Quem tem Fascite Plantar pode fazer caminhada?

fascite plantar gera dor na sola do pé, causada por inflamação na fáscia. Como é uma lesão que tem dor associada, muitas pessoas se perguntam: “posso fazer caminhada com fascite plantar?”.

Vamos falar mais sobre fascite plantar, entender quais são as suas causas, como é seu tratamento e se quem tem a lesão de fascite plantar pode fazer caminhada.

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Confira!

O que é Fascite Plantar? 

A fascite plantar é uma inflamação do tecido fibroso na planta dos pés.
A fascite plantar é uma inflamação do tecido fibroso na planta dos pés.

 

Fáscia plantar é um tecido fibroso, que recobre os músculos na região do pé, fazendo a ligação entre o osso calcâneo até os dedos do pé. Quando essa estrutura fibrosa se inflama, temos o quadro denominado fascite plantar.

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Causas 

Existem várias razões pelas quais um indivíduo pode apresentar fascite plantar.

A sobrecarga mecânica na região é a principal razão. Por isso, indivíduos com obesidade ou sobrepeso costumam ter maior risco de desenvolverem o quadro.

Porém, indivíduos com o peso ideal, porém praticantes de corrida de rua, por exemplo, também têm risco aumentado de desenvolver a doença.

A falta de alongamento, mobilidade e fortalecimento da musculatura do pé e da região inferior da perna podem levar à maior concentração de forças na região da fáscia, o que pode resultar em inflamação.

Já indivíduos que possuem doenças inflamatórias preexistentes também podem desenvolver a inflamação da fáscia plantar.

Sintomas

Dor na região do calcanhar ou no meio do pé é o principal sintoma da fascite plantar.
Dor na região do calcanhar ou no meio do pé é o principal sintoma da fascite plantar.

 

O principal sintoma da fascite plantar é a dor, geralmente na região do calcanhar ou no meio do pé, em virtude da inflamação da fáscia.

Geralmente, a dor é mais aguda e intensa logo pela manhã, ao levantar. De fato, os pacientes com fascite plantar costumam reclamar que a dor é bastante forte logo que acordam e, em alguns casos, mal conseguem colocar o pé no chão ao sair da cama.

Porém, embora durante o dia a dor possa se amenizar, ela também pode surgir de repente, sobretudo após o indivíduo ter ficado longos períodos em pé ou sentado(a).

Além disso, outros sintomas podem estar presentes, tais como inchaço ou vermelhidão na região.

Uma característica de fascite plantar é o indivíduo ter dificuldade de movimentar os dedos do pé em direção à “canela”.

Esse movimento, chamado dorsiflexão, é utilizado para auxílio do diagnóstico, quando o paciente relata dor e dificuldade de execução.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito dor ao começar a dor por caminhar e colocar os pés no chão.
O diagnóstico pode ser feito dor ao começar a dor por caminhar e colocar os pés no chão.

 

Para diagnóstico da fascite plantar o especialista considera os aspectos clínicos do problema.

Ou seja, a história da doença é bastante importante. Portanto, perguntas como: “Qual a intensidade da dor?”, “Qual o momento que mais dói durante o dia?”, “Há algum movimento que traz alívio ou piora da dor?” são essenciais para o diagnóstico.

Geralmente, não há necessidade de exames laboratoriais ou de imagem para diagnóstico de fascite plantar, sendo necessário somente um apurado exame clínico.

Em casos de pacientes com evolução da patologia, que apresentem problemas ao caminhar (denominados problemas de marcha), pode haver lesões no joelho ou no quadril associadas. Então, exames de imagem podem ser solicitados para essas situações mais específicas.

Para o diagnóstico diferencial, algumas lesões que apresentam dor na região são consideradas, tais como síndrome do túnel társico, fratura do calcâneo por estresse, compressão do nervo plantar lateral (denominada Neuropatia de Baxter), dentre outras.

Fatores de Risco 

Algumas condições na saúde do paciente podem aumentar o risco de desenvolvimento de fascite plantar.

Dentre elas, podemos citar:

  • Obesidade;
  • Indivíduos que praticam atividade física de grande impacto na fáscia plantar, como corrida ou saltos, por exemplo;
  • Indivíduos que passam longos períodos em pé;
  • Pé plano;
  • Pé cavo;
  • Doenças inflamatórias sistêmicas.

Tratamento de Fascite Plantar

A fisioterapia pode ser um bom tratamento para a fascite plantar.
A fisioterapia pode ser um bom tratamento para a fascite plantar.

 

Existem várias opções de tratamento disponíveis para a fascite plantar, que variam desde medidas simples que podem ser realizadas em casa até tratamentos mais avançados, como fisioterapia. Algumas das opções de tratamento mais comuns incluem:

  • Descanso e gelo: Descansar o pé afetado e aplicar gelo na área pode ajudar a aliviar a dor e a inflamação;
  • Exercícios de alongamento, mobilidade e fortalecimento: Certos exercícios de alongamento, mobilidade e fortalecimento podem ajudar a melhorar a flexibilidade e a força dos músculos do pé e da panturrilha, o que pode ajudar a aliviar a dor e a prevenir a recorrência da condição;
  • Uso de calçados adequados: O uso de calçados adequados com bom suporte para o arco do pé pode ajudar a reduzir a pressão sobre a fascia plantar e a prevenir o agravamento da condição;
  • Fisioterapia: A terapia pode incluir uma variedade de técnicas, como terapias manuais, exercícios e recursos de eletrotermofototerapia, como laser, para ajudar a aliviar a dor e melhorar a função do pé;
  • Cirurgia: Em casos graves e resistentes aos tratamentos mais conservadores, a cirurgia pode ser uma opção para remover o tecido danificado ou para alongar a fáscia plantar.

Cada caso de fascite plantar é único e o tratamento adequado dependerá da gravidade da condição e das necessidades individuais de cada paciente. Portanto, é importante consultar um especialista para obter um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado.

Como Escolher um Calçado Adequado

Escolher o calçado adequado é importante para prevenir dores nos pés, incluindo a fascite plantar.

Aqui estão algumas dicas para ajudá-lo a escolher o calçado certo:

  1. Escolha sapatos com bom suporte para o arco do pé. O arco do pé é uma das principais áreas afetadas pela fascite plantar, portanto, escolher um sapato com bom suporte para o arco do pé pode ajudar a reduzir a pressão sobre a fáscia plantar.
  2. Certifique-se de que o sapato tenha amortecimento adequado. Sapatos com bom amortecimento podem ajudar a reduzir o impacto sobre os pés durante a caminhada ou corrida, o que pode ajudar a prevenir a dor e a inflamação.
  3. Escolha sapatos que se ajustem corretamente. Sapatos que são muito apertados ou muito largos podem colocar pressão extra sobre os pés, o que pode levar à dor e a outros problemas.
  4. Evite sapatos com saltos altos ou muito baixos. Sapatos com saltos muito altos ou muito baixos podem afetar a distribuição do peso do corpo nos pés, o que pode aumentar o risco de dor e lesões.
  5. Escolha sapatos com solas antiderrapantes. Sapatos com solas antiderrapantes podem ajudar a prevenir escorregões e quedas, especialmente em superfícies molhadas ou escorregadias.

A Importância da Fisioterapia na Fascite Plantar

A fisioterapia pode desempenhar um papel importante no tratamento da fascite plantar, ajudando a aliviar a dor e a melhorar a função do pé.

A fisioterapia pode incluir uma variedade de técnicas, dependendo da gravidade da condição e das necessidades individuais do paciente.

fisioterapeuta tratando paciente

Algumas das técnicas de fisioterapia mais comuns para o tratamento da fascite plantar incluem:

  • Alongamento, mobilidade e fortalecimento: A realização de exercícios de alongamento e fortalecimento pode ajudar a melhorar a flexibilidade e a força dos músculos do pé e da panturrilha, o que pode ajudar a aliviar a dor e a prevenir a recorrência da condição.
  • Liberação no local: A liberação pode ajudar a melhorar a circulação sanguínea e a relaxar os músculos do pé, o que pode ajudar a aliviar a dor e a inflamação.
  • Técnicas de mobilização articular: As técnicas de mobilização articular podem ajudar a melhorar a mobilidade das articulações do pé e a aliviar a dor e a rigidez associadas à fascite plantar.

Em resumo, a Fisioterapia pode ajudar a aliviar a dor e a inflamação associadas à fascite plantar, melhorar a função do pé e prevenir a recorrência da condição.

É importante trabalhar com um fisioterapeuta qualificado para desenvolver um plano de tratamento individualizado que atenda às suas necessidades específicas.

Afinal, posso fazer caminhada com fascite plantar? 

Em geral, a caminhada pode ser benéfica para a fascite plantar, pois ajuda a fortalecer os músculos e tendões do pé. No entanto, é importante tomar algumas precauções para evitar piorar a condição.

pessoas fazendo caminhada

Aqui estão algumas dicas que podem ajudar:

  • Certifique-se de usar calçados adequados e confortáveis ​​com bom suporte para o arco do pé.
  • Evite caminhar em superfícies duras e irregulares, como concreto ou asfalto, e opte por superfícies mais suaves, como grama ou esteira de borracha.
  • Comece devagar e aumente gradualmente a intensidade e duração da caminhada ao longo do tempo.
  • Se sentir dor ou desconforto durante a caminhada, pare imediatamente e descanse.
  • Alongue os músculos do pé e da panturrilha antes e depois da caminhada para ajudar a prevenir lesões.

No entanto, é importante lembrar que cada pessoa é única e que é sempre recomendável consultar um médico antes de iniciar um novo programa de exercícios, especialmente se você tiver uma condição pré-existente como a fascite plantar. O seu médico poderá orientá-lo melhor sobre as atividades que são seguras e apropriadas para você.

O tratamento que vai devolver a saúde dos seus membros inferiores

A proposta do Instituto TRATA está fundamentada no conceito de inovação, no que se refere ao tratamento de membros inferiores (quadril, joelho e pé). A garantia de resultados eficazes reflete os procedimentos adotados pela equipe:

– O paciente é submetido a uma avaliação clínica detalhada, feita por um especialista da equipe. É esse primeiro passo que viabiliza um direcionamento específico ao tratamento, de acordo com o quadro particular de cada paciente.

 Fisioterapia ortopédica e esportiva: avaliação

– A seguir, o paciente é levado a uma avaliação cinemática dos movimentos do corpo. A finalidade é analisar como os ossos e os músculos estão organizados na reação à gravidade e às forças atuantes no corpo humano. Para isso, utilizamos um software exclusivo de análise de movimento chamado TrataScan, cuja tecnologia avançada permite detectar quaisquer alterações na força ou funcionalidade das estruturas que acabam levando a um quadro inflamatório ou doloroso, por exemplo. Assimetrias, padrões motores, lesões associadas, existência de compensações e quais estruturas devem ser trabalhadas são alguns pontos que podem ser avaliados durante essa etapa.

 Fisioterapia ortopédica e esportiva: avaliação cinemática 2D

– O último passo consiste na aplicação do protocolo de tratamento das lesões dos membros inferiores, formulado pela rede e baseado em evidências científicas. O foco se concentra no alinhamento biomecânico dos membros inferiores com o objetivo final de melhora do quadro do paciente (sem recidivas) e, por conseguinte, de uma maior qualidade de vida.

 Fisioterapia ortopédica e esportiva: exercício de fortalecimento

Nenhum atendimento é padrão. Avaliamos as necessidades específicas de cada paciente e montamos a abordagem de tratamento mais assertiva para cada quadro. A tecnologia faz parte do nosso programa de tratamento com o objetivo de oferecer aos pacientes o que há de mais avançado no tratamento conservador de Fisioterapia.

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