Dor no quadril: causas, sintomas, tratamento e dicas [O guia completo]

A articulação do quadril consiste em uma articulação formada pelo acetábulo e a cabeça do fêmur. Essas estruturas são cobertas de cartilagem que permite que os movimentos sejam feitos. O quadril realiza os movimentos de flexão, extensão, abdução, adução, rotação interna e externa, além do movimento de circundação.

Algumas doenças como osteoartrite (artrose ou desgaste), artrites (principalmente a Artrite reumatoide e Espondilite Anquilosante), distúrbios circulatórios da cabeça femoral (osteonecrose) entre outras, podem gerar lesões na cartilagem articular do quadril e comprometer os movimentos. Aos poucos, o paciente vai apresentando dor e a diminuição dos movimentos impedindo de realizar atividades do dia a dia.

Em alguns, casos as lesões podem ser tratadas com a fisioterapia, no entanto, quando há um desgaste irreversível do quadril pode ser necessário fazer uma artroplastia do quadril para restabelecer os movimentos da articulação e alivia a dor.
A artroplastia é um procedimento cirúrgico que consiste na substituição da cabeça fermoral como acetábulo por uma prótese, que é formada por uma haste metálica e uma cabeça protética.

A cirurgia melhora a qualidade de vida do paciente que consegue andar e realizar suas atividades sem limitações.
Se o material da prótese for de boa qualidade ela pode durar até 25 anos.
Após a artroplastia o acompanhamento de um fisioterapeuta é essencial para a recuperação dos movimentos. O profissional irá estabelecer os limites do paciente para iniciar um plano de tratamento com a intenção de restabelecer a força e o equilíbrio.
Entre os exercícios usados para a reabilitação de um paciente que se submeteu a cirurgia de artroplastia de quadril estão: exercícios ativos, fortalecimento, propriocepção, treino de marcha e hidroterapia.

A quantidade de exercícios deve ser aumentada de acordo com a capacidade do paciente em realizar os movimentos.
O tratamento fisioterápico é indispensável para a recuperação do paciente após a artroplastia do quadril. É importante buscar um profissional que compreenda bem os mecanismos da cirurgia para que não ocorram complicações.

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POR QUE O QUADRIL DÓI?

Uma das causas é a lesão pélvica. Ela é consequência de microlesões e inflamações entre o osso da bacia, os músculos da parte interna da coxa e os abdominais. O que leva ao desconforto é a sobrecarga de esforços e movimentos repetitivos durante a prática de algum esporte. A dor pode ser de um só lado ou nos dois. Para amenizá-la faça repouso e sessões de fisioterapia. Se necessário o médico irá recomendar o uso de anti-inflamatórios.

Distensão muscular pode simular dor no quadril

A distensão é o estiramento ou ruptura de um músculo ou tendão, podendo acontecer na área flexora do quadril. A causa desse desconforto tem a ver com o excesso de uso ou movimentos bruscos realizados quando o quadril não está bem aquecido. A distensão de quadril é comum tanto em atleta, quanto em pessoas sedentárias. Alguns dos sintomas são: dor, inchaço, hematoma, limitação de movimentos, irradiação da dor para os músculos vizinhos e rigidez muscular. Um dos tratamentos fisioterápicos para lidar com o quadro é a micro corrente elétrica que vai estimular a absorção do líquido inflamatório e levar ao relaxamento das fibras musculares. Essa terapia pode ser associada com laser e ultrassom.

O alongamento, neste caso, é contraindicado até que o paciente não sinta mais nenhum tipo de desconforto. As mulheres são as que mais sentem esse tipo de desconforto que começa na lateral do quadril e pode atingir a coxa. À noite a dor sempre piora. A bursite é uma inflamação da bursa, que é como uma bolsa com uma pequena quantidade de fluído que existe em diversas partes do corpo, como ombro e joelho.

Ao diagnosticar o problema o médico aconselha tratamento e o papel do fisioterapeuta é indispensável. É ele que vai corrigir a postura da paciente e ensiná-la a alongar os músculos do quadril, além de, se necessário, utilizar outros tipos de aparelhos para aliviar a dor.

Jamais ignore a dor

lesão-no-quadrilCorrer, subir escadas, agachar ou cruzar as pernas… Atividades simples do dia a dia podem contribuir para que aquela dor no quadril recorrente e em alguns casos até irradiação para coxa e joelho, causando uma sensação de incômodo. E esse quadro pode piorar daqui alguns anos. Dados divulgados pela International Osteoporosis Foundation (Fundação Internacional de Osteoporose) revelou que o número de fraturas nos quadris causadas pela osteoporose deve aumentar 32%. O que já se estima é que atualmente ocorram mais de 121 mil fraturas nessa parte do corpo todos os anos no Brasil.

Problemas mais frequentes

Se você notou um desconforto na região dos quadris, não hesite em procurar um fisioterapeuta ou médico para que seja feita um diagnóstico disfuncional e inicie o tratamento. As causas que mais acometem homens e mulheres são:

  • Bursite Trocantérica

Corresponde a uma inflamação da bolsa que está presente lateralmente ao fêmur em sua parte proximal e ocorre devido a um atrito de um tecido fibroso da coxa sobre o osso.

  • Tendinopatias

Pode ser uma inflamação ou até mesmo um processo degenerativo de alguns tendões em torno do quadril. Essa dor causada pela tendinopatia limita o movimento do paciente, o que dificulta realizar as tarefas do dia a dia.

  • Osteonecrose

Quando há morte de células ósseas provocadas quando ocorre uma interrupção do aporte sanguíneo ao fêmur. A pessoa pode chegar a perder seus movimentos.

  • Fraturas

As fraturas são mais frequentes em mulheres acima de 65 anos, tendo as quedas como principal motivo.

Quando desconfiar de uma lesão no quadril?

Você deve procurar um especialista quando sentir dor na articulação do quadril, na região da virilha e na face interna da coxa, podendo se irradiar para os joelhos. A lesão do labrum acetabular pode ser um dos diagnósticos.

O labrum é uma estrutura fibrocartilaginosa que reveste o acetábulo, ou seja, reveste a parte interna do quadril onde o fêmur se encaixa. Ele tem a função de manter a pressão intra-articular e auxiliar na estabilidade e distribuição do líquido sinovial. Quando o labrum sofre um traumatismo, ocorre um derrame articular acompanhamento de inflamação. A fisioterapia vai aliviar a dor e diminuir o espasmo muscular, além de corrigir a função biomecânica e fortalecer a musculatura do local.

Procure ajuda médica o quanto antes!

Andar, subir ou descer escadas, agachar, cruzar as pernas, calçar o sapato, trocar de roupas… Atividades simples do dia-a-dia podem contribuir para que aquela dor no quadril recorrente e em alguns casos até irradiação para coxa e joelho, causando uma sensação de incômodo e perda de força.

Este quadro pode piorar com o passar dos anos, principalmente se for deixada de lado por tempo prolongado.

Além disso, dados divulgados pela International Osteoporosis Foundation (Fundação Internacional de Osteoporose) revelam que pessoas com osteoporose ou simplesmente osteopenia têm uma chance maior de desenvolver problemas de quadril. Vale ressaltar que muitos pacientes da terceira idade acabam evoluindo para colocação de prótese de quadril quando a dor é muito intensa!

Entretanto, existem muitas opções não-cirúrgicas para as condições crônicas de quadril como impacto femoroacetabular, osteoartrose, artrose ou até mesmo artrite!

A prótese ou a cirurgia deveriam ser sempre a última opção devido aos resultados amplamente controversos!

A ENFERMIDADE QUE MAIS ACOMETE O QUADRIL

Uma pessoa que caminha, corre e exercita normalmente, de repente, começa sentir uma dor que começa na virilha irradiando para o quadril. O que pode ser? Dependendo da idade ela pode estar com uma artrose no quadril, visto que é uma das enfermidades que mais atinge o quadril.  A doença acomete cartilagem articular, sendo caracterizada pela neoformação óssea nas superfícies e margens ósseas.

O problema atinge em média de 5 a 10% da população, preferencialmente as mulheres com idade superior a 55 anos.
Embora essa patologia seja provocada pela deterioração da cartilagem, alguns fatores podem estar envolvidos no surgimento da doença. Entre eles: a idade avançada, obesidade, sobrecarga articular, displasia (alterações morfológicas) do quadril, sequelas de traumas, doenças inflamatórias articulares e processos infecciosos.

Os primeiros sintomas podem ser um leve desconforto na região da coxa ou no joelho. Com o passar do tempo à dor pode intensificar e causar rigidez. Quando finalmente o tecido cartilaginoso está desgastado, o movimento passa ser muito doloroso.

Portanto, quando sentir dores fortes nessa região é importante procurar um médico ou fisioterapeuta para que seja realizado um exame detalhado em todo o corpo, avaliando os movimentos das articulações e a qualidade da marcha.

BURSITE DO QUADRIL

bursite1-640x360Sentir uma dor na lateral do quadril e na região do fêmur só pode ser um sinal de Bursite. A bursite consiste numa inflamação na área de atrito entre tendões e ossos. E quando a dor é na lateral do quadril, próxima a região óssea ela é denominada de bursite trocantérica.

O problema se agrava quando a pessoa vai subir uma escada, correr e ainda pode sentir uma palpitação da lateral do quadril, gerando um incômodo muito grande.Geralmente, esse tipo de bursite vem acompanhada de outras inflamações nos tendões, fáscias e músculos.

Um dos principais sintomas da bursite do quadril é a dor lateral da coxa, principalmente quando deita no lado acometido. Nos estágios iniciais, a dor pode ser aguda e intensa, impedindo o paciente de se locomover com facilidade. Mas, geralmente é á noite que o quadro se agrava. Além disso, a dor também pode aparecer quando a pessoa permanece muito tempo em pé ou ao subir escadas.

A inflamação destas bursas no quadril ocorre por atrito excessivo ocasionado por diminuição de flexibilidade, fraqueza muscular, disfunções biomecânicas ou até mesmo traumas diretos.

Qual é a melhor forma de tratar e aliviar a dor?

O tratamento inicial para a bursite do quadril não envolve cirurgia. E existem diversas atitudes que o paciente pode adquirir para controlar a dor. Confira:
Repouso: o paciente deve manter-se em repouso ao sentir uma dor muito forte;
Fisioterapia: tem como objetivo diminuir a inflamação, aliviar a dor e diminuir o atrito sobre estas bursas. Recursos de Eletrotermofototerapia, liberaçãomiofascial, alongamento muscular, terapia manual e correção biomecânica com exercícios de fortalecimento muscular e treinamento sensório-motor devem ser empregados para uma completa resolução do caso.
Medicamentos: se a dor continuar, o paciente pode pedir para que o médico prescreva os medicamentos corretos para aliviar a dor;

Fatores de risco

Os pacientes com bursite trocantérica frequentemente apresentam uma ou mais das seguintes condições:
– Lesão por estresse repetitivo (overuse) ou valgo dinâmico. Essa lesão pode ser desencadeada se o paciente insistir em fazer corridas, subir escadas, andar de bicicleta ou permanecer por muito tempo em pé;
– Problemas de coluna, como escoliose, artrite da coluna lombar, entre outros problemas.
– A artrite reumatóide. Essa doença torna a bursa mais propensa a inflamar;
– Desigualdade de membros inferiores. Quem apresenta uma perna mais curta que a outra, ao andar pode provocar uma irritação em uma das bursas do quadril.

Qual a diferença entre Tendinite e Bursite do quadril?

Ao sentir uma dor no quadril que impede os movimentos você fica na dúvida se está com tendinite ou bursite? Existe uma diferença entre essas duas doenças que acometem o quadril.

A tendinite, por exemplo, é a inflamação nos tendões dos músculos glúteos. Geralmente, a dor está localizada na região lateral do quadril que pode irradiar para a face lateral da coxa.

A tendinite é causada pelo aumento da carga de exercício e excesso de impacto do tendão contra proeminências ósseas.
O diagnóstico da tendinite é feito por meio de exame físico que analisa a dor, sensibilidade e a perda da função. Além disso, o paciente faz exames como ressonância nuclear magnética e ultrassom.

O tratamento pode ser dividido em etapas. A primeira consiste no alívio da dor, inflamação e edema utilizando técnicas com eletrotermofoterapia como laser, ultrassom e terapia combinada. A segunda etapa é feita por meio de exercícios de fortalecimento, flexibilidade, mobilização articular e treinamento sensório-motor.

E a Bursite?


A bursite consiste um processo inflamatório que ocorre em uma bolsa (bursa) que tem como função diminuir o atrito entre os tendões e ossos. Ao ocorrer no quadril a bursite pode acometer a bursa subtrocantérica – localizada lateralmente ao quadril, logo abaixo do trocânter maior ou isquiática.

Apesar de a bursite ser também uma inflamação no quadril ela é provocada pela diminuição de flexibilidade, fraqueza muscular e disfunções biomecânicas.

Quem tem bursite pode sentir dor na lateral do quadril. Exames como a ressonância magnética pode ser solicitado para verificar a inflamação.

O tratamento pode ser feito com fisioterapia que visa diminuir a inflamação, aliviar a dor e diminuir o atrito sobre as bursas. Eletromofototerapia, terapia manual e correção biomecânica com exercícios de fortalecimento muscular e treinamento sensório-motor podem ser realizados pelo fisioterapeuta para recuperar o movimento no quadril.

A LESÃO LABRUM ACETABULAR

Labrum - quadril(Foto 1)O labrum é caracterizado por uma estrutura fibrocartilaginosa que reveste o acetábulo e tem como finalidade manter a pressão intra-articular auxiliando a distribuição do líquido sinovial. Entretanto, quando há uma lesão do labrum causada por traumatismo  ocorre um derrame articular com inflamação e liberação de substâncias químicas podendo causar danos a cartilagem articular e dor na região.

Frouxidão capsular, hipermobilidade, displasia do quadril e degeneração articular também estão entre as causas.
Os sintomas são dor na articulação do quadril, na região inguinal (virilha) e na face interna da coxa podendo até irradiar para os joelhos.  É importante não ignorar a dor, pois muitas vezes a lesão do labrum no quadril é confundida com lesão extra-articular como músculos e tendões. Por isto, ao notar qualquer dor ou desconforto é recomendado procurar um especialista.
Para diagnosticar o problema o especialista pode solicitar exames como raio-X e ressonância nuclear magnética (RNM). As radiografias podem detectar a presença de impacto femoroacetabular e confirmar a presença de lesão do labrum.

O tratamento é conservador e deve contar com sessões de fisioterapia. Inicialmente as sessões podem aliviar a dor e a inflamação com recursos de eletrotermofoterapia, terapia manual, correção biomecânica com fortalecimento muscular e treino sensório-motor. As atividades físicas devem ser diminuídas e os movimentos que causam dor devem ser evitados. A cirurgia artroscópica só deve ser realizada para os casos em que o tratamento conservador não apresente melhora.

SAIBA COMO IDENTIFICAR O IMPACTO FEMOROACETABULAR (IFA)

A articulação do quadril que é formada pela junção da cabeça femural com a bacia corre um risco de sofrer diversas lesões que podem até limitar os movimentos impedindo o indivíduo de realizar suas atividades rotineiras.

As doenças que mais acometem o quadril são osteartrose, tendinite, bursite e a síndrome de Impacto Femoroacetabular (IFA). Essas doenças afetam as estruturas extra articulares.

O impacto femoroacetabular é uma condição onde os ossos da pelve (acetábulo) e do fêmur (colo femoral) sofrem uma alteração de formato causando uma deformidade. Isso provoca um encaixe imperfeito dos ossos causando danos na articulação.Existem dois tipos de impacto: CAM, quando há um bump ósseo da junção entre o colo e a cabeça femoral e PINCER, quando há um aumento do rebordo acetabular.

Essa síndrome ocorre por causa da alteração no formato dos ossos do quadril devido a uma instabilidade desta articulação ou má-formação que acontece durante a infância. Alterações biomecânicas nos membros inferiores também podem estar entre as causas. O indivíduo com a síndrome pode sentir uma dor muscular, travamento da articulação, principalmente quando há uma lesão do labrum acetabular.  Ainda é possível sentir uma dor aguda ao realizar o movimento de girar ou agachar causando um desconforto.

Ao sentir uma dor na região do quadril, é importante consultar um médico para realizar exames de imagem como raio-x, tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética (RNM). O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico dependendo do caso. A fisioterapia pode utilizar exercícios para que ocorra a correção biomecânica. Além disso, eles provocam o fortalecimento muscular, equilíbrio e propriocepção.

Se o paciente não apresentar bons resultados com a fisioterapia, o médico pode indicar a cirurgia artroscopia do quadril.

IFA pode ser uma possível causa para artrose

Na fase adulta jovem é muito comum que homens e mulheres adquiram o hábito de praticar atividade física diariamente, seja uma corrida no parque, aula de dança ou pilates. Porém, é também nesse período que algumas doenças podem aparecer como a síndrome femoroacetabular.

Esse problema é uma patologia no quadril que vem sendo atribuída como uma das causas do surgimento da artrose no quadril. É muito comum ela estar relacionada a pessoas fisicamente ativas, gerando dores na parte anterior do quadril ou na virilha, com uma piora significativa nos movimentos de flexão e rotação articular.

A articulação do quadril é redonda e profunda, porém não congruente de maneira completa, já que possui uma torção natural para frente. No caso da síndrome femoroacetabular ocorre um impacto nesta região anterior entre as estruturas ósseas que compõem a articulação, gerando uma lesão na cartilagem articular. Quando isso ocorre o paciente sofre com uma sensação dolorosa na região, além de ouvir estalos no quadril, podendo até mesmo sentir a articulação “travar”, principalmente em movimentos de flexão (dobrar o quadril para cima). A dor aguda pode ocorrer quando uma pessoa faz o movimento de girar o quadril ou agachar.

O desequilíbrio muscular mais presente na síndrome femoroacetabular é uma ação exagerada dos músculos posteriores da coxa em detrimento à ação do músculo glúteo máximo, principalmente em movimentos que envolvam algum tipo de agachamento, até mesmo na caminhada e na corrida.

Para diagnosticar o problema é preciso a realização de testes irritativos que simulam o mecanismo de lesão, exames de imagem em diferentes posições para observar anormalidades e sinais de artrose, tomografia computadorizada para observar as estruturas osteoarticulares e a ressonância nuclear magnética para a lesão de tecidos moles.

COMO TRATAR A OSTEOARTROSE DO QUADRIL

osteoartrose-quadrilQuando a dor está associada à perda da cartilagem pode ser um sinal de osteoartrose – uma doença articular degenerativa que provoca muita dor e incapacidade dos movimentos. Esse problema pode acometer qualquer articulação, no entanto, quando atinge o quadril ou os joelhos os prejuízos são maiores. A pessoa pode ter dificuldade de locomoção e prática de atividade física limitada.

A osteoartrose pode ser consequência de outras doenças, como defeitos congênitos do quadril, necrose avascular da cabeça femoral, doenças inflamatórias, doenças do quadril na infância, como sequelas de fraturas do quadril e secundária ao Impacto femoroacetabular.
Os sintomas podem ser um desconforto na região do glúteo ou coxa durante atividade física e tendem a ser progressivos e evoluir.

Antes de iniciar qualquer tratamento, é importante fazer o diagnóstico da doença. Ele é feito por meio de um exame físico e baseado na história clínica do paciente. O tratamento pode ser cirúrgico ou não cirúrgico. Dependendo do caso, o paciente pode fazer fisioterapia para amenizar a dor e recuperar os movimentos. O objetivo desse tratamento é minimizar a progressão das lesões, prevenir limitações e deformidades articulares, melhorar a qualidade de vida do paciente.

O paciente consegue recuperar a força muscular e os movimentos por meio dos programas terapêuticos. Além disso, ele deve fazer exercícios direcionados para o condicionamento físico que têm como efeito a melhora na força, resistência e flexibilidade. Já o tratamento cirúrgico é indicado para os casos mais avançados da doença, sendo mais comum realizada a artroplastia total do quadril.

O QUE É SÍNDROME DO PIRIFORME?

Quando a dor surge no quadril e irradia para as pernas acompanhada de dormência e formigamento, muitas pessoas procuram logo um médico por acreditar que está com uma inflamação no nervo ciático. Entretanto, a origem do problema pode não ser a coluna e sim no quadril, tratando-se de uma síndrome do piriforme.Na região dos glúteos, encontra-se o músculo piriforme. A partir do momento que essa estrutura sofre uma sobrecarga ou uma fraqueza, o nervo ciático pode inflamar provocando a síndrome do piriforme.

Essa disfunção ocorre em indivíduos que apresentam alterações anatômicas. Neste caso, a pessoa pode desenvolver a síndrome quando corre com a ponta do pé virada para fora, principalmente em corridas que têm declives.
Os principais sintomas desta síndrome são dormência, formigamento e dor intensa na região lateral e posterior da coxa. Ao notar os sintomas, é importante procurar um médico para fazer um diagnóstico e identificar se a origem do problema é na coluna ou no quadril. O médico deve examinar as costas, quadril, membro inferior e analisar se há alguma inflamação presente no nervo ciático. Exames como ressonância nuclear magnética da coluna e raio-X podem ser solicitados.

O tratamento é conservador por meio de Fisioterapia. O paciente pode fazer compressa de gelo e aplicar sob o local, manter-se em repouso e iniciar um programa de reabilitação o mais rápido possível. Para aliviar a dor, a fisioterapia é indispensável no tratamento da síndrome. Diversas técnicas de relaxamento muscular e liberação miofascial do piriforme podem amenizar a dor e os sintomas.  Além disso, equipamentos de Eletrotermofototerapia, ultrassom e terapia combinada podem ser utilizados durante o procedimento.
Se você está na dúvida se a sua dor é uma problema de coluna ou quadril, não hesite em procurar um fisioterapeuta ou médico para fazer um diagnóstico disfuncional.

dor referidaDiferenciando a síndrome do piriforme da patologia do nervo ciático

A maioria das pessoas que sente dores que irradiam para as pernas acompanhadas de queimação e dormência acredita que seja uma inflamação no nervo ciático. No entanto, esses sinais podem significar uma síndrome do Piriforme ou simplesmente uma contratura de piriforme. Esse problema atinge as pessoas que permanecem sentadas por muito tempo, uma vez que a região é propensa a receber sobrecarga na na região glútea. O diagnóstico é indispensável para confirmar a síndrome do piriforme e descartar outros tipos de doenças na coluna ou no quadril.

CARACTERÍSTICAS DA SÍNDROME DO IMPACTO NO QUADRIL

A dor pode soar com um alarme para uma doença no quadril. A articulação do quadril é profunda e um impacto entre anterior entre as estruturas da cabeça do fêmur e acetábulo pode levar ao impacto femoroacetabular ou síndrome do impacto do quadril.
Esse impacto pode favorecer o surgimento de artrose em adultos jovens. Alterações anatômicas da cabeça do fêmur, hipermobilidade e desequilíbrio muscular são uma das causas do problema.
O desequilíbrio muscular  consiste numa ação exagerada dos músculos posteriores da coxa. Isso ocorre em movimentos que envolvem o agachamento, por exemplo.

Tipos de impacto:


Tipo Pincer –
 a causa é um excesso de cobertura acetabular na borda anterior. Essa alteração pode causar uma lesão do labrum e da faixa mais periférica da cartilagem acetabular.

Tipo Cam – é resultado do contato repetitivo entre uma transição do colo-cabeça femoral contra o acetábulo. Isso pode causar uma degeneração da cartilagem articular devido a força de cisalhamento transmitida para a porção antero-lateral do acetábulo.

Tipo Misto – representa mais da metade dos casos de impacto e também está associada aos dois tipos anteriores.

Sintomas
A maioria dos pacientes que apresentam o impacto femoroacetabular estão entre a terceira e quinta década de vida. A dor irradia para a região de dentro da coxa ou joelho, o que pode retardar o diagnóstico, pois a síndrome pode ser confundida com lesões musculares (distensões da coxa ou da virilha). A dor pode piorar após e durante atividades físicas.

Tratamento
O tratamento da síndrome pode ser feito com a fisioterapia e orientações na hora de praticar atividade física. O paciente deverá  evitar uma sobrecarga ou exercício e esportes de impacto que exijam flexão ou abertura no quadril. O paciente deverá ser avaliado periodicamente, e poderá fazer o uso de medicamentos eventualmente. A fisioterapia deve ser feita apenas como manutenção de mobilidade articular.

Saiba identificar a dor na lateral do quadril

bursite de quadril9Quando a dor surge na face lateral da coxa, há uma grande chance de ser uma bursite de quadril. Esta doença é caracterizada por um processo inflamatório que acomete a bolsa (bursa) que é responsável em diminuir o impacto entre os tendões e o osso.
As causas estão relacionadas geralmente pela diminuição de flexibilidade, fraqueza muscular, disfunções biomecânicas ou traumas diretos.
É possível desconfiar da bursite quando o indivíduo se queixa de uma dor na lateral do quadril. Ele pode sentir de início uma dor espontânea ou à palpação.
Para diagnosticar a bursite, o especialista deve realizar o exame físico completo. Testes de força devem ser realizados nos músculos abdutores e extensores do quadril que costuma ser doloroso, pois ocorre a tração tendínea e compressão destas bursas. Exames como ressonância nuclear magnética (RNM) também são indispensáveis.
O tratamento inicial para a bursite do quadril é conservador realizado com técnicas de fisioterapia. Recursos de Eletrotermofototerapia, liberaçãomiofascial, alongamento muscular, terapia manual e correção biomecânica com exercícios de fortalecimento muscular e treinamento sensório-motor devem ser empregados para uma completa resolução do caso.

Previna-se!
Confira algumas dicas para evitar a bursite no quadril:
-Faça aquecimento leve antes da prática esportiva;
-Evite carregar peso excessivo;
-Pratique atividade física sem excesso.

TENDINITE ILIOPSOAS É PROVOCADA PELO USO EXCESSIVO DO QUADRIL

1240940234662_101Atividades simples do dia a dia como subir escadas, sentar, correr ou caminhar pode causar uma dor na parte anterior do quadril devido ao desgaste do tendão. Esse quadro é caracterizado como tendinite iliopsoas. O músculo psoas tem origem na coluna lombar se liga no músculo ilíaco na pelve e forma o iliopsoas que se estende até a parte anterior da coxa. A tendinite iliopsoas é uma inflamação do tendão iliopsoas que afeta a circulação do quadril anterior. Isso ocorre por causa do uso excessivo do músculo.

O quadril é uma articulação compostas por músculos, tendões, nervos e vasos, essas estruturas apresentam mais chances de sofrer uma lesão.  Praticantes de esportes, como: jogadores de futebol são os que mais sofrem com esse tipo de tendinite devido ao movimento do chute.

Essa dor na região do quadril pode progredir durante a atividade física e diminuir com o repouso, mas os sintomas podem voltar aparecer. A tendinite iliopsoas pode ocorrer devido a : Contração muscular, treinamento de força, movimentos repetitivos e lesões no quadril que também contribuem para a origem dessa inflamação.
O diagnóstico da tendinite é feito durante a consulta médica e exames como Raio-X e ressonância magnética podem ser solicitados para verificar a lesão.
O tratamento pode ser conservador incluindo repouso, gelo e elevação da perna. A fisioterapia também pode contribuir para a recuperação do músculo por meio de massagem e métodos fisioterápicos para acelerar a recuperação do paciente.

OSTEOPOROSE É UMA DAS PRINCIPAIS CAUSAS DE FRATURAS NO QUADRIL

 

A osteoporose é uma doença silenciosa que raramente apresenta sintomas antes da pessoa sofrer uma consequência grave como a fratura. A doença consiste na redução de massa óssea, que enfraquece os ossos, ou seja, qualquer trauma que a pessoa sofra pode ocorrer uma fratura na coluna ou no quadril.
Esse problema acomete os idosos, especialmente as mulheres. Uma em cada três mulheres acima de 50 anos terá osteoporose, segundo a Fundação Internacional da Osteoporose. Entre os homens, o índice é de um em cinco. A doença atinge 10 milhões de brasileiros e deve crescer 32% até 2050 no país.
As mulheres sofrem mais com a doença por causa da queda do hormônio feminino estrogênio após a menopausa que é importante para a fixação do cálcio no osso. Com a sua perda, a mulher apresenta uma redução na massa óssea que acelera atingindo 25% do esqueleto que é quando a osteoporose se instala.
O osso acometido pela osteoporose sofre a porose – a formação de poros ou de grandes lacunas entre o tecido ósseo. No início da doença, o paciente não apresenta nenhum sintoma. Nas fases mais avançadas da doença podem ocorrer fraturas que causam dor e limitação.
FRATURAS NO QUADRIL
Quem tem a doença é suscetível a sofrer fraturas na coluna ou no quadril. As quedas na terceira idade podem provocar fraturas, reduzir a mobilidade do indivíduo e provocar uma complicação silenciosa. As mulheres têm até três vezes mais chances de sofrer quedas.
Vale ressaltar que a osteoporose é a responsável pelo excesso de quebras do fêmur e da bacia, sendo a principal causa de sofrimento, incapacitação e morte precoce em idosos.
COMO TRATAR?
A fratura do quadril necessita de tratamento cirúrgico para alcançar bons resultados.
A cirurgia consiste na fixação interna, com parafusos, pinos, hastes ou com artroplastia (prótese de quadril) parcial ou total.
O tratamento fisioterapêutico é indicado para a reabilitação dos pacientes no pós-operatório.
A fisioterapia consiste em preparar o membro afetado para fazer os primeiros movimentos. Além disso, são realizados exercícios para o fortalecimento muscular, equilíbrio, entre outras atividades para recuperar o movimento e a marcha.

VOCÊ JÁ PERCEBEU UM TRAVAMENTO NO QUADRIL?

Quem pratica algum esporte se queixa com frequência de um travamento no quadril muitas vezes acompanhado de fisgada. Isso ocorre devido à prática de movimentos de rotação do quadril.

Atletas que praticam artes marciais, futebol e outros esportes que exigem contato precisam ficar atentos a qualquer sinal de travamento, pois nestes casos esse problema pode indicar uma lesão no quadril denominada de impacto Femoroacetabular (IFA).

Essa síndrome é uma condição em que os ossos da pelve (acetábulo) e do fêmur (colo femoral) possuem uma alteração no seu formato causando uma deformidade. Esse problema causa um encaixe imperfeito dos ossos danificando a articulação. Além da alteração dos ossos no quadril, modificações na placa de crescimento do quadril em desenvolvimento e alterações biomecânicas nos membros inferiores também podem ser uma das causas da síndrome. Os pacientes com essa síndrome podem sentir dor muscular, travamento da articulação e dor inguinal (virilha).

É importante consultar um médico para que seja feito exames para identificar a síndrome. Exames de imagem com Raio-X, tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética, entre outros. O tratamento pode ser conservador ou cirúrgico. No caso de um tratamento conservador, a fisioterapia pode ser indicada. Exercícios podem ser feitos para correção biomecânica, fortalecimento muscular, equilíbrio e propriocepção podem ser associados à tecnologia de Eletrotermofototerapia para diminuir a dor e a inflamação. Os pacientes que se submeteram a uma cirurgia também podem optar pela fisioterapia para recuperar o quadril no pós-operatório três ou quatro meses depois.

MULHERES SÃO AS MAIS AFETADAS PELAS DOENÇAS NO QUADRIL

i372268O público feminino é o mais acometido pelas doenças do quadril, isso porque a bacia é mais larga e a musculatura tende a ser mais fraca. As mulheres na faixa etária entre 50 e 60 anos estão passando por mudanças hormonais na pós-menopausa, período que também ocorrem alterações na elasticidade dos tecidos e a perda de cálcio.
As lesões no quadril podem surgir devido ao avanço da idade e também por movimentos repetitivos de qualquer parte do corpo. Quem pratica alguma atividade física, como corrida, por exemplo, também apresenta mais chances de desenvolver algum problema na região. Entre as possíveis lesões, podemos destacar:

– Lesões da sínfise púbica: uma lesão na sínfise que está localizado no final do músculo do abdômen é considerada um dos principais afastamentos das atividades físicas. O problema pode surgir devido o uso de tênis inadequado, excesso de treinos em pisos duros.

– Osteonecrose quadril: ocorre quando o sangue para o osso é interrompido. A falta do sangue provoca uma falência das células ósseas ocasionando uma alteração do formato e também no funcionamento do quadril. A osteonecrose ainda pode ocasionar uma artrose.

– Tendinite: consiste no uso excessivo e anormal dos tendões em volta do quadril deixando-os inflamados. A inflamação pode causar limitação dos movimentos e dor na região do quadril.

– Bursite trocantérica: é provocada por um atrito no osso do fêmur denominada trocanter maior que está localizado na região lateral da coxa. As mulheres são mais atingidas por causa da pelve ser mais largas.  O surgimento da bursite também está relacionado a inflamações nos tendões.

Como evitar a dor?

  • O primeiro passo é identificar a causa, depois fazer uma avaliação minuciosa a fim de obter um diagnóstico e assim começar o tratamento. Vale ressaltar que muitas dores na coluna são confundidas com dores no quadril, por isso, não ignore a dor. 
A dica é prevenir das dores.
    Evite fazer atividades que incluam movimentos repetitivos. Faça exercícios físicos para preservar a região e se a dor persistir procure ajuda de um fisioterapeuta. A fisioterapia é uma alternativa de tratamento para proporcionar ao quadril mais força e mobilidade.
  • As mulheres são as que mais se queixam de dor no quadril nos consultórios. A proporção entre os 35 e 60 anos é de quatro mulheres para cada homem com dor no quadril.
  • Uma das principais causas desse incômodo é a bursite trocantérica mais conhecida pela famosa dor na lateral do quadril, que é caracterizada por uma inflamação da bursa – uma bolsa cheia de líquido presente em diversas articulações do corpo, como ombro e quadril. A sua função é diminuir o atrito entre as estruturas ao redor da articulação durante o movimento.
  • A articulação do quadril é considerada uma das mais complexas possuindo 32 músculos que sofre uma grande pressão durante os movimentos que executamos no dia a dia.
  • Ao todo existem de 14 a 21 bursas, e a inflamação mais comum é na bursa trocantérica.
    Alguns esportes como corrida, ciclismo, exercícios de musculação podem desencadear o quadro, pois são atividades que exigem um esforço repetitivo que podem causar uma inflamação na bursa. Além disso, um trauma direto provocado por uma queda na região também pode ser o responsável pela bursite trocantérica.

Como desconfiar da bursite trocantérica?

  • No início a dor é localizada na região lateral do quadril, mas pode agravar conforme a mulher caminhe, suba as escadas ou faça movimentos. A dor pode irradiar para a coxa e acontecer durante o repouso. Algumas mulheres se queixam ainda de sentir a dor ao cruzar as pernas ou quando deitam de lado onde tem a inflamação.
  • Se você sente uma dor intensa na região do quadril é importante informar o seu fisioterapeuta ou médico para que sejam feitos exames para confirmar o diagnóstico. Exames de imagem como ultra-som, raio-x ou ressonância magnética devem ser feitos para que o médico possa analisar a inflamação.
    Na maioria dos casos a cirurgia não é indicada, o tratamento deve ser feito por meio da fisioterapia que ajuda a encontrar um equilíbrio muscular e também por meio de suas técnicas alivia a dor e a inflamação.
  • O fisioterapeuta irá realizar uma avaliação criteriosa com a finalidade de identificar os principais grupos musculares que estão fracos e sobrecarregados. Além disso, ele irá analisar também a marcha, a postura para iniciar um tratamento fisioterapêutico de forma global.

TREINO EM EXCESSO PODE PROVOCAR UMA TENDINITE NO MÚSCULO GLÚTEO MÉDIO

 

Exercitar o corpo faz bem para saúde, porém, exagerar no treino pode desencadear diversas lesões, principalmente na região do quadril.
A fisgada dolorosa que você sente no glúteo pode ser um indicativo de que você desenvolveu uma “trocanterite”, ou seja, inflamação na inserção dos glúteos no quadril. A sobrecarga articular, seja na articulação do quadril, do joelho e tornozelo favorece o aparecimento das lesões tendíneas.
No quadril, os tendões dos músculos glúteos (máximo, médio e mínimo) tendão do músculo ílio-psoas e dos músculos adutores são os principais acometidos. Geralmente, quem tem o tendão inflamado irá queixar-se de dor na região lateral do quadril, especificamente sobre o trocanter do fêmur que muitas vezes se estende para a face lateral da perna.
Nos casos de tendinite a causa está relacionada com o aumento da carga de exercício e excesso de atrito no tendão. Algumas pessoas também podem apresentar alterações biomecânicas que podem favorecer a sobrecarga nos tendões e acelerar este processo inflamatório.

Desconfie dos sintomas
É possível desconfiar da tendinite no quadril, sendo importante ficar atento à limitação de movimentos no quadril que tende agravar à noite e dor ao subir e descer escadas.
Ao detectar os sintomas é recomendado procurar um especialista para realizar exames clínicos ou até mesmo exames de imagem.

O tratamento pode ser dividido em duas etapas. A primeira consiste no controle da dor, inflamação e edema por meio das técnicas de Eletrotermofoterapia com laser, ultrassom e terapia combinada. Já a segunda etapa consiste na correção das disfunções biomecânicas por meio de exercícios de flexibilidade, fortalecimento e mobilização articular.
Na maioria dos casos, o tratamento conservador consegue atingir resultados satisfatórios, sendo indispensável a cirurgia.

PRÓTESE DE QUADRIL

O que é?

É a cirurgia que substitui a articulação do quadril “doente’’ por uma prótese. O quadril é formado pela cabeça do fêmur e acetábulo, essas duas regiões são substituídas por um componente acetabular e femoral metálico, polietileno ou cerâmica fixados com cimento ósseo (artroplastia total de quadril – ATQ).

Indicações:

As ATQ são indicadas para restaurar a articulação do quadril em casos de:

  • Osteoartrose de quadril
  • Necrose da cabeça do fêmur
  • Artrite reumatóide
  • Fratura do colo femoral
  • Sequelas da doença de Legg-Calvée-Perthes

Cuidados pós-operatórios:

O paciente submetido à ATQ deve tomar alguns cuidados quanto ao posicionamento e a realização de atividades diária, pois alguns movimentos do quadril como adução (fechar a perna além da linha do corpo), rotação medial (rodar a perna para dentro) e flexão acima de 90°(aproximar a pena do tronco) podem deslocar a prótese.

  • Deitado, deve manter as pernas afastadas com auxilio de um coxim triangular entre os joelhos, evitando deixar a perna operada rodada para dentro;
  • Evitar as rotações/torções sobre a perna operada;
  • Ao sentar em cadeias ou vaso sanitário, deve-se manter o tronco inclinado para trás e a perna operada esticada e levemente aberta;
  • Evitar sentar em local muito baixo;
  • Use prolongador de vaso sanitário;
  • Não cruzar a perna operada;
  • Ao descer da cama deve primeiro girar o corpo para o lado operado e sentar com tronco inclinado para trás, mantendo sempre a perna esticada, deve-se escorregar até a beira da cama;
  • Ao subir escadas, colocar primeiro a perna não operada e depois a operada. Ao descer inverte-se a ordem, primeiro coloca a perna operada e depois a não operada.

Prótese de quadril requer fisioterapia antes e depois da cirurgia
A prótese de quadril ou fêmur é uma cirurgia indicada para pacientes com má formação óssea, desgaste ou trauma, após um grave acidente.

fisioterapia-quadrilNormalmente ouvirmos dizer que atletas, como maratonistas, passaram pelo procedimento, mas os idosos também são os mais afetados. Com o avançar da idade a produção de estrogênio baixa e esse é o hormônio responsável por proteger os ossos da descalcificação, sendo assim, aumenta-se o risco de osteoporose e de desgaste no quadril, levando a cirurgia. O primeiro sinal da doença é o desconforto e rigidez na virilha, dificuldade de se movimentar, girar ou flexionar o quadril. Quando a cartilagem se desgasta por completo o nível de dor piora. Inicialmente, quando o quadro não é tão grave, a fisioterapia é indicada para fortalecer a musculatura regional e o arco de movimento. Mas se necessário o paciente será encaminhado para intervenção cirúrgica.

Ao falarmos de tratamento pós-operatório as sessões vão ajudar a pessoa a retornar as suas atividades normais de forma mais rápida e prevenir quedas ou torções. O fisioterapeuta irá realizar exercícios ativos no tornozelo e no joelho para manter a mobilidade do quadril. Além disso, o treino de marcha também é indicado após a liberação médica.  Para um trabalho anti-inflamatório e analgésico dos tecidos ao redor do quadril e do joelho podem ser utilizados os recursos eletroterapêuticos como CIV ou laser.

É possível praticar exercícios físicos com a prótese de quadril?

Muitas pessoas são afastadas da prática de esportes por se tornarem extremamente incapacitadas de realizar as atividades devido a determinadas doenças como a osteoartrite do quadril. Ela é caracterizada pelo desgaste articular no quadril e muitas vezes responsável pelo tratamento cirúrgico precoce.

Nos casos de pacientes jovens, é causada por sequelas de traumas de grande intensidade ou por osteonecrose, que é a perda da circulação da cabeça do fêmur, que ocorre principalmente na infância, além de poder ser desencadeada por sequelas de infecções ou formas graves de doenças autoimunes. Para os idosos, assim como qualquer articulação, tem sua causa ligada à degeneração geneticamente determinada e desenvolvida ao longo dos anos.

Também conhecida como coxartrose, possui inicialmente um sintoma que se manifesta profundamente com dor na virilha. Essa dor pode irradiar até o joelho pela parte interna e pela frente da coxa. Após a realização de exercícios físicos mais intensos, a dor surge por meio de pontadas. Estes sintomas prolongam-se por muitos anos e piora lentamente.

Nesse processo de evolução, a dor pode aparecer durante as atividades de rotina evoluindo para o comprometimento do desempenho esportivo. Ações como cortar as unhas dos pés, calçar os sapatos e entrar e sair do carro começam a ser dificultadas com a perda do movimento articular. Na fase mais avançada da doença, onde as dores noturnas e a rigidez matinal surgem, começa a perda real da qualidade de vida.

O tratamento da osteoartrite é individualizado, ou seja, de acordo com o grau da doença e com as expectativas e necessidades de cada paciente. É inicialmente feito com fisioterapia que fortalecem a musculatura regional e mantém o arco de movimento. Os exercícios de impacto devem ser evitados. Já a decisão para a realização de uma intervenção cirúrgica deve ser tomada em conjunto entre o paciente e o especialista.

No caso do tratamento cirúrgico o mais indicado é a implantação da prótese total de quadril. Existem diversos modelos de próteses, que utilizam como material básico uma liga metálica, o polietileno e a cerâmica. A fixação da prótese pode ser feita com cimento ou outros mecanismos de fixação. O modelo a ser utilizado de cada prótese irá variar de acordo com a idade do paciente, o tipo de doença que causou a destruição da articulação, a quantidade de ossos e a experiência do cirurgião.

Cerca de 60% dos pacientes com próteses no quadril podem retornar a praticar esportes e esse retorno está diretamente ligado à redução considerável da dor. Porém, é preciso ter cautela na hora de escolher o exercício a ser praticado, como por exemplo, os exercícios de impacto como a corrida de rua, futebol e vôlei devem ser evitados, afinal, representam o dobro de risco de fratura ou falha dos componentes da prótese.

Os danos ou soltura de algum componente da prótese atinge cerca de 14,3% da população apenas, número que reforça a necessidade de orientação para um retorno e manutenção saudável e segura da atividade física, esportiva ou de lazer. Seguir corretamente as orientações de um fisioterapeuta reduz as chances de novas lesões ou que possa danificar a prótese.

FISIOTERAPIA É A SOLUÇÃO PARA ALIVIAR A DOR NO QUADRIL

fisioterapia-quadril-proteseAs articulações do quadril sustentam todo o corpo e são capazes de realizar uma amplitude maior de movimentos.  Uma das causas mais comuns da dor no quadril é a bursite, osteoartrite, dores musculares e compressão nervosa.
No caso da bursite que são mais frequentes em mulheres dos 35 aos 60 anos consiste numa inflamação da bursa sobre a parte externa da articulação do quadril (trocanter do fêmur), chamada de bursite trocantérica. Ela pode provocar dor com o movimento do quadril.

Em alguns casos, a dor pode está associada à inflamação dos tendões em torno do quadril.  Essa dor pode limitar o paciente que sente dificuldade em se movimentar e também em fazer atividade física.
Quando você sentir dores fortes na região do quadril é importante procurar um médico para fazer um exame detalhado. O diagnóstico irá avaliar os movimentos das articulações, o nível da dor e a qualidade da marcha.
Após essa avaliação minuciosa, alguns exames também devem ser feitos como raio X, tomografia computadorizada e ressonância magnética nuclear.

O tratamento com a fisioterapia pode ser um aliado para eliminar a dor e recuperar os movimentos. No caso da bursite, os músculos e tendões comprimem as bursas afetadas deixando-as irritadas e doloridas. Com a fisioterapia, é possível estender esses músculos evitando que eles pressionem as bursas e a consequência é a diminuição da dor.
O tratamento da fisioterapia incluem liberações miofasciais, exercícios de fortalecimento e recursos físicos como laser e crioterapia. Durante a sessão, o fisioterapeuta deverá realizar movimentos passivos dentro do limite da dor. Conforme a sessão avance, o paciente pode sentir uma diminuição da dor e do edema. Aos poucos iniciará a movimentação e exercícios de resistência com o intuito de reequilibrar a musculatura. O número de sessões de fisioterapia irá variar de acordo com a fase e a gravidade da lesão, da intensidade do tratamento e da adaptação do paciente.

O PÓS-OPERATÓRIO DE DOENÇAS NO QUADRIL

A dor que começa na região do quadril, coxas e irradia para o joelho podem ser sinais de artrose, principal doença que acomete os quadris em pessoas após 45 anos. A artrose consiste na degeneração da articulação entre o fêmur e o acetábulo, gerando uma dor muito intensa e que não responde a tratamentos como analgésicos e repouso. A doença pode progredir e impedir que o paciente consiga caminhar, dirigir ou realizar tarefas simples do dia a dia.
Um estudo feito pelo laboratório farmacêutico em parceria com quatro importantes sociedades médicas apontou que o número de brasileiros com artrose tende a crescer 23% nos próximos três anos. A doença já atinge 10 milhões de brasileiros. A artrose pode incomodar e evoluir. Ela é mais comum em idosos, sendo possível tratar com medicamentos e Fisioterapia, mas em alguns casos a dor é tão intensa que é necessário à cirurgia de substituição.

A cirurgia de prótese de quadril – chamada de artroplastia de substituição de quadril consiste na troca da articulação do quadril pela prótese. O procedimento pode ser parcial, quando a cabeça do fêmur é trocada, ou total, quando substitui a região do acetábulo (bacia). As próteses duram cerca de 15-25 anos (dependendo da idade do paciente e do nível de atividade), segundo a Sociedade Brasileira de Quadril.

Depois da cirurgia o paciente necessita seguir algumas recomendações para garantir o sucesso da cirurgia. A reabilitação é mais precoce, com exercícios e treino de marcha com auxilio de andador, muletas ou bengalas são bastante recomendadas pelos fisioterapeutas. Estas medidas auxiliam na prevenção de complicações que acontecem quando o paciente fica muito tempo deitado e imóvel (como por exemplo, a trombose venosa profunda e complicações cardio-respiratórias).
A cada um ou dois anos, o paciente deve se consultar e fazer uma avaliação para analisar a funcionalidade da prótese, o posicionamento dos implantes e quaisquer sinais de desgaste. A cirurgia não é a única solução. Se você notou uma dor diferente no quadril, procure um médico ou fisioterapeuta.

MITOS E VERDADES SOBRE LESÕES NOS QUADRIS

tendinite-no-quadrilSentir uma dor no quadril não é nada agradável. A dor pode interferir negativamente na qualidade de vida do indivíduo. Menos da metade das pessoas que sofreram fratura no quadril voltam à sua atividade anterior. O quadril possui uma articulação muito estável que conecta o osso da coxa (fêmur) com a bacia (pelve), com função importante de sustentação do peso corporal. Com o avanço da idade, a articulação do quadril vai se desgastando, o que aumenta as chances de ocorrer artrite, artrose, bursite trocanteriana ou isquiática, dor lombar, tendinites e até fraturas.

Para esclarecer os mitos que rodeiam as lesões no quadril, saiba o que realmente é mito e verdade:

1. Fratura do quadril em idosos tem relação com risco de morte.
Verdade
. A relação não é direta, entretanto, algumas pesquisas mostram que a fratura do quadril é a lesão que mais causa mortes em idosos por causa de suas consequências. De todas as fraturas associadas à osteoporose, as que apresentam maiores consequências para a qualidade de vida do indivíduo são as da extremidade proximal do fêmur (quadril). O tratamento é cirúrgico em muitos casos e depois é feito um acompanhamento com o fisioterapeuta. Porém, há grande dificuldade em retornar à função idêntica a antes da lesão.

2. A osteoporose é a principal causa das fraturas em idosos.

Verdade. A partir dos 30 anos perde-se 0,3% da massa óssea ao ano. A mulher tem uma perda maior nos 10 primeiros anos pós-menopausa, o que favorece o surgimento da osteoporose.

3. Só idosos têm artrose de quadril.

Mito. A artrose é provocada pelo desgaste da articulação, que atinge 5 a 10% da população, sendo muito comum em adultos e também em idosos. Apesar de a incidência ser muito baixa, o problema também pode acometer os jovens.

4- A artrose do quadril não tem solução.

Verdade.  Os tratamentos e as orientações servem para aliviar os sintomas, prevenir o aparecimento e evitar a evolução da artrose.

5-Prática de esporte podem gerar lesões.

Verdade. Futebol, tênis, golfe, artes marciais, ballet, ginástica olímpica e atletismo, são modalidades esportivas que exigem um movimento maior do quadril. A prática inadequada desses esportes quando associada a uma má postura (alterações biomecânicas) aumentam as chances de o indivíduo desenvolver algumas lesões como tendinopatias.

6-Quem sofreu uma lesão no quadril nunca mais voltará a praticar esporte.
Mito.
Com a evolução da medicina e fisioterapia, atualmente existem novos procedimentos específicos para tratar uma lesão no quadril provocada pelo esporte. Além disso, o acompanhamento de um fisioterapeuta é essencial para a recuperação do atleta. Dessa forma, o atleta consegue retornar á sua rotina de treinos e competições.

7- A prevenção é sempre a melhor forma de evitar as lesões dos quadris.

Verdade. O ideal é fazer atividade física e procurar trabalhar o fortalecimento da musculatura da região dos quadris.

 O QUE O FISIOTERAPEUTA DEVE SABER

analise-radiologica-quadrilHá um crescente interesse na área de Reabilitação musculoesquelética em pessoas jovens com doenças intra e extra-articulares do quadril. Sabe-se que a anamnese e o exame clínico podem ser úteis para classificar aqueles com doenças do quadril em “impacto” ou “instabilidade”. Entretanto, os tipos específicos de deformidades que levam ao aparecimento da dor no quadril nem sempre podem ser verificados por um exame clínico. Um artigo publicado recentemente pela equipe de Fisioterapia da Santa Casa de São Paulo (junho de 2014) mostra e discute vários índices radiológicos descritos na literatura, bem como as indicações clínicas, métodos e correlações com os achados clínicos.

“Muitas vezes nos deparamos com pacientes se queixando de dor na região inguinal, anterior, lateral ou posterior no quadril e um exame clínico detalhado incluindo testes especiais irritativos ou de amplitude de movimento desta articulação se faz necessário para excluir doenças com sintomas parecidos como disfunção lombar, sacroilíaca, herniações, etc. Uma vez que este exame clínico foi feito, a correlação com os exames de imagem, principalmente Rx de quadril e pelve, pode nos trazer informações importantes sobre prováveis deformidades do quadril como alteração do angulo alfa, sinal de cruzamento (crossover), índice de Wiberg, entre outros”, relata Dr. Thiago Fukuda, integrante do Grupo de Joelho e Quadril da Santa Casa.

Por fim, acredita-se que quanto maior a precisão no diagnóstico e interpretação de imagens, melhor será a elaboração do programa de tratamento e o entendimento do prognóstico de cada paciente.

 

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