Fique atento às fases da condromalácia no joelho de mulheres

condromalácia-joelho-mulheresCom certeza o joelho das mulheres se difere e muito do joelho masculino. Além de a estrutura física ser diferente, as mulheres têm de lidar com alterações da gravidez, da obesidade e com o uso do salto alto – muitas vezes obrigatório na profissão. Com tanto esforço, já imaginou como fica o joelho: com uma carga de desgaste mais acelerada.

Se o desgaste for na parte da frente, na região da patela, o quadro recebe o nome de condromalácia.

Em um primeiro momento a mulher pode sentir uma sensação de ‘areia’ dentro do joelho, com estalos, cansaço e dor nas pernas, que muitas vezes começam a inchar.

Este é o grau número 1 da patologia. Porém, como esses sintomas podem passar despercebidos é comum a doença evoluir para o grau 2.

Então, o incômodo começa a surgir durante a prática de uma atividade física, quando se usa salto alto o dia inteiro ou mesmo ao permanecer por horas sentada. A dor é mais constante e os estalos mais fortes.

Já no grau 3, o penúltimo da doença, a paciente começa a evitar algumas atividades, para não sentir tanto incômodo. É nessa fase onde mais se procura ajuda de um especialista. Usar salto e descer escadas, torna-se uma atividade cansativa.

A condromalácia em grau 4 é bem grave. O desgaste é intenso e dificilmente a pessoa consegue, sozinha, realizar muitos movimentos e ter força nas pernas.

Assim como o diagnóstico é feito por grau, o tratamento também se difere de acordo com o acometimento do joelho.

No início, os cuidados visam controlar o peso, o uso do salto e o excesso de exercícios. A fisioterapia já é recomendada, para fortalecer o joelho e evitar que o quadro se agrave.

No grau 2, o fisioterapeuta foca na reabilitação da musculatura e na forma de andar, dando atenção especial principalmente ao tipo de calçado utilizado.

Infelizmente no grau 3 a situação é um pouco mais difícil de tratar, as sessões de fisioterapia podem prevenir, mas há casos de cirurgia.

Já no último estágio é preciso passar pela operação para depois dar início a fisioterapia de reabilitação.