre na cápsula articular, no caso de bursites e hematomas. As bursas são bolsas que comportam um líquido que lubrificam a articulação e reduzem o atrito entre os ossos e as outras estruturas. O acúmulo de líquido nas bursas pode se apresentar na parte de trás do joelho, conhecido como cisto de Baker (tamanho de uma laranja), ou na frente da patela (pré-patelar). Já o hematoma é consequência de um trauma dos músculos ao redor do joelho.
  • Após cirurgias: esse sintoma é normal e esperado, principalmente se tratando de cirurgia no menisco que leva semanas e meses para desinchar.
  • Na gravidez: o aumento no peso e as mudanças na circulação podem estimular a retenção de líquidos, sobrecarregando os joelhos e as pernas. É preciso ter um cuidado especial para descartar um quadro de hipertensão, que pode ser um sintoma perigoso para a mãe e o bebê.

Além do inchaço outros sintomas podem se manifestar:

  • Dor: está ligada a lesões esportivas, lesões no menisco, na cartilagem e rompimento de ligamentos;
  • Estalos: característico em idosos e associado a problemas nas articulações, como artrite ou artrose;
  • Vermelhidão: sinal de inflamação intensa ou até mesmo de infecção, principalmente se estiver quente;
  • Roxo: normalmente aparece após uma pancada ou entorse.

Dicas para o alívio do inchaço no joelho:

  1. Ficar em repouso;
  2. Apoiar a perna em um nível mais alto;
  3. Aplicar compressa fria por 15 minutos em até 3x ao dia ou em até 2 dias do início do sintoma, para reduzir o inchaço;
  4. Após 2 dias, aplicar compressas mornas para aliviar a dor;
  5. Tomar os anti-inflamatórios para reduzir a inflamação no local após o diagnóstico do problema;
  6.  Se os sintomas persistirem e houver dificuldade de andar procure o ortopedista

Dependendo do caso pode ser necessário indicação de algumas sessões de fisioterapia, retirada do excesso de líquido na cavidade articular ou até mesmo uma cirurgia.

 

Lesões nos ligamentos do joelho

Ligamentos do Joelho em 3D

No joelho existem 4 ligamentos: cruzado anterior e posterior; colateral lateral e medial. São eles que fornecem estabilidade e permitem a flexão e extensão da articulação. O rompimento desses ligamentos causa muita dor, inchaço e deixam o joelho instável e geralmente acontecem por intenso e repentino esforço, quedas e traumatismo.

Em caso de lesão no ligamento colateral lateral e medial a recuperação com fisioterapia pode ser bastante eficaz para a resolução do problema, alguns raros casos requerem cirurgia, seguidos de reabilitação com fisioterapia, repouso e uso de joelheiras que estabilizam o joelho durante a recuperação. Quando o rompimento do ligamento cruzado anterior e posterior produzirem bastante instabilidade ao joelho a cirurgia pode ser recomendada associada à fisioterapia.

Algumas técnicas fisioterapêuticas contam com: a aplicação de laser para diminuir a dor; gelo para reduzir o inchaço; mobilização da patela para aumentar a flexão do joelho; mobilização articular para aumentar a lubrificação da articulação e também o uso da técnica de eletroterapia corrente russa que melhora o tônus muscular.

Como são os ligamentos que produzem a estabilidade do joelho, outros desequilíbrios podem surgir durante o tratamento, como tendinites, fraqueza e limitações no movimento, sendo corrigidos ao mesmo tempo. No entanto, o risco de lesão nos meniscos é a maior preocupação, mas pode ser evitada com o tratamento precoce e correto.

Lesão cartilaginosa

A cartilagem é um tecido que reveste as articulações do corpo e tem como finalidade de distribuir as cargas aplicadas. Sua classificação é analisada de acordo com o tipo e a quantidade de fibras presentes, sendo cartilagem fibrosa,  cartilagem elástica, cartilagem hialina.
A cartilagem pode sofrer traumas que podem ser causados por uma torção ou contusão direta, geralmente, acompanhada de outra lesão como distensões ou rupturas de ligamentos.

O sintoma vai depender do tamanho e do local da lesão. Mas atenção, geralmente não se sente dor na cartilagem, uma vez que não possui nervos. Se você sentir algum incômodo na cartilagem é possível que seja decorrente de uma lesão mais profunda. As dores só acontecem quando o osso que sustenta a cartilagem sofre uma sobrecarga.
As lesões na cartilagem acometem entre 5 e 10 % dos pacientes com menos de 40 anos e 60 % acima desta idade, podendo ser atletas.

Quando a lesão é diagnosticada

O tratamento inicial das lesões de cartilagem tem a finalidade de  reequilibrar as forças musculares que agem na articulação comprometida. Geralmente o tratamento é iniciado com fisioterapia e depois o paciente passa a fazer exercícios de fortalecimento em academia.
Se o tratamento conservador não resolver o problema, o médico tem a opção de optar pela cirurgia. Veja algumas das técnicas de cirurgia:

Transplante Autólogo Osteocondral: essa técnica é conhecida como mosaicoplastia e consiste na retirada de cilindros de 15 mm de profundidade de áreas anatômicas do joelho, sendo transplantadas para o local da lesão.

Desbridamento: essa técnica cirúrgica tenta reestabelecer um tecido cicatrizante para reparar a lesão.

 Artroplastia: só é indicada quando a lesão é muito grave, a cirurgia consiste em colocar uma articulação artificial.

Recuperação
O pós-operatório tende a ser mais demorado, requerendo mais cuidados em relação a outros procedimentos para a recuperação da cartilagem.
O paciente só é liberado para voltar ás suas atividades em 4 a 6 meses, período em que ele deve se dedicar totalmente a fisioterapia. A boa notícia é que todo esse esforço vale a pena, a cirurgia recupera de 80% a 90% da função da articulação.

Fraturas da região proximal da tíbia

 

Uma fratura no joelho especificamente no planalto tibial pode resultar na limitação de movimentos, dificuldade em dobrar os joelhos, a perna pode parecer deformada e dormência em torno do pé. Normalmente, quem tem uma fratura nessa região sente muita dor ao tentar colocar peso no joelho que está lesionado.

Geralmente, essas fraturas estão relacionadas a traumas, acidentes ou quedas. Nos mais jovens, a fratura do platô tibial é consequência de algum trauma ou lesão esportiva, já nos idosos pode ser um resultado de qualidade óssea ou trauma de baixa energia.

Conhecendo o seu joelho
O joelho é uma articulação sinovial formada por três ossos: fêmur, patela e tíbia. Na parte superior estão os côndilos femorais distais, anteriormente a patela e na região posterior estão os côndilos tibiais proximais. A sua principal função é promover estabilidade e resistir ás cargas, o que torna uma das articulações mais sensíveis e suscetíveis a sofrer lesão.

O diagnóstico de uma fratura no platô tibial pode ser feita por exames de imagem como raio-X, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Além disso, o diagnóstico é indispensável para o médico identificar o inchaço, feridas abertas e escoriações.

O médico irá decidir se o tratamento será conversador ou cirúrgico de acordo com a idade e o grau da lesão.
O tratamento conservador consiste no uso medicamentos e o acompanhamento da fisioterapia. Esse procedimento é indicado para os pacientes que foram diagnosticados com depressão entre os fragmentos for até 3mm. Maior que 3 mm deve ser levado em consideração a possibilidade de fazer uma cirurgia.
A fisioterapia também deve ser recomendada nos casos em que há cirurgia para a recuperação do paciente no pós-operatório.

5 coisas que você precisa saber sobre artrite nos joelhos

Se você tem osteoartrite do joelho saiba que não está sozinho. No mundo 10% da população tem o problema, segundo a Organização Mundial da Saúde.

No Brasil esse número representa 10 milhões de pacientes, sendo que 30% deles são diagnosticados com 65 anos ou mais pelo exame radiológico. Confira abaixo mais cinco informações sobre a doença e como a fisioterapia vai te ajudar.

– Osteoartrite do joelho nada mais é do que um desgaste

A artrite do joelho ocorre quando a cartilagem da articulação do joelho corrói gradualmente. A cartilagem é um tecido elástico, escorregadio nas extremidades dos ossos. Sem ela o efeito de amortecimento é comprometido e os joelhos se esfregam, além de ficarem duros, inchados e doloridos.

– Os sintomas geralmente se desenvolvem aos poucos

Os primeiros sinais de artrite do joelho podem ser dor nas articulações após a atividade física ou rigidez nas primeiras horas da manhã. Com o tempo, os sintomas ocorrer com mais frequência e torna-se difícil andar, subir escadas, e entrar e sair de cadeiras.

– Artrite do joelho pode ser para a vida toda

Embora a maioria das pessoas tenha artrite do joelho leve, ela pode se tornar grave. O ganho de peso é outro fator de risco, isso porque há aumento na carga que o joelho recebe e consequentemente a capacidade de se exercitar fica menor, piorando a lesão articular. Viver com esta condição dolorosa pode contribuir para transtornos de humor crônico, tais como depressão e ansiedade.

– Medicação combate a dor e inflamação

Analgésicos e anti-inflamatórios vão controlar a dor, já as aplicações através de injeções no local melhoram a lubrificação da articulação.

– Não há cura, mas há tratamento

Para aliviar a dor e permanecer ativo, você pode precisar de uma abordagem abrangente. Perda de peso, exercício e sessões de fisioterapia que vão evitar que a doença evolua, reduzir a dor e melhorar a movimentação das articulações e fortalecimento dos músculos.

 

O que é Sinovite no joelho?

sinovite-no-joelhoA sinovite é uma inflamação na membrana sinovial, que é uma fina camada que contém um líquido que reveste estruturas do joelho como os tendões, bolsas sinoviais e cápsulas articulares, que lubrifica a engrenagem da articulação, permitindo seu livre movimento. Essa condição é conhecida popularmente como “água no joelho”. A inflamação no local promove um desequilíbrio na produção e absorção desse lubrificante articular, com isso o volume de líquido aumenta produzindo o inchaço no joelho acompanhado de dor e prejuízos no movimento.

As condições que ocasionam a inflamação na membrana são mais direcionadas a traumas agudos como entorces ou quedas, presença de infecção ou doenças reumáticas, artrose e o próprio esforço repetitivo e intenso no joelho. Os sintomas mais comuns da sinovite são dor em todo o joelho, acompanhada de inchaço, fraqueza nos músculos da perna e dificuldade de andar.

Para o tratamento adequado da sinovite é fundamental descobrir a causa da lesão para que se obtenha os melhores resultados possíveis. O alívio da dor e da inflamação pode ser alcançado com a prescrição de anti-inflamatórios e corticoides, mas para ter o reequilíbrio da membrana sinovial é necessário o acompanhamento fisioterapêutico, que visa à redução da inflamação, o fortalecimento da musculatura e a recuperação da amplitude do movimento do joelho, através de técnicas de eletroterapia com auxílio de ultrassom, tens, lasers e outros.

 

Você sente estalos no joelho?

Saiba o que pode causar e como tratar:

Atividades simples como caminhar, subir e descer escadas, correr e agachar podem produzir estalos no joelho, que podem não significar um distúrbio exatamente, mas é fundamental a percepção de quais desses movimentos produzem o som e a presença de outros sintomas.

Causas dos estalos:

  1. Artrose no joelho (desgaste da articulação pela idade ou traumas);
  2. Desalinhamento do corpo (mecanismos de compensação que desregulam o alinhamento da postura corporal);
  3. Excesso de peso (carga superior a que o joelho foi projetado para suportar);
  4. Alterações patelares (artrose, pancada, inflamação);
  5. Alguns traumas no menisco, fissuras e sinovite podem ser a causa dos estalidos, no entanto, a mais comum é a condromalácia patelar (desgaste na articulação do joelho).

 

Condromalácia patelar

Pode ser propiciado pelo excesso de peso e esforço repetitivo que provoca dor profunda no joelho ao levantar-se da cadeira, ao dobrar a perna, correr, subir ou descer escadas. O diagnóstico é feito através de exames de imagem e o tratamento depende do tipo de lesão, muitas vezes a mudança de alguns hábitos como a suspensão de exercícios físicos que possam sobrecarregar o joelho, já surtem efeito sobre o problema. Além disso, medicamentos como anti-inflamatórios e analgésicos ajudam no alívio do inchaço e da dor.

Com a execução de técnicas de fisioterapia o resultado é encontrado sem muita demora, pois se baseia no fortalecimento dos músculos que dão a sustentação da articulação e na readequação do posicionamento do quadril, joelhos e dos pés. Atividades como natação e pilates também são muito bem-vindas ao tratamento desta condição.

 

Dor no joelho ao agachar. O que pode ser?

 

A dor no joelho durante o agachamento ou mesmo dor ao dobrar o joelho é um sintoma muito comum em vários indivíduos, mas  sobretudo nas mulheres. Esse sintoma pode surgir na prática de atividades esportivas, durante um treino mais intenso na academia ou durante atividades de vida diária.

Em individuos jovens e na ausência de trauma direto ou entorse no joelho, a condição que mais comumente pode causar esse desconforto é a dor femoropatelar (DFP). Essa é uma condição clínica ocasionada, em muitos casos, por um desequilíbrio biomecânico que atinge a articulação do joelho, mais especificamente a articulação entre o fêmur e a patela.

Os fatores relacionados à sua origem não são exatos, mas normalmente surge por desgaste, sobrecarga ou impacto, isto é, fatores que causam um desequilíbrio nessa articulação. Diversas causas podem estar relacionadas com a DFP como: largura excessiva da pelve, projeção em valgo do joelho durante os movimentos, fraqueza dos músculos do quadril e da coxa, patela alta, insuficiência ligamentar, dentre outros.

Quando dobramos o joelho, há um aumento da pressão entre a patela e os vários pontos de contato com o fêmur. O uso excessivo do joelho associado a fraqueza muscular e desequilíbrio mecânicos acabam intensificando essa pressão, promovendo um estresse contínuo. O principal sintoma é a dor na região anterior do joelho. O paciente que desenvolve a dor fêmoropatelar sente efeitos mais dolorosos ao subir e descer escadas, ao agachar e saltar, e até o ato de ficar sentado por um longo período (sinal do cinema) causa dores.

 

Lesão no menisco

O menisco é uma região muito delicada do joelho, pois consiste numa cartilagem que fornece suporte para amortecer impactos sofridos diariamente ou em pancadas diretas no joelho e na perna. Atletas, indivíduos com sobrepeso, com artrose e artrite estão sujeitos a lesões no menisco.

Os sintomas são dor ao caminhar, ao subir e descer escadas, sendo lateralizada quando a lesão for no menisco lateral, e internalizada quando atingir o menisco medial. A dor tende a piorar com o passar dos dias. O joelho pode inchar e o paciente notar dificuldade ao caminhar.

O diagnóstico é realizado com exames de imagem (radiografia e ressonância magnética) e a melhor estratégia para o tratamento deve ser escolhida pelo médico ortopedista e o fisioterapeuta, pois em casos de cirurgia de reparação do menisco a recuperação leva de 5 a 6 meses, em média, e os resultados dependem dos exercícios fisioterapêuticos escolhidos para aquele paciente.

Síndrome de Hoffa

Esse é mais um dos prováveis desconfortos que você pode sentir no joelho. A síndrome de Hoffa é a inflamação da gordura infrapatelar, aquela que fica atrás do tendão do joelho, abaixo da patela. Essa gordura é o que garante o bom desenvolvimento dos joelhos. A inflamação tem relação com microtraumas de repetições que levam a alterações na gordura. Com o passar do tempo essa gordura fica atrofiada e assim se reduz o espaço da articulação. A pessoa pode sentir dor e inchaço, incômodo durante algum tipo de atividade física, principalmente na corrida, e limitações no joelho. É como se o joelho esticasse mais do que deveria.

A boa notícia é que a síndrome é tratada sem cirurgia. A recomendação é se afastar dos exercícios por alguns dias e começar as sessões de fisioterapia. O objetivo do profissional, na fase inicial, é diminuir a inflamação e melhorar a cicatrização. O gelo, assim como o ultrassom, podem ajudar nesse processo. Alguns exercícios vão controlar a hipertensão do joelho por meio do fortalecimento muscular do quadril. Antes de voltar à prática de uma atividade converse com o seu fisioterapeuta para saber quais as orientações para os próximos passos.

 

Dor no joelho quando corre

 

Dentre as articulações que mais podem sofrer as consequências de um treinamento de corrida muitas vezes equivocado, está o joelho. As dores no joelho normalmente iniciam de forma insidiosa (gradualmente), logo após o início de uma rotina de corrida ou após um treino mais longo e desgastante. Também é comum surgir em períodos em que o corredor eleva o volume de treino, passando a ter poucos períodos de descanso entre os intervalos de treinos ou quando passa a correr em terrenos mais íngremes, com subida e descida.

As dores do corredor podem ser em diversos locais do joelho, mas as mais frequentes são: dor na região da frente do joelho; na região lateral (na parte de fora do joelho) e medial (na parte de dentro do joelho).

Dor na frente do joelho: Existem duas principais estruturas na frente do joelho que, durante a corrida, podem ser lesionadas e passar e ser fonte de dor: 1- A articulação femoropatelar (articulação da patela com o fêmur) 2- O tendão patelar (tendão que liga a patela à tíbia/osso da canela)

Dor na região lateral do joelho (lado de fora):De forma geral, dor na região lateral do joelho é decorrente da lesão:1- Do tendão da banda iliotibial (ou trato iliotibial)

Dor na região medial do joelho (Lado de dentro): Comumente a dor na região medial do joelho é decorrente de lesão: 1-Nos tendões da pata de ganso

 

O jeito que você pisa pode piorar a dor no joelho

Pisada e dor no Joelho

A dor no joelho é uma resposta do organismo a diferentes fatores que interferem no funcionamento correto do membro. Por isso, o desconforto pode surgir após um trauma, ao acometimento de uma doença degenerativa e até mesmo pelo impacto de uma corrida.

Sabemos que os movimentos de caminhar e correr são realizados praticamente de forma voluntária, já que não pensamos ao executá-los, mas saiba que correr na ponta dos pés aumenta e muito a chance de desenvolver uma lesão.

Se ao correr você ficar o tempo todo com o calcanhar sem tocar no chão dá para acelerar o movimento, mas o músculo da panturrilha fica sobrecarregado. Agora, imagine essa sobrecarga por 5 ou 10 Km. O resultado será sem dúvida uma lesão no joelho que pode ter início com o desconforto após a prática da atividade, mas aos poucos tende a diminuir os seus resultados.

Pisar com o pé inteiro no chão também não é uma boa ideia, a sobrecarga, nesse caso, afeta o joelho, o tornozelo e a coluna já que não existe a distribuição do choque ao longo da passada.

E atenção às passadas curtas, pense que quanto maior o passo, menos movimento você faz e evita assim lesões nas articulações dos joelhos.

Sendo assim, o correto ao correr é tocar o chão primeiro com o antepé, diminuindo o impacto e a sobrecarga do joelho e depois encostar o calcanhar no solo, equilibrando o esforço. E a cada passada realmente dobre os joelhos, para compensar a sobrecarga que a articulação sofre com o contato com o chão.

Para os leigos pode parecer difícil avaliar se está fazendo o movimento correto, então um fisioterapeuta pode fazer esse teste por você e se for necessário te orientar sobre a correção da pisada.

Alterar a biomecânica da corrida vai, além de melhorar o seu desempenho, evitar demais problemas de saúde.

 

5 Situações que você irá sentir dor no joelho

  1. Após uma corrida. Se ao correr você sentir um desconforto na região pode ser alerta de estiramento dos ligamentos ou tendinite.
  2. Quando há entorse do joelho. Essa dor se caracteriza na área interna do joelho e pode vir acompanhada de inchaço no local da pancada e sinaliza que alguma fibra foi alterada.
  3. Desgaste do joelho. Diversos motivos levam a condromalácia patelar e um deles é a fraqueza dos músculos que protegem o joelho de fortes impactos. O incômodo, nesse caso, é na parte da frente do membro.
  4. Cisto de Baker. Ele aparece com um pequeno inchaço na parte de trás do joelho e a dor é maior ao movimentar o joelho.
  5. Artrite. Se o tempo esfriou os pacientes com artrite já começam a reclamar da dor nas articulações, principalmente nos joelhos.

 

O que é bom para dor no joelho?

Se você apresenta dores no joelho, veja algumas dicas do que pode aliviar esse sintoma, mas lembre-se, essas são apenas dicas e isso não substitui a sua ida a um profissional da saúde especializado para tratar o seu quadro:

-Em caso de dor femoropatelar (ou condromalácia), usar joelheira durante a corrida (joelheira sem furo na frente);

-Em caso de dor no tendão patelar (dor abaixo da patela), usar tira infrapatelar durante a corrida (tira abaixo da patela para estabilizar o tendão patelar);

-Automassagem na região lateral da coxa com rolo, em caso de dor na lateral do joelho;

-Ter cautela ao aumentar o volume de treino;

-Fortalecer ou reequilibrar a musculatura do joelho e quadril através de exercícios localizados;

-Ter bons períodos de descanso entre os treinos;

-Manter o equilíbrio entre boas horas de sono e boa alimentação.

 

Qual a melhor joelheira para dor no joelho?

É bastante comum que as joelheiras vendidas no mercado apresentem um pequeno orifício na sua região anterior. No passado acreditava-se que aquele orifício auxiliaria em casos em que o indivíduo apresentava luxação da patela (deslocamento do asso da patela). Esse modelo passou, então, a ser comercializado, mas o que se sabe é que o ideal é que as joelheiras que não apresentam esse orifício são mais eficazes para o controle da dor.

Para quem tem dor no joelho, o ideal é que use uma joelheira sem orifício anterior, inteiramente lisa. Isso porque essa característica faz com que a joelheira possa exercer uma leve compressão na patela sobre a tróclea (área do fêmur onde se articula a patela) e essa compressão ajuda a melhorar a área de contato entre esse dois ossos.

Quando a área de contato aumenta, automaticamente a pressão que estava sendo dissipada em cada ponto diminui, diminuindo assim, o estresse por ponto de área nessa articulação. Isso pode estar diretamente ligado ao alívio da dor experimentada pelo paciente.

 

5 dicas para evitar a dor nos joelhos

Para algumas pessoas parece difícil conviver sem qualquer tipo de desconforto nos joelho, porém isso é possível. Confira cinco formas de evitar a dor:

  1. Prefira atividades físicas de pouco impacto, como caminhada, natação e Pilates.
  2. Mantenha o peso corporal, para não sobrecarregar os joelhos.
  3. Durante a prática de um exercício não faça agachamentos até o chão, esse é um movimento que pode levar a lesões.
  4. Cuidado ao andar em terrenos irregulares, como no campo ou calçadas esburacadas, pois nesse caso o risco de entorse é maior.
  5. Ao sentir qualquer dor ou desconforto não espere para procurar um especialista, o quanto antes tratar mais fácil é a prevenção de uma lesão grave.

 

Atividade física em excesso pode ser a causa de dor no joelho.

Ao mesmo tempo em que a atividade física proporciona um corpo em forma, ela pode ser prejudicial se for feita em excesso. O que muitas pessoas não sabem ou simplesmente esquecem é que qualquer atividade pode contribuir para o desgaste das articulações nos membros inferiores.

Quando se pratica algum esporte é necessário que todas as estruturas trabalhem juntas para evitar o surgimento de alguma lesão. Essas estruturas são sensíveis e qualquer problema de alinhamento, atividade em excesso e erros no treinamento podem resultar em dores nos joelhos.

Os esportes que mais exigem desta articulação são aqueles que envolvem movimentos de desaceleração, aterrissagem e mudança de direção, como o futebol, basquete, artes marciais, entre outros.

Exercícios que estabelecem uma capacidade física de maneira irregular só contribuem para o surgimento de lesões e dores nos joelhos, na coluna e quadril.

Para evitá-las, é necessário criar uma rotina de exercícios que não tenha sobrecarga e com intervalos para o descanso dos músculos e articulações.

Cuidado com o agachamento
O agachamento é um dos exercícios que leva ao fortalecimento dos músculos da coxa e do quadril. Mas, em contrapartida, exige demais dos joelhos. Entre os praticantes do agachamento, muito cuidado se deve tomar para evitar a anteriorização dos joelhos ou o valgo dinâmico (quando ambos os joelhos se deslocam medialmente). Nestas angulações agressivas, a tensão na patela é maior e pode haver dor e desconforto constante.

A importância de fortalecer os músculos do joelho

As articulações dos joelhos são exigidas diariamente e muitas vezes têm de aguentar sobrecarga de exercícios físicos e de atividades da rotina. Isso já justifica a necessidade de fortalecer a região.

Se o paciente não apresenta nenhuma lesão a rotina em uma academia, com acompanhamento específico, deve ajudar. Porém, se houver dor é o fisioterapeuta que vai atuar.Deve-se trabalhar o quadríceps, posteriores de coxa, adutores e abdutores focando em força e flexibilidade.

Além dos músculos do joelho é fundamental trabalhar toda a região ao redor dele para evitar a pressão.

 

Joelhos saudáveis na terceira idade

A expectativa de vida aumentou assim como as dores no joelho. Com uma população cada vez mais idosa sente-se cada dia mais as limitações físicas decorrentes de desconfortos nos membros inferiores. Mas não é preciso se privar da independência física por causa de dor nos joelhos. O acompanhamento fisioterápico ainda é o meio mais conservador e com os melhores resultados para amenizar a dor e fortalecer o membro, dando mais autonomia ao paciente.

Quando falamos na saúde dos joelhos a artrose nessa fase da vida é muito comum. Ela age desgastando a articulação e acontece tanto pela idade, quando por sobrecarga articular ou sequelas de fraturas, por exemplo. O tratamento vai dar mais função articular ao paciente e diminuir a dor. Porém, caso o idoso tenha passado por uma cirurgia de prótese, o que acontece quando os métodos conservadores não apresentam resultados, a fisioterapia faz parte do plano de reabilitação. Os exercícios vão fortalecer a musculatura do joelho e também do quadril. O paciente vai reaprender a sentar e levantar para não sobrecarregar o local operado e ainda realizar atividades que aumentem a amplitude dos movimentos dos joelhos.

O joelho valgo – virado para dentro – é comum em crianças, mas quando não tratado gera um desequilíbrio de carga corporal ao longo da vida. Se o paciente tem algum tipo de desvio deve-se fazer um acompanhamento. Já quando o idoso não tem nenhum problema diagnosticado no joelho, mas sente os movimentos comprometidos dá para fazer um tratamento de prevenção para não atrofiar a musculatura e manter o arco de movimentos articulares.

 

Musculação e dor no joelho, o que fazer?

 

Muitos indivíduos iniciam os exercícios na academia em busca de melhora da função, ganho de força e aumento da qualidade de vida. Mas durante esse períodos, algumas dessas experimentam dor ou desconforto no joelho, que muitas vezes, os impedem de continuar essa atividade.

Os fatores responsáveis pela origem dessas dores, são inúmeros. Mas vale ressaltar que um grande vilão nesses casos costuma ser o aumento exagerado da carga dos exercícios e a falta de repouso adequado para a musculatura envolvida. Esses são fatores que independem se o indivíduo está executando corretamente os exercícios e geram, gradativamente, ou mesmo de forma abrupta, um aumento importante no estresse sobre a articulação do joelho e consequentemente tendem a causar dor.

O que devemos fazer nesses casos é ter cautela e bom senso. Para que os músculos e demais tecidos do corpo sofram modificações e adquiram mais força e resistência é necessário que sejam expostos às cargas de forma gradual e segura, mesmo que isso demande mais tempo. Além disso, é de extrema importância que o corpo seja submetido a períodos de repouso e descanso, que podem ir de 24 a 48 horas, dependendo do nível de sobrecarga a qual foi exposto nos exercícios.

Se você respeitar uma evolução gradativa de carga e os períodos de repouso, certamente vai praticar musculação de forma mais segura e livre das dores no joelho.

Dê um fim à dores nos joelhos após os exercícios

Dê um fim à dores nos joelhosÉ possível fazer exercícios e não sentir dor nos membros inferiores, seguindo algumas recomendações, veja quais são:

  • Faça aquecimento antes de iniciar qualquer atividade física;
  • Respeite suas limitações;
  • Evite repetir os exercícios para não sobrecarregar as articulações;
  • Atividades que exigem agachamento, pegar peso não são recomendados;
  • Se a dor no joelho, quadril ou coluna persistir consulte um fisioterapeuta ou médico.

 

Dor no joelho, o que tomar?

 

O tratamento conservador para dores no joelho é feito especialmente por meio de remédios e fisioterapia. Com esses métodos o paciente pode, dependendo do caso, impedir a progressão rápida dos sintomas e manter uma boa qualidade de vida.

Os remédios mais comumente indicados pelos médicos são analgésicos e anti-inflamatórios. Eles serão responsáveis por diminuir a dor e outros incômodos, e assim garantem um dia a dia mais normal.

Entre os analgésicos mais utilizados estão a Dipirona e o Paracetamol. É fundamental que seu uso seja feito apenas com indicação médica, de acordo com os horários receitados pelo especialista. A automedicação é perigosa, e pode ter efeitos adversos no organismo.

Quanto aos anti-inflamatórios, os mais comuns são o Ibuprofeno ou Naproxeno. Eles estão disponíveis para o uso oral ou por pomada, e o mais adequado pode ser avaliado pelo profissional responsável pelo tratamento.

A fisioterapia para tratar a dor no joelho sem cirurgia

Dependendo do grau da dor e do tipo de lesão o fisioterapeuta vai analisar o melhor tratamento para que você volte o quanto antes as atividades de rotina.

Eletroterapia

A fisioterapia usa diversos recursos para que o paciente não tenha mais nenhum tipo de incômodo no joelho. Uma dessas técnicas é a eletroterapia. O tratamento consiste no uso de correntes elétricas direcionadas através de eletrodos na área do joelho. Existem diversos tipos de correntes que podem ser utilizadas e uma dela é a analgésica que trata os casos agudos e traz alívio imediato. Em termos de efeito prolongado esse tipo de terapia estimula os tecidos mais profundos para que o joelho se reconstitua. O resultado alcançado é possível graças a diversas reações físicas, biológicas e fisiológicas.

Fisioterapia Manual

A terapia manual trata pacientes com problemas ortopédicos, reumatológicos, neurológicos, posturais e faz a reabilitação pós-cirúrgica. A técnica utiliza movimentos do próprio corpo no alívio da dor e recuperação da função. O objetivo é identificar e corrigir disfunções de movimentos, entender a relação entre as alterações desses movimentos e avaliar o desequilíbrio postural. Através das mãos do fisioterapeuta há normalização dos tecidos, restabelecimento articular e assim mais saúde para os joelhos.

Laser

O equipamento de laser vem sendo muito empregado na prática da Fisioterapia na última década e seus resultados e efeitos são relacionados à melhora da inflamação, edema (inchaço), dor e circulação local. Diversos estudos e revisões sistemáticas (inclusive vários deles publicados pelo Grupo de Joelho e Quadril da Santa Casa – ISCMSP) têm mostrado resultados significantes com este recurso em artrose, artrite, sinovite e tendinopatias de joelho. Além disto, não existem relatos de efeitos colaterais com o uso do laser, diferentemente do uso de medicação com diversos efeitos adversos.

Fisioterapia no pós-operatório da artroplastia

 

A articulação do joelho é formada por três ossos: fêmur, tíbia e patela, que são responsáveis pelos movimentos do membro inferior. Conforme a idade avança, o indivíduo na faixa etária entre 60 a 70 anos apresenta mais chances de sofrer de osteoartrite ou osteoartrose. Entretanto, a doença inflamatória auto-imune que destrói a cartilagem articular pode afetar jovens e adultos em qualquer faixa etária.

A articulação permanece inchada dificultando a realização de movimentos no joelho, a dor pode piorar durante atividades como caminhada, ao ajoelhar ou subir escadas. Nos casos avançados, a articulação de um ou dos dois joelhos pode ficar comprometida sendo necessário recorrer ao tratamento cirúrgico, como a artroplastia que pode ser total ou parcial.

A cirurgia consiste na colocação de prótese para substituir a articulação que sofre o processo de desgaste da cartilagem. Os ossos são substituídos por próteses de metal no joelho que são fixas proporcionando um novo membro sendo capaz de realizar os movimentos sem dor.
A cirurgia é feita por meio de uma incisão no joelho, a articulação danificada é removida para a colocação das próteses que são presas aos ossos. Assim que a prótese estiver perfeitamente encaixada a incisão será fechada. Esse procedimento tem duração entre duas e três horas.

Fisioterapia após cirurgia
Após a cirurgia inicia-se o processo de reabilitação por meio da fisioterapia para ajudar na recuperação do joelho. O fisioterapeuta deve desenvolver um programa com os exercícios específicos para conquistar o equilíbrio e a força do joelho. Nas primeiras sessões de fisioterapia, é iniciado exercícios respiratórios associando aos movimentos dos membros superiores. Depois, o profissional começa trabalhar a força muscular, duas vezes ao dia. Os exercícios de fortalecimento podem ser feitos com o paciente deitado de costas e colocar um dos pés numa toalha e elevar a perna com o joelho estendido.

Após a retirada dos pontos, o paciente pode começar a fazer uma caminhada, bicicleta com baixa carga, alongamento da panturrilha em pé e outros exercícios para acelerar a recuperação total dos joelhos e o retorno das atividades normais.
O fisioterapeuta ainda pode recomendar o uso de meias elásticas que ajudam evitar problemas circulatórios nos membros inferiores.
Na maioria dos casos, a substituição da articulação pela prótese é bem-sucedida e o paciente pode retomar suas atividades sem reclamar de dor.


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