Doenças do Diversos

O corpo humano conta com uma série de estruturas que possuem o objetivo de diminuir o atrito entre os ossos, músculos e tendões. Entre essas estruturas estão as bursas, bolsas de líquido que absorvem parte do impacto dos movimentos. Quando uma das bursas do joelho se inflama, ocorre a bursite no joelho.

Imagine uma situação em que o joelho não possui cartilagens. Isso ocorre, muitas vezes, em casos de osteoartrite, em que as cartilagens se degeneram e deixam de agir. Em um caso deste tipo, os ossos passam a se atritar, causando impactos incômodos e, muitas vezes, dolorosos. O impacto constante também promove o maior desgaste da região, e favorece o aparecimento de problemas.

Resultado de imagem para bursite joelhoAs limitações são muito semelhantes às que surgem quando uma bursa se inflama. A bursa é a responsável pela produção do líquido sinovial, e por isso também é chamada de bolsa sinovial. O líquido promove a lubrificação das articulações. Ele ainda absorve grande parte dos impactos provocados pelos movimentos do dia a dia.

Existem bolsas sinoviais espalhadas por todo corpo. Elas sempre ficam posicionadas entre os ossos e músculos, tendões ou ligamentos. Quando a estrutura se inflama, ela produz muito mais líquido do que deveria, tornando-se inchada. O resultado é a dor e a dificuldade para realização de movimentos simples.

Sintomas da bursite no joelho

 

Existem alguns sintomas comuns à inflamação da bursite. A começar pela sensibilidade na região inflamada, além do seu inchaço. Também é recorrente a dificuldade de movimento, o calor na área e a dor em atividades que exigem mais do joelho, como subir escadas.

Contudo, os sinais percebidos pelo paciente podem variar, aparecendo associados ou não. Primeiro, de acordo com a gravidade do problema. Em segundo lugar, é necessário considerar a localização da bursa afetada, assim como a causa da inflamação.

De qualquer forma, os sintomas geralmente surgem de forma gradual. Eles também podem ir e vir, em vez de se manterem constantes. Caso a inflamação seja causada por uma pancada direta, porém, a dor e inchaço surgem rapidamente, e de forma bastante intensa.

Tipos de bursite

 

Resultado de imagem para bursite joelhoComo já explicado, o papel da bursa é impedir o atrito em ossos, músculos e ligamentos. Por esse motivo, é compreensível que o joelho possua nada menos do que 11 bolsas sinoviais. Afinal, a região é uma das mais complexas do organismo, com grande variedade de estruturas.

Cada uma das bursas do joelho pode sofrer inflamação, mas algumas delas são mais sujeitas ao problema. São elas: a pré-patelar, anseriana, da banda iliotibial, infrapatelar e semimembranosa.

1. Bursite pré-patelar

 

Popularmente conhecida como “joelho de empregada doméstica”, essa inflamação ocorre na bursite localizada na parte da frente do joelho. Mais especificamente logo acima da patela. A condição é bastante comum nos indivíduos que passam muito tempo ajoelhados. Seus principais sintomas são a dor e o inchaço abaixo do joelho.

2. Bursite anseriana

 

Já a bursite anseriana é mais conhecida como pata de ganso. Essa bolsa fica localizada no lado interno do joelho, entre o ligamento colateral mediano e os tendões mediais do joelho dos músculos gracil, sartório e semitendinoso. Seu surgimento, na maioria das vezes, está ligado ao uso excessivo do joelho, e por isso a condição é mais recorrente em atletas.

3. Bursite iliotibial

 

Entre a faixa iliotibial e a parte exterior do osso da canela, há a bursa iliotibial. Essa localização no lado externo do joelho costuma ser bastante dolorosa.

4. Bursite infrapatelar

 

Uma inflamação infrapatelar pode acontecer em duas bursas diferentes. A primeira fica localizada entre a pele o tendão patelar. Já a bursa profunda amortece a parte de trás do osso da tíbia, uma vez que fica mais atrás do tendão patelar. Quando inflamadas, ambas as estruturas podem provocar inchaço logo abaixo da patela.

5. Bursite semimembranosa

 

Também conhecida como Cisto de Baker, essa inflamação é a mais comum no joelho, além da bursite pré-patelar. A estrutura fica localizada na parte de trás do joelho, e o principal sintoma da sua inflamação é um caroço nessa região. Muitas vezes, o problema está associado à artrite.

Causas da inflamação

 

De modo geral, a ocorrência da bursite está diretamente ligada ao atrito ou pressão excessiva e incorreta no joelho. Logo, uma das causas mais comuns do problema é a realização exagerada de atividades físicas. Esportes como a corrida, futebol, voleibol e outros são alguns dos que, se praticados de forma incorrecta ou excessiva podem ser perigosos e sobrecarregar estruturas como as bursas. Além destes, há os que provocam entorses diretos e constantes sobre o joelho, como o jiu-jitsu.

Os indivíduos com obesidade convivem, da mesma forma, com maior chance de desenvolvimento da inflamação. Afinal de contas, o excesso de peso demanda do joelho e demais articulações, mais do que ele foi preparado para carregar.

Como é feito o tratamento da bursite no joelho?

 

Existem diversos tipos de tratamento para a bursite. Por este motivo, é fundamental realizar o correto diagnóstico do problema. Definindo adequadamente o local da inflamação e se não há outra doença associada, o fisioterapeuta ou o médico ortopedista podem indicar a terapia mais eficaz ao quadro daquele paciente.

Para o diagnóstico do problema, o especialista procura, primeiro, conhecer o histórico do indivíduo, além dos seus sintomas. Em seguida, realiza um exame físico completo, visando perceber qualquer tipo de inchaço ou alteração no joelho. Em seguida, é necessário realizar alguns exames de imagens, como a ressonância nuclear magnética, para que seja possível visualizar a inflamação ou lesão da bolsa sinovial e demais estruturas possivelmente envolvidas.

É importante destacar que não é incomum a ocorrência de dores ou inchaço no joelho. Isso pode acontecer, por exemplo, após um intenso dia de exercícios, ou após uma pancada direta na região. Quando o problema é apenas momentâneo, porém, ele desaparece em alguns dias. Contudo, se os sintomas durarem mais do que uma semana, provavelmente indicam uma bursite ou outras doenças na região. Logo, é essencial procurar auxílio médico.

Cuidados no tratamento

 

Resultado de imagem para bursite joelho diagnosticoPara combater o inchaço e a dor, é comum que seja indicada a utilização de analgésicos e anti-inflamatórios. Assim como de bolsas de gelo. No entanto, é importante que esses métodos sejam prescritos, especialmente em relação ao uso de remédios. Do contrário, eles poderão mascarar sintomas e dificultar o diagnóstico do problema.

Medicamentos

 

Como citado, é comum que o médico receite ao paciente analgésicos e anti-inflamatórios. Os medicamentos podem diminuir os sintomas do indivíduo, especialmente a dor e o processo inflamatório agudo, e garantir que ele tenha uma boa qualidade de vida. Além destes, porém, é possível que haja a prescrição de antibióticos. Isso ocorre quando a causa da bursite no joelho é uma infecção bacteriana.

Fisioterapia

 

A fisioterapia é bastante eficaz para reduzir os processos de inflamação no organismo, reduzir a dor e melhorar a função do indivíduo. Simultaneamente, ele pode diminuir os sintomas percebidos pelo indivíduo e diminuir a sobrecarga sobre as bolsas sinoviais inflamadas e isso é atingido, normalmente, por meio de exercícios.

Ao mesmo tempo, é fundamental realizar as atividades com o acompanhamento de um fisioterapeuta e apenas esse profissional pode indicar quais os movimentos e a intensidade necessária de cada um, durante a reabilitação.

Em todo o caso, as atividades indicadas pelo fisioterapeuta terão como objetivo aumentar a flexibilidade e a força dos músculos das pernas. Quando o tecido muscular é bem trabalhado, ele consegue absorver boa parte dos impactos causados pelos movimentos e atividades. Com isso, as estruturas internas do organismo sofrem menos, incluindo as bursas.

Tratamentos invasivos

 

Tratamentos invasivos da bursite podem ser indicados como complemento dos anteriores, ou mesmo quando medicamentos ou fisioterapia não atingem o resultado esperado. Entre essas alternativas mais incisivas está o uso de injeções de corticoesteróides.

Uma injeção de corticoide consiste na infiltração de uma droga na bursa prejudicada. Essa aplicação funciona muito bem para diminuição do inchaço e a inflamação, como um todo, tende a reduzir rapidamente.

Um outro procedimento conhecido é a aspiração. Nele o ortopedista retira algo do organismo ao invés de infiltrá-lo. Nessa situação, uma agulha é inserida na bursa afetada, e o líquido sinovial produzido em excesso é aspirado.

Cirurgia

 

Em casos bastante raros, o médico pode sugerir a remoção cirúrgica da bolsa inflamada. Essa técnica normalmente é utilizada quando a bursite apresentada é crônica – que vai e volta –, e quando provoca grandes limitações no dia a dia do indivíduo.

Exercícios para bursite no joelho

 

Como já explicado, a fisioterapia é um dos principais tratamentos utilizados contra a bursite no joelho. Os exercícios indicados para este tratamento variam, e geralmente são utilizados de acordo com a condição do paciente, variando em relação a quantidade de séries, carga e frequência. Afinal, dependendo da gravidade ou localização do problema, alguns movimentos poderiam ser prejudiciais ou provocar sobrecarga.

Então, é fundamental que apenas exercícios indicados pelo fisioterapeuta sejam utilizados. Inclusive com a regularidade prescrita. No início, é comum que o paciente realize as atividades apenas no consultório médico. Depois, ele passa a realizá-las também em casa, para que haja uma intensificação no tratamento. Neste segundo caso, ter atenção aos movimentos realizados é ainda mais importante. Isso uma vez que as atividades realizadas incorretamente poderiam diminuir os resultados da intervenção.

De qualquer maneira, existem alguns exercícios mais básicos, que costumam ser sugeridos. Acompanhe-os:

1. Exercício isométrico

 

Realizar um exercício isométrico significa fazer a contração dos músculos sem movimento articular. Neste caso, uma alternativa interessante é o agachamento isométrico. Na hora de realizá-lo, posicione-se com as costas encostadas em uma parede ou bola grande.

Em seguida, afaste as pernas ligeiramente, alinhando os joelhos ao quadril e tornozelo. Depois, desça o corpo lentamente, sem desencostar da parede. Ao colocar os joelhos em um ângulo aproximado a 90°, permaneça na posição por 30 segundos. Volte à posição original e realize a atividade mais 5 vezes.

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3. Agachamento isotônico

 

Agachamento livre: para esse tipo de agachamento, contraia o abdômen e mantenha a cabeça erguida. As costas devem permanecer retas durante todo o exercício e o tronco levemente inclinado para a frente. Em seguida, posicione os pés a uma distância igual à largura dos ombros e estique os braços para a frente. O passo seguinte consiste em agachar, dobrando os joelhos e inclinando o quadril para trás, como se quisesse sentar em uma cadeira. Quando atingir medida aproximada a 60° de flexão do joelho, retorne à posição inicial. Faça isso por 10 ou 15 vezes e em seguida espere de 30 a 60 minutos para fazer uma nova série. Faça, em média, 3 séries.

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Como citado, caso você tenha bursite ou outra inflamação, não realize nenhuma dessas atividades sem a prescrição de um profissional especializado. Com o surgimento de qualquer sintoma, aliás, interrompa inclusive a prática de atividades físicas. Se ainda assim os sinais não desaparecem, procure um médico. Apenas um especialista pode realizar o diagnóstico e indicar o tratamento mais eficaz à sua condição.

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Você sabe qual é o seu tipo de pisada? O modo como você caminha pode ser determinante para a saúde dos seus pés e joelhos, e por isso merece atenção.

O tipo de pisada de um indivíduo é definido segundo o formato do pé e nesse caso existem três: o normal, o plano e o cavo. O indivíduo que possui pé normal é aquele que, ao caminhar, tem o peso de corpo distribuído de forma equilibrada.

Já quem possui pé plano toca a sola quase que completamente no chão. Seu formato é reto, e por isso o pé plano também é conhecido como pé chato. No caso do pé cavo, a parte medial (região de dentro) do pé quase não toca no chão, uma vez que a curvatura da sola é bastante acentuada.

Resultado de imagem para joelho varoO joelho também tem relação com o tipo de pisada. Nessa articulação existem alguns tipos de alterações anatômicas que influenciam direta ou indiretamente a forma que o pé toca o solo. São dois tipos de deformidade que influenciam a pisada: o valgismo e o varismo.

Ao ser diagnosticado com joelhos valgos, o indivíduo tem uma deformidade que resulta na aproximação de seus joelhos. Com isso, seus pés se afastam. Toda a configuração visual lembra um “X”. Já quando o problema é o joelho varo, os mesmos se afastam, “jogando” as pernas “para fora”.

Tipos de pisada

Nem sempre quem possui uma pisada diferente da normal percebe esse problema sozinho. Em vez disso, é comum que alguém diga a este indivíduo que ele está “andando torto”. Outra situação comum é perceber o desgaste irregular da sola dos sapatos, mais de um lado do que de outro.

O tipo de pisada comum é chamado de neutro. Cerca de 45% da população mundial tem essa caraterística ao andar. Nessa pisada, o peso do corpo do indivíduo é distribuído de forma uniforme na sola do pé. Para isso, o andar é impulsionado com toda a parte frontal do pé. O passo, contudo, começa com a parte externa do calcanhar, e posteriormente o pé rotaciona de forma ligeira para dentro.

Se o paciente possui uma pisada supinada, significa que ele descarrega o peso principalmente da região lateral do pé, mais especificamente no dedo mínimo.  Ao andar, o indivíduo faz grande esforço, mantendo o lado externo do pé sempre em contato com o chão. Esse tipo de caminhar normalmente tem relação direta com a característica cava do pé.

Por fim, há a pisada pronada. Quando caminha deste modo, o indivíduo descarrega boa parte do peso nas estruturas mediais (do lado de dentro) do pé durante todo o período em que está com o pé no chão. Nestas situações, o pé realiza uma rotação excessiva para dentro, desbalanceando o caminhar, uma vez que essa rotação também acontece nas estruturas acima do pé como a tíbia (osso da canela) e o fêmur (osso da coxa). Cerca de 50% da população mundial possui essa pisada.

Tenho pisada supinada?

Como já citado, um modo de perceber a existência de alguma desordem no caminhar é verificar o tipo de desgaste sofrido pelos sapatos, especialmente pelos tênis. Se o calçado apresentar desgaste em suas laterais externas, pode ser sinal de que a pisada apresentada pelo indivíduo é supinada.

No entanto, a melhor maneira de ter certeza sobre esse aspecto é buscar um profissional da saúde, que pode ser o fisioterapeuta ou o médico ortopedista. O profissional é especializado na parte locomotora do corpo, e pode facilmente verificar problemas, logo depois sugerindo tratamentos.

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Para realizar o diagnóstico mais preciso da sua pisada, o profissional realiza, especialmente, a chamada baropodometria. Ou seja, uma análise precisa dos pontos de pressão do seu pé, no momento em que é descarregado peso sobre ele, durante o caminhar.

Riscos da pisada supinada

Sabe-se que não é algo grave, mas quem possui uma pisada supinada pode estar sujeito a uma série de incômodos para saúde. Tanto incômodos simples, como calos, quanto problemas mais sérios nas articulações. Por isso, é fundamental ter atenção à sua marcha e buscar um médico sempre que notar alterações.

De início, quem tem seu caminhar alterado pode sentir dores na lateral externa do pé, incluindo no dedo mínimo. Os atletas, profissionais ou não, são ainda mais sujeitos a este sintoma, e acabam por percebê-lo com maior intensidade e frequência.

Resultado de imagem para bunionette.Outro risco comum aos pacientes supinados é a bunionette. A bunionette é um joanete que ocorre no quinto metatarso. Logo, é uma saliência óssea que se forma na articulação responsável pela estabilização e suporte do pé.

Simultaneamente, também é possível desenvolver calos. Os calos são espessamentos da pele, que se formam com o objetivo de proteger camadas internas do organismo. Ou seja, a pele se torna mais espessa para evitar que o impacto da pisada afete a saúde completa dos pés.

Além destes, não é incomum que os indivíduos com pé suciando apresentem dor no meio da planta do pé, logo a frente do calcanhar. Essa dor é compatível com a chamada fasceíte plantar.

Por que obter auxílio médico?

Ao menor sinal de qualquer um destes problemas, é fundamental que o indivíduo busque auxílio médico. Os sintomas dessas condições costumam incluir principalmente dor, cansaço extremo dos pés ao fim do dia, e até inchaço da área.

Nessas situações, o especialista poderá sugerir, por exemplo, o uso de remédios anti-inflamatórios e analgésicos, para diminuição dos sintomas. Sincronicamente, poderá indicar exercícios rotineiros feitos na fisioterapia, para que os sintomas sejam aliviados.  Vale lembrar que o tipo de pisada não é possível de ser corrigido uma vez que isso envolve a conformação anatômica do pé, porém as dores e demais sinais e sintomas podem ser aliviados uma vez que outras estruturas do pé, como músculos, por exemplo, passam a ser melhor ativadas.

Com um especialista, também é possível fazer exercícios de fortalecimento e relaxamento das pernas e pés. Isso diminui muito o risco de problemas nas articulações essenciais para a marcha. Entre em contato com o Instituto Trata e marque sua avaliação com um de nossos especialistas!

Resultado de imagem para fisioterapia pisada supinadaTodo esse cuidado é ainda mais importante para quem pratica esportes. Isso uma vez que durante a corrida é aplicado sobre os pés e articulações cerca de oito vezes mais força que durante atividades menos vigorosas. Ou seja, o impacto é intenso, e se realizado de forma incorreta poderá ter efeitos desastrosos. Nesses casos, aliás, é fundamental adquirir tênis específico para o esporte. O indivíduo de pisada supinada deve investir em um calçado com ótimo amortecimento, e que ofereça também certo controle de estabilidade e suporte para o arco plantar.

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Você provavelmente já ouviu falar da doença conhecida como bico de papagaio. Ela é comum na coluna, pode ter relação com o dia a dia doloroso dos pacientes. Mas você sabia que também existem casos de bico de papagaio no joelho?

Quando um indivíduo desenvolve bico de papagaio, significa que na borda de alguns ossos desenvolveram-se projeções ósseas. Ou seja, surgem estruturas a mais do que o corpo necessita, o que acaba por provocar uma série de sintomas e tem uma relação com o desgaste da articulação ou uma estratégia do corpo de tentar evitar alguns movimentos dolorosos.

É bastante comum que essas formações, chamadas de osteófitos, se desenvolvam onde os ossos se encontram – ou seja, nas articulações do corpo. O joelho é uma das articulações mais complexas do corpo humano. Isso uma vez que possuem uma série de estruturas, e que são essenciais para a locomoção do indivíduo. Logo, a região é bastante suscetível a diversos problemas.

O nome popular da condição – bico de papagaio – refere-se ao formato das novas composições ósseas, algumas em formato de espículas. Quando o paciente realiza uma radiografia, o exame mostra formações semelhantes a ganchos, curvos, muito parecidas com o bico de uma ave.

As causas da osteofitose são diversas, mas incluem principalmente problemas que desgastam as articulações do joelho. Como a artrose, que consiste na degeneração progressiva das cartilagens da região. O próprio envelhecimento do indivíduo pode levar à condição de osteortrite, uma vez que o corpo vai enfraquecendo ao passar dos anos. O surgimento dos osteófitos, então, consiste numa tentativa do corpo em se defender: se as estruturas estão sendo desgastadas, ele tenta substituir as formações de modo a manter as articulações bem apoiadas, aumentado área de contato. Contudo, essas formações podem ter relação com uma série de sintomas.

Sintomas da osteofitos

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Em muitos casos, o bico de papagaio no joelho não provoca sintomas por um tempo. Afinal, as formações crescem aos poucos, e os sinais também surgem gradualmente. Quando chega a um estágio mais avançado da doença, porém, o paciente pode começar a perceber dores ao estender e dobrar a perna.

A prática de exercícios físicos também costuma se tornar mais difícil, uma vez que os movimentos passam a ser limitados. Contudo, não apenas essas atividades são afetadas: movimentos antes comuns no dia a dia passam a ser dificultosos, como caminhar, subir e descer escadas e entrar e sair do carro.

Importância do diagnóstico

 

Caso o indivíduo continue a realizar suas atividades normalmente, ou se praticar a atividade física mais intensa  sem acompanhamento, pode, muitas vezes, provocar estresse em outras estruturas do joelho. Tudo isso poderia aumentar a dificuldade de locomoção do sujeito, o que prejudicaria sua qualidade de vida.

lesão-no-ligamentoPara a realização do diagnóstico e indicação do método adequado para o tratamento do quadro, é realizado uma avaliação física bem minuciosa e, em muitos casos, solicitado exames de imagem. Desses, destaca-se o exame de raio X e da tomografia computadorizada, que permitirão a verificação das estruturas ósseas, do grau de comprometimento articular, bem como a existência, ou não, de esporões ósseos.

Como tratar a condição?

 

Os quadros de osteofitose se tornam mais intensos com o passar dos anos. Para seu tratamento, é comum que seja indicado técnicas paliativas, uma vez que a cirurgia no joelho é muito invasiva e normalmente cogitada em casos bastante graves.

Dessa forma, o paciente geralmente utiliza medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, para diminuir a dor. Ao mesmo tempo, que é recomendado a realização de um acompanhamento com o fisioterapeuta.

tratamento-fisioterapico-evitar-cirurgiaA fisioterapia têm como principal objetivo preservar o movimento dos joelhos e uma boa capacidade de gerar força e estabilização por parte das estruturas responsáveis. Com o desgaste das estruturas e por conta da dor, é comum que o indivíduo não consiga mais realizar as mesmas tarefas, além disso, consciente ou inconscientemente, é comum diminuir consideravelmente a movimentação da região, para evitar o quadro de dor. Contudo, interromper os movimentos de uma articulação só vai prejudicá-la, torná-la “mais rígida” ao longo do tempo.

Isso significa que é fundamental manter a movimentação do corpo, mas com certos cuidados. Na fisioterapia, então, o indivíduo aprende como realizar suas atividades da melhor forma. Além disso, aprende como diminuir a pressão nos joelhos, uma das  variáveis relacionadas ao desgaste. A “reeducação” do sujeito é a chave para seu bem-estar.

As técnicas e os exercícios realizados na fisioterapia precisam sempre ser indicados por um especialista. O profissional deve avaliar a condição real do paciente, e verificar quais atividades são mais indicadas e quais devem ser evitadas, pelo menos iniciamente. Por esse motivo, é fundamental buscar o auxílio profissional ao perceber o aparecimento de sintomas.

Bico de papagaio no joelho: como prevenir?

 

Como citado, colocar pressão exagerada sobre os joelhos é algo que facilita o desenvolvimento de problemas na região. Entre as ocorrências possíveis estão inflamações, como as bursite e tendinites; desgastes, como a artrose; e o surgimento de osteófitos. Dessa forma, o principal modo de prevenção do bico de papagaio no joelho é prezar pela manutenção de uma boa capacidade física para suportar as cargas do dia a dia ou das atividades esportivas e cuidar para que a região seja movimentada de forma correta.reabilitacao-joelho-aula

Um ponto importante, também, é evitar a rápida progressão e aumento brusco de volume de atividades físicas. Para quem pratica atividade regularmente, o ideal é sempre manter na rotina a prática de exercícios de fortalecimento para os músculos específicos, envolvidos na atividade em questão.

Atenção a cargas e impactos!

 

Ao mesmo tempo, é fundamental praticar atividades físicas regularmente. Afinal, o esporte mantém o corpo saudável nos mais variados aspectos. O exercício pode, inclusive, favorecer os músculos das pernas, e assim proteger melhor os ossos contra impactos.

Se o objetivo for dar proteção ao joelho, mesmo durante a prática, é interessante escolher exercícios de baixo impacto, como o pilates ou a hidromassagem. Mais uma vez, é importante conversar com um profissional qualificado antes da escolha do esporte, para que seja definido o mais adequado ao seu tipo físico, pelo menos até você atingir um nível muscular adequado para praticar outros atividades, se for o caso.sobrecarregamento-da-articulacao-do-quadril

Ademais, tenha atenção ao seu joelho. Durante o esporte, por exemplo, não é incomum que ocorram pancadas na região. A dor provocada por esse impacto, contudo, geralmente desaparece em alguns poucos dias. Caso isso não ocorra, é fundamental procurar um médico, pois o sintoma pode indicar algo mais sério, que requeira tratamento.

Para avaliação e tratamento do seu joelho, entre em contato com o Instituto TRATA. Nossos especialistas estão sempre disponíveis para melhorar sua qualidade de vida!

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Para evitar que os tecidos do compor se atritem diretamente, o corpo humano conta com uma série de estruturas específicas. Como as bolsas sinoviais e as cartilagens. Quando qualquer uma destas sofre lesão, são instaladas condições que podem comprometer a capacidade de movimento do indivíduo. É isso que a condromalácia patelar também faz.

Resultado de imagem para condromalácia patelarA condromalácia patelar ocorre quando a cartilagem da patela sofre um amolecimento anormal. A patela é o osso que está localizado na região frontal do joelho, também conhecido como rótula, e está frequentemente sujeito a grandes pressões. Esses impactos podem provocar inflamações e desgastes – o que, no caso da condromalácia, gera rachaduras e perda de substância da estrutura cartilaginosa. Sem o tratamento adequado, essa degeneração pode ocasionar a perda total da cartilagem e exposição do osso subcondral (osso que fica imediatamente atrás da cartilagem).

Alguns grupos de pessoas sofrem comumente com o problema. Primeiro, os adolescentes – cerca de 45% deles desenvolvem a condição. O segundo grupo de risco é o das mulheres, devido à configuração diferenciada de seu quadril.

O quadril feminino é mais largo, pois foi “preparado” para gerar filhos e dar à luz. Essa medida mais extensa acaba por provocar aumento das cargas que são distribuídas sobre o joelho. Mesmo que muitas vezes sejam leves,  provocam o aumento da pressão no centro da patela, o que, por sua vez, pode levar ao desgaste da cartilagem citada.

São quatro os graus da condromalácia. No primeiro, há um leve amolecimento da cartilagem, o que provoca o surgimento de fissuras na camada superficial do tecido. Já no grau 2, uma segunda camada de tecido é atingida. Enquanto isso, no grau 3, o paciente convive com o acometimento de mais ou menos 50% da estrutura da cartilagem, com rachaduras mais extensas em sua superfície. Por fim, o quarto grau da doença, mais grave, leva à exposição do osso subcondral, que fica localizado logo abaixo da cartilagem.

Condromalácia patelar tem cura?

Podemos dizer que não há cura para o problema, pois isso exigiria a recuperação total da cartilagem, o que não é possível. Isso porque, esse tecido possui potencial de cicatrização e renovação extremamente limitado, uma vez que conta com poucos vasos sanguíneos e células regenerativas.

Dessa forma, há apenas tratamentos paliativos disponíveis para essa condição. O tratamento consiste principalmente no desinflamar do joelho, fortalecimento dos músculos e reeducação dos movimentos, de modo que o problema não se agrave. Com os cuidados constantes e acompanhados pelo médico, o paciente pode manter sua qualidade de vida normal.

Causas da condromalácia patelar

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Segundo especialistas, uma das principais causas da condromalácia é a pressão exagerada sobre a região da patela. São várias as situações responsáveis por esse exagero, mas é comum, especialmente, que fraqueza dos músculos do joelho, a falta de controle do movimentos dos membros inferiores e a realização incorreta do gesto esportivo ou exagerada do volume de atividade sejam os fatores relacionados ao distúrbio.

Além destes, o excesso de peso corporal e a realização de movimentos intensos e repetitivos são frequentemente percebidos como originadores dessa síndrome da dor patelo femoral. Assim como uma pancada local e o uso constante de saltos. Há casos, contudo, em que o médico nem mesmo consegue determinar a causa da ocorrência.

Sintomas do problema

Muitos indivíduos podem passar a vida inteira sem desenvolver sintomas especificamente relacionados à condromalácia. E especialmente nos primeiros estágios do problema, o paciente que apresenta a lesão pode não percebe nenhum sintoma. Quando os sinais aparecem, porém, são caracterizados especialmente pela dor na parte da frente do joelho. Dor esta, aliás, que se torna mais intensa com a realização de movimentos simples e que envolvem descarga de peso, como saltar, subir escadas e ajoelhar. Também é comum que o indivíduo apresente dor ao passar longos períodos sentado, com o joelho dobrado.

Como a condição é diagnosticada?

A busca por um profissional da saúde deve ocorrer logo que a dor no joelho se tornar intensa e/ou recorrente. Imagine, por exemplo, que você realiza uma atividade física mais intensa, ou que sofra uma pancada no joelho. É comum que essas situações gerem dor, mas apenas por alguns dias. Se o incômodo não desaparece, porém, pode ser sinal de uma condição mais grave, como a alteração tratada neste texto ou várias outras a que o joelho está sujeito.

Resultado de imagem para condromalácia patelar raio xAssim, é importante buscar o auxílio de um fisioterapeuta especializado ou ortopedista. No consultório, o especialista vai procurar conhecer seus sintomas; qual a intensidade e o tipo de dor percebida; quando os sinais começaram; e se eles se agravam ou abrandam com alguma atividade. Também é comum que o especialista questione o paciente sobre a ocorrência de problemas semelhantes em sua família, uma vez que certas condições no joelho têm características hereditárias.

Na segunda parte do diagnóstico, é realizado um exame físico. Aqui, ele palpa e pressiona diferentes partes do joelho, de modo a perceber a localização da dor. alguns outros testes são feitos, ainda, para auxiliar na percepção da capacidade do movimento do paciente.

Para completar a definição do problema, são utilizados exames de imagem, como a tomografia computadorizada, raio X e ressonância magnética. Visualizando o interior do joelho, o especialista tem maior facilidade em determinar possíveis alterações relacionadas à dor e os seus reflexos para a perna.

Tratamento da condromalácia patelar

Assim que o diagnóstico da condromalácia patelar é realizado, o tratamento indicado pode focar na eliminação ou controle do agente causador, evitando a intensificação do problema. A abordagem conservadora tem grande espaço no tratamento da condromalácia, uma vez que a cirurgia, em grande parte dos casos, apresenta efeitos limitados. Neste contexto, a fisioterapia é um dos principais caminhos para o tratamento de pacientes com dor anterior no joelho.

Realização da fisioterapia

Sem dúvida, um dos métodos mais eficazes para o tratamento da condromalácia patelar é a fisioterapia. Por meio de uma série de exercícios, o paciente consegue fazer a reeducação dos seus movimentos, trabalhar técnicas articulares manuais e fortalecer o corpo. Como resultado, a pressão sobre o joelho diminui, assim como as consequências da síndrome.

Dentro de um protocolo de reabilitação, a fisioterapia dispõe de recursos de eletrotermofototerapia que são usados inicialmente com enfoque na redução da dor e controle dos processos inflamatórios das estruturas do joelho que também são afetadas pela sobrecarga. Com esse intuito, de forma simples e de baixo custo, a aplicação de pacotes de gelo sobre a região anterior do joelho apresenta ótimo efeito analgésico e pode ser feita em casa. O uso da joelheira (sem o furo na região anterior) também é um importante coadjuvante nessa fase do tratamento. Ela melhora o encaixe da patela sobre o fêmur, promovendo melhor distribuição das cargas e consequentemente redução da dor.  Nessa fase associa-se também o uso de medicamento anti-inflamatórios e eventualmente condroprotetores. Resultado de imagem para condromalácia patelar gelo

Após o controle da dor, na tentativa de melhorar a estabilidade e a absorção das cargas que passam pela articulação femoropatelar, é realizado um trabalho específico de fortalecimento dos músculos do quadril e joelho. O ganho de força muscular garante a atenuação das forças que agem sobre o joelho, poupando as demais estruturas dessa articulação. Isso funciona como um mecanismo ‘’protetor da cartilagem’’ e pode impedir ou retardar a progressão da doença condral.

Além do fortalecimento, o treino do controle dinâmico dos membros inferiores é parte fundamental do tratamento. É realizado um treino progressivo de reeducação, voltado para a correção de padrões anormais de movimento evidenciados nesses pacientes durante atividades com descarga de peso, na tentativa de melhorar a congruência (encaixe entre a patela e o fêmur) da articulação patelofemoral durante todo o arco de movimento do joelho. Isso garante uma melhor distribuição de cargas por toda a superfície da patela, reduzindo a sobrecarga na cartilagem e consequentemente no osso subcondral e demais estruturas do joelho.

Quando lesada, a cartilagem ainda faz a liberação de enzimas inflamatórias. Isso pode danificar por completo o tecido, gerando a artrose. As limitações provocadas pela artrose são muito mais intensas, assim como os sintomas relacionados a ela.

Uso de remédios

Contra a dor provocada pela condromalácia, o paciente pode utilizar analgésicos. É importante, contudo, que os medicamentos sejam prescritos pelo médico. Apenas o especialista poderá indicar a dosagem e a substância correta para o tratamento, evitando que os remédios causem problemas maiores.

Realização de cirurgias

Apesar da efetividade de uma cirurgia ainda não ser consenso entre os médicos, ela pode ser indicada para o tratamento da condição patelar. Neste caso, o cirurgião realiza uma artroscopia, uma operação na qual remove os fragmentos de cartilagem danificada do joelho e promove uma espécie de limpeza na articulação.

Também é possível que ele realize cirurgia para realinhamento do joelho. O método é indicado para casos mais graves, em que a condromalácia já está associada a um caso de deformidade estrutural e isso  prejudica de forma incisiva a capacidade de movimento do paciente.

Uso do Hialuronato de Sódio

O hialuronato de sódio é uma substância que, quando infiltrada no joelho, pode melhorar a lubrificação da área. Sua aplicação auxilia no "fortalecimento" da camada de ácido hialurônico natural que reveste a cartilagem da patela.

Pratica de exercícios

Muitos acreditam que, após o diagnóstico de problemas no joelho, a prática de esportes deverá ser eliminada do dia a dia. Isso, contudo, está incorreto. Em vez de se tornar sedentário, o paciente com condromalácia patelar precisa apenas adaptar os exercícios e a intensidade de prática à sua nova condição, além de tentar melhorar sua capacidade interna de suportar cargas, com exercícios localizados.

De qualquer modo, é comum que seja necessária uma pausa ou redução nas atividades físicas no início do tratamento. Com a recomendação de um especialista, porém, o esporte adequado poderá ser realizado aos poucos.

Ficou com alguma dúvida sobre a condromalácia patelar? Entre em contato com o Instituto Trata e descubra qual o melhor método de tratamento para o seu diagnóstico!

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A artrose é uma das doenças degenerativas mais comuns. Isso porque, as cartilagens do corpo se desgastam naturalmente ao longo dos anos, devido à grande intensidade de uso e alterações fisiológicas da idade. Mas você sabe o que a doença provoca? E o tratamento para artrose? Acompanhe o texto e descubra!

O que é a artrose?

As cartilagens são estruturas que recobrem as extremidades dos ossos do corpo. São elas que impedem o contato direto entre um osso e outro, o que poderia causar atrito, dor e desgaste acentuado. Porém, ao realizar essa função, essas estruturas sofrem impacto constante. Assim, ficam muito sujeitas a desgaste, o que acontece naturalmente com o avançar da idade do indivíduo.

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O princípio é o mesmo do que acontece com as peças de um automóvel. Ao longo do tempo de uso, as estruturas do veículo se desgastam e precisam ser trocadas para manter o bom funcionamento do auto. No corpo, porém, as cartilagens não podem ser substituídas ou regeneradas. Nesse caso, é importante prevenir problemas, evitando o atrito exagerado entre as estruturas articulares.

Isso pode ser feito, por exemplo, no cuidado durante a realização de exercícios físicos. Diante de fraqueza musculares, em casos em que o esporte é praticado de forma incorreta, ou então muito intensa, as cartilagens terão que lidar com pressão maior do que aquela para qual estão preparadas.

Regiões que suportam grande peso e alta demanda de movimento são as mais sujeitas à artrose. Isso inclui, então, a coluna vertebral, o quadril e os joelhos. No caso destes últimos, a pressão diária é ainda maior, pois  são os principais responsáveis por garantir a locomoção do indivíduo.

Movimentos repetitivos, história familiar, má postura e tabagismo também são fatores de risco para o desenvolvimento da artrose/osteoartrose. Assim como doenças ósseas ou inflamatórias e também fraturas. De qualquer modo, a população idosa ainda é a mais acometida, sendo que 80% dos indivíduos com mais de 75 anos sofrem com a doença.

Sintomas da artrose

Também chamada de gonartrose, a artrose no joelho tem como principal sintoma a dor nessa articulação. Geralmente, esse incômodo é maior durante a prática de esforços, sejam eles do simples andar ou da prática de atividades físicas. No repouso, a dor diminui – apesar de que, num estágio mais avançado, o indivíduo pode apresentar dor logo no início da manhã e dificuldade a noite para dormir, também por conta da dor.

É igualmente comum que o paciente com artrose perceba certa rigidez do joelho ao se levantar após o período de repouso. A dificuldade desaparece em cerca de 30 minutos. Estalos, rangidos e crepitações são constantes e, muitas vezes, aparecem no mínimo movimento.

Resultado de imagem para artrose joelho inchaçoJá o inchaço e o calor são comuns na fase inflamatória da doença, e podem facilmente ser percebidos com o toque. A sensação é de aumento da articulação, o que também dificulta o andar e o esticar da perna. O edema é provocado pela inflamação da membrana sinovial, que recobre o joelho.

Tanto um, quanto ambos os joelhos, podem ser afetados pela artrose. Ainda assim, é comum o aparecimento do problema em apenas uma perna. Se ocorrer em ambas, a inflamação pode gerar sintomas diferentes, uma vez que as articulações costumam estar em estágios diferentes de desgaste.

Em quadros mais avançados, o joelho pode apresentar deformidade, tornando-se, por exemplo valgo ou varo. A configuração em valgo é aquela em que os joelhos parecem se tocar, de tão próximos, enquanto na conformação em varo, parecem estar mais afastados, alinhados para fora. Progressivamente, esses problemas dificultam a locomoção correta.

Diagnóstico da gonartrose

Para diagnosticar a artrose no joelho, o médico realiza exames clínicos e de laboratório. Estes últimos são utilizados principalmente para a eliminação do diagnóstico de reumatismo, que provoca sintomas semelhantes ao da gonartrose.

O exame clínico, por sua vez, consiste especialmente no toque da região do joelho. Assim, o especialista pode perceber melhor o inchaço, sensação de calor e pontos de dor.

Realizar radiografias é igualmente essencial. Por meio delas, o médico consegue visualizar o interior da articulação, e assim verificar o grau de desgaste da mesma. Se necessário confirmar o diagnóstico, também podem ser utilizados outros exames de imagem, como a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética.

Tratamento para artrose

O tratamento para artrose é feito especialmente por meio de remédios e fisioterapia. Com esses métodos, o paciente pode diminuir o avanço da doença e manter uma boa qualidade de vida. Acompanhe abaixo as opções utilizadas para terapia.

Remédios

Assim que inicia o tratamento para artrose, é comum que o paciente passe a utilizar remédios analgésicos e anti-inflamatórios. Eles serão responsáveis por diminuir a dor e outros incômodos e assim garantirão um dia a dia mais normal ao afetado pela doença.

Entre os analgésicos mais utilizados estão o Dipirona e o Paracetamol. É fundamental que seu uso seja feito apenas com indicação médica, de acordo com os horários receitados pelo especialista. A automedicação é perigosa, e pode ter efeitos adversos no organismo.

Falando dos anti-inflamatórios, os mais comuns são o Ibuprofeno ou Naproxeno. Eles estão disponíveis para o uso oral ou por pomada, e o mais adequado pode ser avaliado pelo profissional responsável pelo tratamento.

Infiltração do joelho com ácido hialurônico

Resultado de imagem para artrose joelho infiltracaoOutro método comum de tratamento da doença é feito por meio do uso do ácido hialurônico. A substância funciona para “reposição” do líquido sinovial no joelho.

O líquido sinovial é produzido pela parte interna da membrana sinovial, que reveste o joelho. Ele é o responsável por proteger a cartilagem articular e por lubrificá-la. Quando a artrose está presente, o líquido deixa de ser viscoso, como normalmente o é, e se torna fino e pouco elástico. Logo, ele não mais protege as estruturas, e assim facilita o desgaste da cartilagem.

Quando o ácido hialurônico é injetado no joelho, então, substitui o líquido sinovial em suas funções. Melhor protegida, a cartilagem se desgasta em ritmo mais lento, e diminui a ocorrência de sintomas. Essa terapia é chamada de viscosuplementação, e é feita por período aproximado de 8 meses.

Tratamento cirúrgico

Em situações de grande desgaste das cartilagens, o médico pode recomendar a realização de uma cirurgia. Nesse caso, as técnicas mais utilizadas são a artroplastia e a osteotomia. A primeira é feita por meio uso de uma prótese no joelho e substitui parte ou toda a extremidade final dos ossos desgastados.

No caso da osteotomia, o procedimento cirúrgico corrige o eixo do joelho. Isso equilibra a dissipação do peso do paciente sobre o joelho, o que tende a diminuir o desgaste em áreas específicas.

Fisioterapia

Realizar a fisioterapia é mais do que fundamental para o tratamento da artrose. Isso porque, equilibrar e fortalecer a musculatura com o foco em alívio da dor e em reduzir o máximo possível o desgaste progressivo da cartilagem, corrigindo os movimentos do paciente. Logo, a incapacidade progressiva provocada pelo problema é adiada.

Ao mesmo tempo, a fisioterapia garante maior facilidade de realização dos movimentos do dia a dia. Sem o tratamento adequado, o simples andar pode ser fonte de dor e de maior degradação da estrutura articular.

De forma geral, a fisioterapia é indicada sempre que o paciente apresenta sintomas. Para realizá-la, é preciso seguir as orientações de um fisioterapeuta. O profissional será o responsável por montar um quadro de exercícios específico para a sua gravidade de artrose, tornando os efeitos dos exercícios o mais benéficos possível.

Ademais, o indivíduo costuma ter que realizar exercícios também em casa, garantindo a continuidade do tratamento mesmo nos dias em que não visita o consultório fisioterapêutico.

Técnicas “básicas”

Resultado de imagem para compressa fria joelhoO meio mais “básico” de tratamento da artrose no joelho por fisioterapia é utilizar de diferentes temperaturas. O calor pode ser aplicado por meio de compressas de água quente ou por outros, e costuma ter efeito relaxante, principalmente sobre os músculos. Enquanto isso, o frio é indicado para crises inflamatórias, e é capaz de diminuir a dor e controlar o inchaço.

Ultrassom terapêutico e o LASER, são recursos da fisioterapia que  tem ambos os efeitos, ou seja, eles são analgésicos e anti-inflamatórios.

Correntes elétricas

O fortalecimento muscular é fundamental no tratamento da gonartrose. Isso porque os músculos também são responsáveis pela proteção das articulações contra impactos do dia a dia. Uma forma de garantir esse fortalecimento é utilizar de correntes elétricas excitomotoras (estimulam os músculos a contrair). Elas são interessantes principalmente para ao reforço do quadricípite, músculo localizado na parte da frente da coxa e extremamente acometido nos casos de artrose do joelho.

Exercícios indicados

Os exercícios realizados na fisioterapia para tratar gonartrose têm como objetivo melhorar a postura do indivíduo, diminuir o desgaste do joelho, melhorar a marcha e seu equilíbrio. São diversos os disponíveis, mas citaremos apenas dois, que são cheios de benefícios.

Exercícios de fortalecimento

Quando se trata de gonartrose, inúmeros músculos tem indicação de fortalecimento. Mas dentre os grupamentos musculares que, uma vez fortalecidos, mais beneficiam esse paciente estão os músculos glúteos, o quadríceps e a panturrilha. Já se sabe que, mesmo se tratando de uma alteração no joelho, o fortalecimentos da musculatura glútea promove grandes benefícios, uma vez que esses músculos "controlam' grande parte das formas de dissipação de cargas através dos membros inferiores como um todo.

Resultado de imagem para artrose no joelho fisioterapiaPilates

O Pilates é um método que envolve alongamentos e exercícios físicos. Ele utiliza o peso do próprio corpo do indivíduo e resistências de molas para execução. Atividades específicas da técnica possuem grande poder de correção do equilíbrio e fortalecimento das pernas, braços e abdome. A escolha da prática, contudo, deve ser feita por um profissional, pois os exercícios adequados variam de acordo com a gravidade da osteoartrite instalada.

Prevenção

Como citado ao longo deste texto, é fundamental evitar a pressão exagerada sobre os joelhos. Assim, as cartilagens serão mais bem conservadas, evitando seu desgaste rápido. Logo, a prevenção da doença inclui, por exemplo, a manutenção de um peso ideal ao longo da vida, pois a carga exagerada suportada pelo joelho é bastante prejudicial à estrutura.

Lembre-se ainda de realizar os exercícios físicos regularmente e na medida certa. Em vez de mais saúde, o exagero pode provocar uma série de problemas, não só no joelho, mas em todas as estruturas do corpo. Por isso, sempre que possível, conte com a orientação de um profissional da Educação Física. Além de conhecer o melhor modo para a prática física, ele poderá indicar o esporte mais adequado ao seu tipo de corpo.

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A tendinite é um problema em que o tendão, estrutura responsável por ligar músculo e ossos. Em geral, denominamos de tendinite a condição de inflamação do tendão. Neste texto, vamos abordar a tendinite patelar, já que ela é uma das condições que mais frequentemente provoca dores na região do joelho. Acompanhe tudo sobre a inflamação, incluindo as causas e sintomas de tendinite! Casos de tendinite se desenvolvem em diferentes partes do corpo. Sua ocorrência mais comum é em articulações que se movimentam muito no dia a dia. É o caso, por exemplo, do ombro, em que a inflamação é chamada de tendinite supra-espinhosa. O problema é igualmente habitual no cotovelo (epicondilite), no tendão de Aquiles (calcânea) e no joelho (tendinite patelar - uma das mais comuns).artroscopia-joelho A tendinite patelar ocorre no tendão abaixo da patela. Ali, há o tendão patelar, que liga a rótula à tíbia. O problema se desenvolve devido a degeneração e inflamação da estrutura e costuma aparecer de forma gradual. Ao longo da inflamação, contudo, as dores e demais sintomas aumentam. Se não tratada, a condição pode dificultar bastante o movimento da perna do indivíduo e a realização de atividade física. Também conhecida como joelho do saltador, a inflamação é mais comum entre atletas. Especialmente naqueles que realizam saltos repetitivos, como os praticantes do vôlei, basquete, salto com vara, futebol e atletismo. O impacto constante na região tende a favorecer o desgaste e inflamação do tendão. Além destes, um “público” comum para a tendinite são os idosos. Nesses indivíduos, porém, a inflamação se desenvolve devido ao desgaste natural e progressivo do tendão, algo a que todos estão sujeitos ao longo da idade.

Sintomas da tendinite

  Entre os sintomas da tendinite, sem dúvida o que mais se destaca é a dor na área abaixo da patela e, às vezes, no centro do joelho. O sinal surge e se desenvolve gradualmente, aumentando sua intensidade à medida que a inflamação também se intensifica ou que o indivíduo não para a atividade que deu início à sobrecarga. artroscopia-joelhoQuando o indivíduo realiza movimentos mais intensos, especialmente durante a prática de esportes, o sintoma piora e, por vezes, pode se tornar incapacitante. Ainda pode ocorrer de o paciente com tendinite patelar apresentar inchaço no joelho, e certa rigidez da região, especialmente ao acordar. É importante destacar que a dor dessa inflamação não costuma se irradiar para outros locais da perna. Caso isso ocorra, é provável que o problema seja outro ou que a tendinite patelar seja apenas um dos diagnósticos. Independentemente da causa do sintoma, no entanto, é fundamental que o indivíduo busque diagnóstico médico e tratamento adequado.

“Estágios” da dor

  É possível dividir a tendinite no joelho em alguns estágios, cada um deles caracterizado por intensidades diferentes da dor. No estágio 1, por exemplo, o paciente afetado percebe um desconforto após realizar atividade física. Especialmente se essa atividade envolve saltos. Nessa etapa, entretanto, o indivíduo ainda consegue finalizar o exercício sem grandes problemas. Já na segunda fase da inflamação, a dor surge logo no início do treino. Aqui, o tendão também pode se mostrar inchado, e o joelho sensível ao toque. Finalmente, na terceira fase da tendinite o processo inflamatório está consolidado, e a dor se torna crônica. A resolução da inflamação nessa etapa é mais complicada e o tendão dificilmente obterá sua elasticidade normal. O paciente ainda precisa abandonar a prática esportiva por um tempo, e buscar outra que não exija do joelho, enquanto ele faz o tratamento. Considerando essas etapas, é essencial que o indivíduo busque auxílio médico até o momento da fase dois. Se a dor se tornar mais comum e surgir logo no início de um exercício, ligue o sinal de alerta. Do contrário, a inflamação poderá evoluir e causar problemas ainda maiores.

Causas da tendinite

  Como citado anteriormente, a inflamação do tendão patelar ocorre devido ao desgaste u sobrecarga na estrutura. Este desgaste, assim como de qualquer parte do corpo, é algo que acontece naturalmente com o avanço da idade. Afinal de contas, quanto mais uma estrutura é utilizada, mais gasta ela se torna. Logo, a condição é mais comum após os 30 anos. Contudo, existem situações em que o tendão pode se desgastar mais rapidamente do que o considerado natural. Isso ocorre quando ele absorve impactos em excesso e recebe pressão exagerada. São diversas as situações em que esse exagero pode ocorrer no dia a dia. Primeiro, com a execução incorreta do esporte. Antes de iniciar um exercício físico, o atleta precisa preparar seu corpo com um bom programa de fortalecimento. Caso não o faça, poderá desgastar mais facilmente o joelho. A prática exagerada de esportes é igualmente perigosa. Tal qual o aumento exagerado e abrupto do volume de treino. Além disso, utilizar calçados desconfortáveis também pode ser um problema. Tanto na prática de esportes, quanto no cotidiano. Finalmente, desequilíbrios musculares podem favorecer o desgaste dessa estrutura. Por isso, é fundamental cuidar para que os músculos das pernas permaneçam fortes, independentemente do esporte realizado.

Diagnóstico do problema

  Para o diagnóstico da tendinite, o especialista busca entender primeiro os sintomas do indivíduo: se há dor, inchaço e qual a  localização. Com essas informações conhecidas, ele terá maior noção da possibilidade da inflamação, e vai solicitar exames para confirmar a suspeita. Os exames que diagnosticam o joelho de saltador são a ultrassonografia e a ressonância. Ambos os testes dão ao especialista a possibilidade de verificar o interior da perna e a inflamação do tendão. A radiografia é uma exame que costuma ser pedido, mas permite apenas eliminar a existência de uma fratura, que provocaria sintomas parecidos na região. Ademais, o paciente pode passar por uma ressonância magnética. O exame permite a análise do depósito de cálcio no joelho, algo bastante comum quando há tendinite. Uma ressonância ainda pode ser útil para o diagnóstico de uma lesão mais grave no tendão,\ ou mesmo da bursite. A bursite é a inflamação da bursa, umas bolsas de líquido sinovial presentes nas articulações e que minimizam o atrito entre as estruturas durante os movimentos.

Tratamentos da tendinite patelar

  Quando a tendinite ainda está em seu estágio inicial, é possível tratá-la mais facilmente. Uma técnica que ajuda bastante é a aplicação de gelo no local. Para isso é necessário que o indivíduo coloque a perna afetada em repouso, posicione uma bolsa de gelo sobre o joelho por cerca de 25 - 30 minutos, 3 vezes por dia. Porém, caso a dor não desapareça em três dias, é sinal de que o problema é pouco mais intenso. Logo, é fundamental buscar o médico e solicitar o diagnóstico da condição. Com o diagnóstico realizado, o ortopedista poderá receitar analgésicos e anti-inflamatórios ao paciente. Geralmente são utilizados medicamentos como o Ibuprofeno ou o Naproxeno. Somado ao uso dos remédios, é indicado que o paciente realize uma avaliação e algumas sessões de fisioterapia, com foco na reabilitação do tendão inflamado. Continue acompanhando o texto, que logo mais apresentaremos os exercícios mais comumente realizados. Se a inflamação for mais resistente, é relativamente comum que o médico indique a injeção direta de medicamentos no joelho. Os remédios a base de cortisona podem aliviar a dor, mas também enfraquecer o tendão no futuro. Por isso, sua utilização é bastante ponderada. Além destes, é possível usar o tratamento com laser e o ultrassom com o gel e anti-inflamatório na fisioterapia. Por fim, a cirurgia é indicada em casos mais graves. Ainda assim, o procedimento é bastante raro, pois os métodos conservadores geralmente conseguem tratar o problema. Quando utilizada, a operação faz a incisão do tendão danificado e limpeza da estrutura.

Fisioterapia para a reabilitação

  O primeiro passo para a fisioterapia, é investir em procedimentos específicos, como o tratamento com laser e ultra-som que ajudam a acelerar o processo de reparação do tendão, auxiliando na redução da inflamação. Ainda na fase aguda ou no início do tratamento não é incomum que o fisioterapeuta solicite que o paciente reduza a carga das atividades esportivas. Na grande maioria das vezes não é necessário que o mesmo seja afastado completamente dos treinos, mas os intervalos entre eles podem ser mais longos e o volume e as cargas podem ser diminuídos. Isso é feito para evitar sobrecarga ao passo que o tratamento reduz a dor e os demais sintomas. importancia-fortalecer-joelhosVale lembrar que em casos mais graves e de maior comprometimento do joelho, o atleta ou mesmo o paciente que pratica atividades de finais de semana pode ser solicitado a parar momentaneamente com suas atividades e continuar mantendo o treino cárdio-respiratório em atividades com menor demanda muscular. Em muitos casos o alongamento do tendão acometido realizado na fase inicial, pode prejudicar o tratamento. Alongar não reduz a inflamação e não gera ganho de força, que são os dois objetivos mais importantes da reabilitação das tendinopatias. Além disso, durante o alongamento é provocado o estiramento (afastamento) das fibras do tendão, que já estão danificadas pelo processo inflamatório e isso, muitas vezes, pode piorar o quadro de lesão tecidual dessa estrutura. Associado a isso, o quanto antes deve ser iniciado o fortalecimento dos músculos do quadril e sobretudo joelho, na tentativa de devolver aos músculos a capacidade de absorção de cargas, o que alivia a sobrecarga nos tendões, contribuindo para a redução do processo inflamatório e progressão de danos nesse tecido. É de extrema importância que os músculos associados aos tendões inflamados sejam fortalecidos e isso deve ser feito o quanto antes, porém de forma gradual e supervisionada.caminhar-ajuda-artrose Sabe-se também que exercícios excêntricos podem ter papel importante na melhora da dor e na prevenção de futuras lesões no mesmo tendão. Por fim também é preconizado o treino do controle dos movimentos dos membros inferiores, mas estes apresentem alterações importantes. Isso também evita sobrecarga nos tendões e pode evitar lesões futuras. Lembre-se: o acompanhamento profissional é indispensável ao tratamento, o paciente nunca deve se automedicar e deve seguir as orientações feitas pelo especialista responsável pelo seu quadro.

Prevenção da tendinite e dicas para aliviar os sintomas

  -Aplicar gelo no local da dor, por pelo menos 30 minutos logo após a atividade e algumas vezes ao dia; -Em caso de dor no tendão patelar (dor abaixo da patela), usar tira infrapatelar durante os exercícios ou prática esportiva (tira abaixo da patela para estabilizar o tendão patelar); -Automassagem na região lateral da coxa com rolo, em caso de dor na lateral do joelho; -Ter cautela ao aumentar o volume de treino; -Fortalecer ou reequilibrar a musculatura do joelho e quadril por meio de exercícios localizados; -Ter bons períodos de descanso entre os treinos; -Manter o equilíbrio entre boas horas de sono e boa alimentação.

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Fazer exercícios para fortalecer o joelho é fundamental. Afinal, essa região é uma das responsáveis por garantir o equilíbrio e a mobilidade de todo o corpo. Quando ele sofre alguma pancada, doença ou dor, dificulta muito a locomoção e prejudica a qualidade de vida do indivíduo.

Anatomia do joelho

 

O joelho é formado por uma série de estruturas. São ossos, cartilagens, ligamentos, músculos e mais. Juntos, eles compõem uma das áreas mais complexas do corpo humano e que precisa ser bastante bem cuidada. Afinal, o simples trabalho preventivo pode evitar uma série de doenças e problemas variados.

Resultado de imagem para anatomia joelhoSão três os ossos que compõem a articulação do joelho: a tíbia, a patela e o fêmur. Essas são as estruturas mais sujeitas a problemas na região, além dos ligamentos, tendões e meniscos. Grande parte das lesões está relacionada à pressão ou tensão exagerada nessas estruturas, causada especialmente pelo excesso de volume de treino ou pela realização inadequada de exercícios físicos.

Também chamada de rótula, a patela é um pequeno osso triangular que fica localizado na parte anterior do joelho. A estrutura se articula com o fêmur, o maior osso do corpo.

Já a tíbia se articula com o pé e, do mesmo modo, sustenta o corpo. Os ligamentos, por sua vez, são responsáveis por conectar um osso ao outro, garantindo estabilidade durante os movimento e evitando o deslizamento exagerado entre uma estrutura e outra.

Os meniscos, por outro lado, protegem os ossos. Isso porque eles ficam localizados entre o fêmur e a tíbia, evitado que eles se atritem diretamente. O atrito constante pode provocar o desgaste acentuado dos ossos, o que prejudica completamente a movimentação, além de provocar dor. Cada joelho possui dois meniscos: um medial, mais fixo e mais propenso a lesões; e o lateral, que fica na parte mais externa do joelho.

Importância do fortalecimento dos joelhos

 

Para a proteção contra a movimentação do cotidiano ou mais intensas, como de exercícios físicos, no joelho ainda identificamos estruturas como as bolsas sinoviais. Com líquido sinovial em seu interior, as bolsas diminuem o atrito entre os tendões, músculos e ossos.

Dentre todas as estruturas da perna, contudo, as que mais merecem cuidado são os músculos. Quando os músculos da coxa,  do joelho, panturrilha e outros são fortalecidos, eles absorvem grande parte da carga provocada por cada movimento ou atividade. Logo, protegem os ossos, ligamentos e cartilagens de desgastes. O desgaste dessas estruturas pode levar a doenças como a artrose ou a sinovite.

Fazer a prevenção de problemas deste tipo é bem mais fácil do que tratá-los. Dessa forma, vamos listar, logo mais, alguns exercícios para fortalecer o joelho. Acompanhe!

As atividades podem ser feitas no dia a dia, com cautela, e assim garantir o cuidado com a área. Caso você já sofra com alguma dor, vermelhidão, inchaço ou rigidez, o cuidado deve ser redobrado. Nessas situações, é fundamental contar com o auxílio de um fisioterapeuta. Avaliando seu caso, o especialista poderá indicar as atividades mais adequadas e benéficas.

De qualquer modo, mesmo antes de realizar uma atividade leve, é interessante procurar um médico e fazer um check up. Isso porque, por meio de algumas avaliações e exames, o profissional poderá perceber qualquer tendência para lesões. Caso elas existam, será necessário realizar atividade que não intensifique o problema. Do contrário, ele poderá se desenvolver e causar dores e outros sintomas.

Exercícios para fortalecer o joelho

 

1. Agachamento

 

Existem diversos modos de realizar agachamento. Todos eles promovem ótimos efeitos no fortalecimento do joelho e quadril. Também trabalham glúteos, bíceps e quadríceps, aumentando a proteção dos ossos e ligamentos dessas articulações.

  • Como fazer?

Agachamento livre: para o primeiro tipo de agachamento, contraia o abdômen e mantenha a cabeça erguida. As costas devem permanecer retas durante todo o exercício. Em seguida, posicione os pés a uma distância igual à largura dos ombros, e estique os braços para a frente. O passo seguinte consiste em agachar, dobrando os joelhos e inclinando o quadril para trás. Quando atingir medida aproximada a 90°, estabilize a posição e a mantenha por 10 segundos. Depois, levante o corpo lentamente, ainda com a coluna reta, e realize o movimento novamente, por 20 vezes.

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Agachamento livre com barras: o movimento com barras é bastante semelhante ao anterior. Nesse caso, porém, o joelho deve ser flexionado até atingir o ângulo de 90°. Para que o movimento seja feito de modo adequado, apoie as mãos em uma barra de ferro, ou mesmo numa cadeira. O apoio deve ser fixo, do contrário, poderá provocar acidentes.

2. Agachamentos “especiais”

 

Para fazer agachamentos mais intensos, você pode se beneficiar de outros três exercícios. Cada um deles exige mais do joelho. Porém, se feito de forma correta, pode potencializar o fortalecimento da área.

  • Como fazer?

Agachamento isotônico com resistência: o exercício precisa ser feito com o auxílio de algum peso para o corpo. Um acessório, como uma sandbag (uma bolsa pesada, específica para exercícios), também pode ser utilizado. A carga vai exigir pouco mais do indivíduo e, consequentemente, melhorar seu condicionamento.

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Agachamento com pliometria: fazer a pliometria significa utilizar de alguns saltos para potencializar os exercícios. Assim, o indivíduo precisa se agachar como no exercício livre: com os braços estendidos para a frente ou cruzados atrás da cabeça, as costas eretas e quase atingindo os 90° de flexão da aperna. Depois, ao suspender o corpo, você não deve parar com o joelho estendido. Em vez disso, dê um pequeno salto, e retorne logo para o agachamento. O exercício deve ser realizado 10 vezes, em três séries. Dê um minuto de intervalo entre uma série e outra, para que a perna não sofra estresse exagerado.

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Agachamento unilateral na jump box: esse tipo de atividade deve ser realizado com o auxílio de uma caixa, ou mesmo de um degrau da escada. Mantendo a perna direita em cima deste apoio, desça a esquerda e agache o máximo possível. Alterne as pernas a cada movimento e não esqueça que no momento do agachamento você deve sempre projetar o tronco para frente e o quadril para trás.

3. Adução do quadril

 
  • Como fazer?

Para realizá-lo, você deve se deitar de lado em um colchonete ou esteira. Apoie o cotovelo no chão e mantenha uma das pernas flexionadas. O membro sobre o qual você está deitado deve permanecer estendido e, então, elevado. Mantenha a posição por 10 segundos, realizando o movimento três vezes. Depois, mude o lado da atividade. Realize ao menos três séries com cada perna, mantendo-a no alto por 10 segundos ou subindo e descendo por 10 ou 15 vezes.

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4. Stiff

 

Entre os exercícios para fortalecer os joelhos, o stiff é um dos que mais trabalham o glúteo e a parte posterior da coxa (composta pelos músculos isquiotibiais).

  • Como fazer?

Na hora de realizar o exercício, permaneça com as costas eretas. Em pé, estenda os braços ao lado do corpo e coloque os pés paralelos um ao outro. Deve ser feito segurando halteres ou uma barra. Em seguida, com os joelhos levemente dobrado, flexione o tronco para frente e retorne a posição ereta logo em seguida. Faça três séries de 10.

5. Avanço e Afundo

 

Na maior parte das vezes, o avanço e o afundo são realizados em conjunto. Isso porque, os exercícios funcionam para o fortalecimento da região posterior da coxa e glúteos. Também fortalecem o quadríceps, fundamental para a proteção do joelho.

  • Como fazer?

Avanço: primeiro, fique de pé com os pés afastados. Em seguida, dê um passo longo para a frente, sem curvar o tronco. A coxa da perna que foi movimentada deve atingir a posição horizontal. Desfaça o movimento, volte à posição inicial e faça a atividade com a outra perna.

Afundo: flexione uma das pernas à frente do corpo, com a perna de trás fique aponta do pé e com o joelho flexionado, afunde o corpo para o chão, até que os joelhos atinjam os 90°. Retorne para a posição inicial e faça o movimento com a segunda perna. Tanto o afundo, quanto o avanço, devem ser feito em três séries de 10 com cada perna.

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6. LegPress

 

Se você deseja fazer o LegPress, precisa de uma máquina específica, muito disponível nas academias. Ela possui um peso e permite que o indivíduo suspenda essa resistência de forma confortável. A prática trabalha os músculos do quadríceps e glúteos.

  • Como fazer?

Sente-se no equipamento de legpress, mantendo o quadril bem encaixado e imóvel no assento. Os ombros e coluna também precisam ser mantidos corretamente apoiados no banco. Em seguida, o indivíduo insere a perna por baixo da parte flexível do equipamento, e então o suspende apenas com o movimento do membro inferior. Os movimentos precisam ser feitos de modo a estender a flexionar as pernas.

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7. Flexão de pernas

 

A flexão de pernas, por sua vez, consegue trabalhar os músculos isquiotibiais, ou seja, da parte traseira da coxa.

  • Como fazer?

Para realizar a flexão, dobre um dos joelhos para trás. O calcanhar deve encostar no bumbum, sendo mantido assim por 10 segundos. Alterne e a perna e faça o movimento por 15 vezes, em três séries. Visando garantir o equilíbrio, apoie as mãos na parede ou numa cadeira. O ideal é que seja feito com alguma resistência presa à perna, com uma caneleira.

Outro modo de realizar o exercício é se deitar de barriga para baixo. O calcanhar também deve ser levado à parte de trás da coxa, quase chegando aos glúteos. Realize os movimentos com a mesma frequência do anterior.

8. Elevação de pernas

 
  • Como fazer?

De costas no chão, posicione os braços estendidos ao longo do corpo. Em seguida, flexione um das pernas e apoie o pé no chão. A segunda perna deve ser erguida, com o pé apontando para o teto e o joelho em extensão. Mantenha a posição por 10 segundos e troque de perna. Realize o exercício por 15 vezes, em três séries.

9. Bicicleta

 

Quando o objetivo é praticar um esporte, um dos mais adequados é o ciclismo. Andar de bike é realizar uma ótima atividade aeróbica e que condiciona bem os músculos. Porém, é fundamental não exagerar na prática: faça 30 minutos diários ou uma hora três vezes por semana.

10. Exercícios na água

 

A principal vantagem dos esportes realizados na água é que eles diminuem a chance de sobrecarga pelo peso. Além disso, eles fortalecem rapidamente o corpo, devido ao grande esforço físico necessário. Assim, é interessante investir principalmente na natação e na hidroginástica.

11. Pular corda

 

Pular corda de forma leve consegue recrutar muito bem os músculos da panturrilha e coxa. Como é necessário flexionar e estender os joelhos, o movimento de pulo ainda ajuda no equilíbrio e na estabilização das pernas, além de ser uma boa prática aeróbica.

12. Yoga

 

Quando pratica o Yoga, o indivíduo se beneficia do realinhamento obtido em todo o corpo. O exercício ajuda na postura e coloca os músculos em equilíbrio.

  • Como fazer?

São várias as posições utilizadas no Yoga. Entre elas, a Dandasana, Suptadaṇḍāsana e Setubandhāsana são as mais benéficas. Acompanhe nas imagens a seguir.

Resultado de imagem para yoga Dandasana

Resultado de imagem para yoga Suptadaṇḍāsana

Resultado de imagem para yoga SetubandhāsanaAntes de realizar qualquer desses exercícios para fortalecer o joelho, lembre-se de consultar profissional especializado. Juntos, vocês poderão escolher a prática mais adequada para o seu bem-estar.

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Sentir dor na lateral do joelho é algo relativamente comum, especialmente para atletas. São diversas as causa que podem levar ao incômodo: desde pancadas diretas sobre a região, até lesões  em ligamentos ou tendões.

Além destes, a dor pode ser provocada por lesão no menisco lateral. Ou então pela chamada tenossinovite, que é uma inflamação do revestimento da bainha do tendão. A osteoartrose fêmuro-tibial lateral também pode levar a uma condição de dor e desconforto local.

Dentre todas, no entanto, a que mais se comumente encontrada é a síndrome da banda iliotibial. Também conhecida como joelho de corredor, ela é bastante frequente em atletas, sobretudo os praticantes de corrida. É sobre ela que falaremos neste texto, abordando todos os seus sintomas e tratamentos. Acompanhe!

A síndrome da banda iliotibial tem como característica principal a dor intensa na região lateral do joelho. Ela ocorre principalmente em praticantes da corrida que fazem ao menos 10 km por treino. Ciclistas são igualmente um grupo de risco para o problema.

A banda iliotibial uma densa faixa de tecido fibroso na lateral da coxa. Ela se origina na espinha ilíaca ântero-superior, passa pela lateral do joelho, onde sua dor costuma se manifestar, e se insere na tíbia. Essa estrutura é responsável;avel por executar uma série de movimentos dos membros inferiores, como no caso da abdução da articulação do quadril, assim como em sua rotação interna e flexão da coxa

Nos corredores, o mecanismo básico de lesão da banda iliotibial é o atrito entre a estrutura e o epicôndilo lateral do fêmur. Isso ocorre a cada momento em que o pé é apoiado no chão. A fricção e movimentos repetitivos são os que geram a inflamação nessa estrutura, comprometendo a integridade dessa região.

Dor na lateral do joelho: causas

 

Sempre que um indivíduo realiza atividades físicas, seu corpo passa por um ciclo. Primeiramente, durante o treino, ocorre lesão dos tecidos envolvidos no movimento. Logo depois, no repouso, o corpo faz a reparação destes tecidos, garantindo que eles permaneçam saudáveis e se adaptem às cargas a qual foram expostos.

Indivíduos que praticam esportes de maneira muito intensa, porém, dificultam este ciclo. As lesões de práticas mais vigorosas são maiores, e por isso demandariam maior tempo para se recuperarem. Com a frequência maior de prática, o atleta não dá ao corpo o tempo necessário para descanso e reparo. Assim, uma lesão vai se acumulando à outra, e em certo ponto a banda iliotibial inflama.

Resultado de imagem para joelho varoFatores como ter os joelhos “desalinhados” também podem estar relacionados ao desenvolvimento de estresse na região lateral do joelho. Aqui, podemos citar principalmente a ocorrência do joelho varo, em que os joelhos têm posição “projetada” para fora. Enquanto isso, o joelho valgo é situação em que os joelhos estão "projetados"para dentro.

O encurtamento da fáscia lata, ou seja, da estrutura fibrosa que envolve a porção lateral da coxa é da mesma forma um possível fator relacionado à dor na lateral do joelho. Tais quais fatores mecânicos individuais, como a discrepância, que consiste na diferença de comprimento entre as pernas.

Finalmente, a fraqueza de músculos dos glúteos e da coxa também podem levar à síndrome da banda iliotibial. Por isso, é fundamental garantir que todo o corpo esteja forte e saudável para a prática do esporte.

Dor na lateral do joelho: sintomas associados

 

Sem dúvida, a principal queixa daqueles que sofrem da síndrome da banda iliotibial é a dor na lateral do joelho. De forma geral, é difícil para o paciente indicar a localização exata da dor: ela se apresenta de maneira difusa, ao longo de toda a lateral do joelho. O incômodo costuma surgir durante ou logo após a prática de atividade física, ou então por períodos em que o indivíduo permanece muito tempo sentado.

No entanto, o sintoma no joelho não é o único que indica a presença do problema. Se não tratada, a primeira condição de dor pode levar ao incômodo de outras áreas, a face lateral do quadril e região mais anterior do joelho.

Em alguns casos, também é possível observar o inchaço da área. Além disso, o paciente pode narrar estalos ou crepitações constantes nos movimentos de extensão e flexão do joelho.

Dor na lateral do joelho: diagnóstico

 

Para o diagnóstico da dor na lateral do joelho, o médico realiza uma série de exames. O primeiro deles consiste na palpação da lateral do joelho, algo feito aproximadamente dois centímetros acima da linha da articulação. A dor tende a piorar se o paciente mantém o joelho flexionado a 30°.

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Ao mesmo tempo, o profissional da saúde pode solicitar que o paciente caminhe. Quando sofre dessa lesão, o indivíduo tende a andar com o joelho em extensão, visando evitar o atrito do tendão no epicôndilo femoral lateral.

Na etapa seguinte do diagnóstico, será avaliado a história clínica do paciente. O indivíduo costuma realizar atividades físicas? Se sim, quais? Quando a dor começou? A dor evoluiu ou se manteve estável? O indivíduo já conviveu com outros problemas na região do joelho?

A confirmação da descoberta pode ainda ser realizada por meio da Ressonância Nuclear Magnética- RNM. Com ajuda do exame de imagem, o especialista conseguirá avaliar a localização e extensão da inflamação. Quando o problema existe, a ressonância magnética mostra uma banda iliotibial mais espessa do que o comum e sobre o epicôndilo femoral lateral. Há situações em que é possível perceber o acúmulo de líquido numa região profunda da banda iliotibial e inflamação das bursas da região.

Dor na lateral do joelho: prevenção

 

Antes de abordarmos o tratamento para a dor na lateral do joelho, é interessante indicar sua prevenção. Afinal, se bem cuidado, o corpo tem menores chances de desenvolver problemas como este.

Para começar, invista numa atividade que lhe traga prazer, mas que não seja realizada em intensidade exagerada, pelo menos inicialmente. Especialistas indicam que a prática ideal consiste em meia hora todos os dias, ou uma hora em três dias diferentes da semana. Lembre-se de dar tempo ao corpo para se recuperar: crie intervalo de ao menos um dia entre cada prática. A prática sem intervalo adequado acumula o desgaste dos músculos e outras estruturas e uma baixa demanda/carga já pode ser o suficiente para causar lesões .

Finalmente, caso perceba dores no joelho, dê a devida atenção a elas. Ignorar o incômodo por muito tempo provavelmente vai agrava o problema e dificultar seu tratamento. Assim, após consumir remédios analgésicos, e a dor retornar, marque uma consulta com um profissional especializado. A recorrência da dor na lateral do joelho é, em grande parte das vezes, sinal de inflamação.

Dor na lateral do joelho: tratamento

 

O tratamento da dor na lateral do joelho passa pro diversas etapas. Inicialmente, é necessário fortalecer os músculos das pernas, glúteos e quadril. Com este fortalecimento o joelho tem mais facilidade em se manter estável, minimizando o atrito exagerado em situações como a do joelho valgo.

Visando aliviar a dor, as compressas de gelo no local tem excelente eficácia. O especialista ainda indica remédios, principalmente anti-inflamatórios. O medicamento deve ser, sempre, indicado por um  médico, de preferência após avaliação física do paciente.

Em seguida, inicia-se exercícios específicos para o tratamento e exercícios de alongamento da fáscia lata/banda iliotibial, caso seja evidenciado encurtamento ou restrições e movimento. Veja a seguir uma ideia de exercício para alongamento:

Alongamento Banda Iliotibial

 

Aqui, será preciso utilizar um rolo específico, comum entre os atletas de corrida e bicicleta. O paciente deve posicioná-lo no chão e se deitar sobre ele com a perna, de lado. Utilizando o peso do corpo, movimenta o rolo, fazendo fricção em toda a lateral da perna. Os movimentos devem ser realizados por tempo entre 2 a 7 minutos, apenas com a perna lesionada.

Resultado de imagem para síndrome da banda iliotibial roloEsses tipos de atividade precisam ser indicados e supervisionados por um especialista. Isso porque a gravidade da lesão exige cuidados diferentes, e a prática por conta própria poderia intensificar o problema.

Caso a fisioterapia não seja suficiente, pode ser sugerida a realização de uma cirurgia, o que, no entanto, raramente acontece. No procedimento cirúrgico mais utilizado, retira-se uma peça elíptica ou triangular da parte posterior da banda iliotibial. Em seguida, cobre-se o epicôndilo lateral do fêmur. A operação é chamada de ressecção da porção posterior da banda iliotibial.

Dor na lateral do joelho: é necessário abandonar o esporte?

 

Apesar da síndrome da banda iliotibial ser provocada geralmente pela prática de esportes, o atleta não precisa abandonar os exercícios para garantir sua saúde. Basta realizar a fisioterapia ou outro tratamento indicado pelo profissional da saúde, e depois garantir que a atividade física será feita da forma adequada, com volume ideal e nos intervalos corretos.

Tem sentido dor na lateral do joelho? Entre em contato com o Instituto Trata e solicite uma avaliação!

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Em caso de lesões, doenças ou síndromes: quando o joelho é afetado, um dos especialistas responsáveis por tratá-lo é o fisioterapeuta. De fora geral, este profissional indica e ajuda na realização de uma série de exercícios, que visam melhorar a capacidade física do paciente e garantir sua mobilidade. Mas antes da indicação de qualquer tratamento, é necessário realizar o diagnóstico da doença/lesão da forma mais precisa possível.

O processo de diagnóstico

  Se você teve ou tem algum problema no joelho, provavelmente já se perguntou: a qual profissional ou especialista devo ir? A decisão parece difícil, uma vez que as causas dos sintomas podem ser muitas, com diferentes abordagens. Para não perder tempo - e dinheiro - você pode procurar, primeiro, um Clínico Geral. O médico possui uma visão global do corpo humano e, assim, pode esclarecer a condição na qual o paciente se encontra. Caso a situação seja “simples”, ele mesmo poderá indicar tratamento. Na maior parte das vezes o joelho requer atenção especial. Então, o Clínico poderá indicar o especialista adequado: o ortopedista ou o reumatologista.artroplastia-de-quadril O ortopedista é o profissional que cuida dos ossos, juntas e ligamentos. Ele será o responsável por avaliar o paciente no caso de torções, fraturas, luxações ou inflamações. Tumores no ossos, casos de artrose e deformidades em seguimentos como a coluna, por exemplo, também são diagnosticadas por este profissional. Já o reumatologista é o responsável por avaliar, dentre outras coisas, as articulações e tecidos do sistema musculoesquelético acometidos por doenças que, em geral, são sistêmicas e de origem indeterminada, como por exemplo o Lupus, a gota, a artrite reumatóide e as artrites em geral. Com o médico especialista correto, o paciente deverá realizar uma série de exames para diagnóstico do seu problema. Costumam ser realizados testes e exames clínicos, bem como os de imagem, como o raio-X, ressonância e tomografia computadorizada. Determinada a condição, o médico poderá determinar o tratamento mais adequado e sempre que necessário, indicar para o fisioterapeuta. Sua primeira consulta também pode ser realizada com um fisioterapeuta, que também será responsável pelo tratamento conservador (sem cirurgia) de muitos dos problemas musculoesqueléticos.

Qual médico trata o joelho?

  Geralmente, o tratamento de um problema no joelho consiste em duas medidas básicas. Há a utilização de remédios, anti-inflamatórios e/ou analgésicos, indicados por médicos, e a fisioterapia. Em alguns casos mais graves, a cirurgia também é indicada. A fisioterapia para lesões do joelho lança mão de técnicas indicadas e administradas pelo fisioterapeuta. Por meio dela, o paciente com lesão ou dor adquire força, reequilíbrio muscular e aprende, quando necessário, a realizar seus movimentos de forma mais otimizada. Na maior parte das vezes, o movimento incorreto do corpo está associado ao desgaste do joelho e de muitas das doenças que o acometem. Outra função da fisioterapia é preservar os movimentos. Há situações em que o distúrbio causador causa limitações. Com a prática das atividades propostas pelo fisioterapeuta, o indivíduo consegue manter suas funções físicas.

Principais problemas no joelho

  O principal sintoma de problemas no joelho é a dor. Dores em áreas diferentes da perna podem indicar distúrbios diferentes. A dor na lateral da perna, por exemplo, costuma ser sinal da síndrome da banda iliotibial. Já a dor na parte interna do joelho geralmente indica uma tendinite da pata de ganso ou, se relacionada a um entorse pode ter relação com lesão de ligamentos ou no menisco. A dor na parte de trás da perna, por outro lado, pode ser sinal de cisto de Baker. Enquanto isso, a dor na parte da frente costuma ser sinal de distúrbios patelares ou tendinites. Quando a dor é percebida ao acordar, principalmente após os 40 anos, pode ser sinal de alterações degenerativas como a artrose.

Quando procurar um médico?

  De qualquer forma, a dor pode ser sintoma apenas de uma pancada no joelho. Situações desse tipo acontecem principalmente durante a prática de esportes de contato, como o futebol. Esse tipo de sintoma, no entanto, costuma desaparecer em poucos dias. O problema existe quando a dor dura mais do que três dias e está associada a outros sintomas como o inchaço, vermelhidão ou formigamento. Se a dor se torna mais intensa durante o movimento ou se associada a ela, o joelho faz barulhos recorrentes, também é um sinal de distúrbio. Assim, é importante procurar um especialista para a correta avaliação.

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É bem provável que você já tenha ouvido falar de bursite. A inflamação é uma das principais causas de dor nas articulações, e pode causar certa dificuldade de movimentos, que vai se agravando se o problema não for tratado. Felizmente, o tratamento de escolha para a bursite é, na maior parte das vezes, conservador. Logo, a doença pode ser eliminada com a dedicação a atividades físicas específicas e exercícios localizados. Neste texto, listamos tudo sobre essa condição. Descubra o que é o problema, suas causas, sintomas e principalmente como tratá-lo!

Bursite: o que é?

O corpo humano possui uma série de amortecedores e estruturas especializadas em reduzir atritos. Assim como nos casos, essas “peças” diminuem os choques que os movimentos causam no organismo. Dessa forma, pode evitar o desgaste exagerado das estruturas, uma vez que os impactos são diminuídos. Outro amortecedor bastante comum e muito importante nos indivíduos são as bursas. Também chamadas de bolsas sinoviais, as bursas são uma espécie de bolsas que possuem no seu interior uma pequena quantidade de líquido sinovial. Elas estão em todas as articulações do corpo e normalmente ficam entre tendões, ossos e músculos, para facilitar o deslizamento entre essas estruturas e evitar atrito entre as mesmas. A condição em que existe inflamação nessas bursas, recebe o nome de bursite. As bursites acontecem em articulações que realizam movimentos constantes e repetitivos. Por isso, elas são muito comuns nos ombros, cotovelos e no quadril. No entanto, a inflamação também pode se desenvolver no dedão do pé, calcanhares, joelhos e qualquer das outras regiões com movimentos recorrentes. Uma bursite pode ser aguda, que inflama de uma vez só e causa sintomas acentuados; ou crônica, em que a inflamação se desenvolve e persiste por mais de seis meses. Isso, claro, se não for tratada corretamente logo de início. É preciso destacar que, apesar de apresentarem sinais e sintomas semelhantes, bursite e tendinite são condições completamente diferentes. O primeiro problema acontece na bolsa sinovial, enquanto a tendinite é a inflamação dos tendões. Os tendões são as estruturas que ligam os músculos aos ossos. Por isso, é fundamental que o indivíduo realize diagnóstico adequado antes de qualquer terapia.

O quadril

Resultado de imagem para quadrilComo citado anteriormente, a bursite acontece nas articulações que realizam movimentos repetitivos. Quanto mais intensos os movimentos, maior o risco de desenvolvimento do problema. Por isso, o quadril é uma estrutura que frequentemente sofre com essa condição . A articulação do quadril é formada principalmente pelo osso do fêmur e e a cavidade acetabular, estrutura que faz parte da pelve. São essas que se atritam na maior parte do tempo, de modo a garantir a movimentação da parte inferior do corpo. Movimentação esta que é bastante diversa: o quadril realiza o movimento de extensão; flexão; abdução; adução; rotação e até circundação. Para a diminuição do impacto entre as estruturas que compõe essa articulação, existem cartilagens, lábrumg acetabular e as bursas. As cartilagens também podem causar problemas, se desgastando ao longo do tempo. Caso isso ocorra, pode surgir a condição conhecida como artrose. Se bursite e artrose se associarem, o problema será muito maior. Dessa forma, é muito importante que a dor constante seja verificada por um profissional especializado,  o quanto antes. E depois tratada, inclusive com exercícios para a bursite no quadril, que listaremos logo mais. Continue acompanhando!

Bursite no quadril

Quando se instala no quadril, essa condição é normalmente chamada de bursite trocantérica. Isso porque a área em que a principal bursa do quadril fica localizada é entre o trocanter maior do fêmur, a banda lio-tibial e o tendão do músculo glúteo médio. Logo, ela é a mais afetada. Como o trocaste maior está na região mais superior e lateral do fêmur, o local do corpo em que o indivíduo apresenta dor é a região lateral do quadril. Resultado de imagem para bursite quadrilA bursite no quadril é a segunda causa mais comum da dor na região. Fica atrás apenas da artrite, que é gerada pelo desgaste das cartilagens que protegem os ossos. Quando se inflamam as bursas incham, por haver uma secreção excessiva de líquido sinovial. O resultado é percebido especialmente pela dor e inchaço na região afetada. Em casos crônicos e que não são tratados, a bursite pode resultar ainda no depósito de cristas de cálcio na área. Isso, por sua, vez, pode provocar a modificação do pH local, ocasionando a chamada bursite trocantérica calcificada de quadril. Dentre todos os indivíduos, os mais afetados pela bursite no quadril são os atletas. Mais que isso, os atletas que realizam atividades sem o devido acompanhamento médico e de um educador físico. Afinal de contas, quando os movimentos físicos são realizados em excesso, com alta intensidade ou de forma incorreta, acabam por gerar lesões. Isso não significa, porém, que os indivíduos sedentários não desenvolvem a condição. A movimentação, mesmo diária, tem seus efeitos lesivos sobre o corpo, em situações em que o indivíduo apresenta fraqueza ou desequilíbrio muscular .

Quadril da Mulher X Bursite

A bursite pode ocorrer em qualquer indivíduo. No entanto, mulheres a partir dos 30 anos de idade são as mais afetadas por esse problema. A razão é simples: como o corpo feminino foi preparado para dar à luz, sua bacia é mais larga. Logo, alterações funcionais de músculos do quadril são mais comuns. A pelve larga modifica o ângulo entre coxa, bacia e joelhos e isso sobrecarrega a musculatura e os tendões do quadril e joelho. Assim, para cada homem afetado pela bursite, há quatro mulheres. Além da mulher, o grupo de risco da bursite inclui pessoas com idade entre 40 e 60 anos.

Causas da bursite trocantérica

As causas da bursite no quadril são as mais diversas. Traumas físicos na região, como o causado por uma queda sobre a região, por exemplo, podem iniciar a inflamação. A falta de força e equilíbrio muscular também pode aumentar o estresse sobre a área, levando à inflamação da bursa. Assim como desalinhamento das pernas, como o gerado pelo joelho valgo. A obesidade é outra condição perigosa. Afinal, quando o indivíduos apresenta sobrepeso, o quadril tem que suportar carga maior para o que foi preparado durante o desenvolvimento dos ossos. Assim, a sobrecarga sobre as estruturas locais aumenta. Como já citado, de qualquer forma, o esforço provocado por atividades repetitivas é uma razão bastante comum para o desenvolvimento dessa condição. Esforço esse que pode ser gerado tanto pelos movimento comuns do dia a dia, como por atividades físicas e desportivas. Resultado de imagem para quadril esforço repetitivo O aumento repentino da carga de treino de qualquer esporte é igualmente perigoso, e por isso deve ser feito gradualmente. Correr cinco minutos a mais hoje, dez na semana que vem; aumentar o peso da musculação aos poucos, e assim por diante. Por fim, alguns fatores de risco estão comumente associados a essa doença, como por exemplo:  doenças na coluna lombar doença na articulação sacroilíaca, entorse de tornozelo, artrite reumatóide, artrose de joelho, cirurgias anteriores no quadril, dentre outros. A justificativa é que essas doenças podem afetar o padrão e marcha e consequentemente sobrecarregar os tendões e bursas da região lateral do quadril.

Sintomas da bursite trocantérica

O principal sintoma da bursite trocantérica é a dor na região lateral do quadril. Ela é percebida tanto em momentos de repouso, quanto de movimentação, e se inicia lentamente. Em repouso, o sinal é mais incômodo quando o indivíduo deita sobre o lado afetado. Com o tempo, a dor vai se tornando mais intensa e frequente, indicando a necessidade de intervenção médica. Essas queixas inicialmente não são incapacitantes, mas com o passar do tempo, o avanço da condição e a ausência de tratamento adequado, o indivíduo passa a apresentar dor mais intensa e espalhada, chegando a irradiar pela lateral da coxa. Apresenta piora noturna, podendo acordar inúmeras vezes a noite, por conta da dor lateral. Passa também a apresentar dor após curtas caminhadas (alguns pacientes acabam mancando durante a marcha, na tentativa de poupar o membro com dor) ou a pequenos esforços como agachar e apoiar-se em uma perna só. Quando não tratada, a bursite torna-se crônica e o comprometimento das estruturas passa a ficar mais grave e de difícil tratamento. É importante dizer que não é muito comum, mas a bursite trocantérica também pode acometer os quadris..

Diagnóstico da bursite

  A síndrome dolorosa trocantérica é uma condição de diagnóstico puramente clínico (feito durante avaliação física), porém, a detecção da inflamação dos tendões e bursas só é confirmada mediante exame de imagem. Assim que procurar um especialista, então o paciente vai passar por uma série de etapas para o diagnóstico. A primeira delas é a conversa com o especialista, em que deverá informar seus sintoma, frequência e situações em que eles ocorrem. Em seguida, é realizado o exame físico do paciente. Neste o fisioterapeuta tem como objetivo avaliar a sensibilidade na região do trocânter maior e realiza testes de força dos músculos relacionados com essa região, como os abdutores e rotadores laterais do quadril. Diante de uma lesão local, esses testes tendem a ser dolorosos pois, durante a execução dos mesmos, ocorre um tensionamento dos tendões e consequente compressão das bursas. Em alguns casos, o movimento de alongamento dos tecidos da região lateral do quadril também provoca dor. Isso porque o alongamento dessas estruturas gera estiramento dos tendões e compressão das bursas já inflamadas. O RX do quadril não é um exame muito preciso nesse caso, então é útil apenas pra excluir lesões como fraturas ou calcificação local. Radiografias da pelve e coluna lombar muitas vezes são solicitadas apenas para demonstrar associação com outras doenças relacionadas à coluna ou articulação sacroilíaca. Já exames como ressonância nuclear magnética (RNM) ou ultrassonografia podem complementar o diagnóstico, bem como descartar outras doenças e guiar o tratamento. Vale lembrar que, em muitos casos, em exames como RNM são identificados sinais que sugerem lesões de estruturas do trocânter maior, mas a maioria desses pacientes nunca apresentou sintomas relacionas à síndrome trocantérica. Portanto, a abordagem do paciente sempre vem antes da abordagem do exame de imagem.

Tratamento da bursite

Feito o diagnóstico, o especialista vai poder indicar o tratamento mais adequado à condição do paciente. A maior parte deles é conservador, ou seja, não requer cirurgia e consegue eliminar a inflamação da bursa. Em muitos casos é indicado ao paciente administrar medicamentos antiinflamatórios, mas associado a isso, a fisioterapia é considerada o tratamento de primeira escolha para essa doença e apresenta resultados extremamente satisfatórios, a curto e longo prazo, na maioria dos casos. Tem como objetivo geral reduzir o processo inflamação, aliviar a dor e diminuir a  sobrecarga sobre as bursas e tecido próximos. Uma dica prática muito importante para tratamento da bursite no quadril é o uso do gelo sobre a área afetada. O gelo possui capacidade analgésica, antiinflamatória e ajuda a desinchar. É importante também diminuir o ritmo de movimentos, evitar escadas e em alguns casos, até utilizar apoio em dispositivos auxiliares como bengalas. Todas essas ações vão diminuir o impacto e esforço físico na região afetada. Resultado de imagem para exercicios quadril Nos casos de falha do tratamento conservador, pode ser recomendado o procedimento conhecido como infiltração, que consiste em uma injeção local de medicamento anestésico, feito, normalmente, no próprio consultório médico. Vale lembrar, que em casos nos quais a inflamação dos tecidos foi provocada por sobrecarga e a mesma ainda persiste, esse procedimento tem efeito limitado e depois de um tempo, o paciente pode voltar a apresentar os sintomas. A cirurgia tem rara indicação nos casos dessa doença, mas quando necessária (na falha de todos os tratamento anteriores), envolve a retirada da bursa inflamada, a liberação dos tecidos da região lateral do quadril e, em alguns casos, a reparação de tendões parcialmente rompidos. O procedimento pode ser feito por via aberta ou, como é feito mais recentemente, por artroscopia (cirurgia minimamente invasiva, feita com o uso de câmera de vídeo dentro da articulação do quadril).  

Fisioterapia para bursite

Em um primeiro momento, o fisioterapeuta lança mão de recursos de eletrotermofototerapia (LASER, ultrassom e outros), liberação miofascial (alongamento da fáscia, sem gerar atrito no trocânter maior) e terapia manual para garantir a redução da inflamação e alívio da dor. Com essa finalidade, ressalta-se que um dos recursos com maior evidência de melhora nos casos de dor trocantérica é a aplicação do gelo. Nessa fase, alguns ajustes devem ser feitos e não é incomum que o fisioterapeuta solicite ao paciente que este durma com travesseiro entre as pernas e reduza momentaneamente a demanda mecânica (sobrecarga) a qual está exposto durante o dia, na tentativa de reduzir o estresse local e de retirá-lo do quadro agudo de dor. Logo em seguida são propostos exercícios com a finalidade de fortalecer a musculatura glútea (sobretudo os músculos acometidos – glúteo médio e glúteo mínimo) e demais músculos do membro inferior, como quadríceps, posteriores da coxa e panturrilha, na tentativa de reduzir a sobrecarga do quadril e reestabelecer o equilíbrio muscular de todo o membro inferior. Por fim, é realizado um treino de correção biomecânica com o objetivo de restaurar o controle motor e a absorção das cargas que passam pelo quadril durante atividades de vida diária e principalmente das atividades esportivas, sendo estas recreacionais ou esporte de alto rendimento. Nos casos em que os pacientes apresentam outros comprometimentos associados à bursite trocantérica como doença lombar ou artrose de joelho, preconiza-se também a abordagem terapêutica dessas articulações.

Exercícios para bursite no quadril

Os exercícios devem ser indicados pelo especialista, uma vez que oferecerão efeitos diferentes de acordo com a gravidade da inflamação. Confira alguns exercícios que podem ajudar no tratamento da bursite:

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1.    A ponte

Para essa atividade, você deve se deitar de costas no chão, com os pés apoiados também no chão e os joelhos apontados para cima. Em seguida, apenas o quadril e o tronco devem ser levantados da superfície, de modo que se forme uma linha reta entre os joelhos e os ombros. Lentamente, o corpo precisa ser colocado novamente no chão, e você deve realizar o movimento novamente. É indicado fazer três séries de 15 repetições, inicialmente.  

Resultado de imagem para exercicios pernas de lado2. Elevar as pernas de lado

Para realizar esse exercício, o indivíduo precisa deitar-se de lado no chão. Em seguida, é necessário levantar o braço ao lado oposto ao apoiado (conforme a figura ao lado), para que o equilíbrio melhore. Logo, a perna do lado do braço levantado deve também ser levantada, até passar a linha média do quadril. O exercício consiste em subir e descer a perna, realizando 15 repetições. Troca-se de lado, realiza-se o mesmo movimento com a outra perna, e retorna ao primeiro momento. O ideal é realizar três séries de 15 repetições com cada perna.

3. Agachamento

Mantenha o abdômen contraído, a cabeça erguida, as costas retas durante a realização da série. Deixe as pernas abertas e os pés a uma distância igual à largura dos ombros, braços e mãos esticadas para frente. Nesta posição, desça bem devagar até que os joelhos se dobrem em um pouco menos de 90º, inspirando o ar enquanto se agacha. Retorne para a posição inicial, expirando. Sugere-se realizar 3 séries de 15 repetições cada.

4.Flexão dos joelhos

Para a flexão dos joelhos em pé é necessário apenas apoiar as mãos na parede e levantar uma perna de cada vez. Esse levantamento deve ser realizado de forma a trazer o pé próximo aos glúteos. É esse movimento que vai promover a flexão de joelhos. É fundamental ter cuidado com a postura da coluna: ela deve ficar ereta, para que não haja dor ou qualquer desgaste na região. Outra dica interessante é que a coxa deve ficar imóvel nesse exercícios. o único seguimento que se move é a canela, aproximando-se dos glúteos.

Prevenção do problema

Apesar de ser um problema comum, a bursite no quadril é uma condição que pode e deve ser prevenida. A prevenção é simples, e apenas o cuidado no dia a dia tende a evitar a inflamação. Nesse sentido, o cuidado com a atividade física é um dos principais passos para a prevenção. Por isso, é fundamental que, antes mesmo que inicie o esporte, você procure um especialista. Médico e educador físico poderão verificar as condições do seu corpo, assim como avaliar o esporte mais adequado para seu tipo e força física. Resultado de imagem para exercicios tenisPara a prática, é importante ainda escolher o tênis adequado. Não existe um tênis ideal para cada pessoa mas já se sabe que alguns modelos podem prejudicar o desempenho e gerar lesões, possivelmente. Já na academia, tenha atenção especial aos populares exercícios de agachamento e leg press. Se mal executadas, as atividades podem provocar atrito exagerado no quadril. Além disso, a prevenção pode ser feita por meio do fortalecimento das pernas e respeito das fases de repouso do organismo. Isso significa dormir bem e, inclusive, dar intervalo entre uma atividade física e outra. Por fim, estar no peso ideal e cuidar da alimentação também são ações que contribuem para evitar a bursite. Isso mantém o corpo saudável e mais resistente a qualquer problema.

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