A condropatia patelar, também conhecida como síndrome da dor patelofemoral, é uma condição que pode impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes, limitando a mobilidade e a prática de exercícios.
Este artigo explora as causas, sintomas, diagnóstico e opções de tratamento para a condropatia patelar, oferecendo uma visão abrangente sobre como gerenciar e prevenir essa condição debilitante.
Agendar sua AvaliaçãoO que é Condropatia Patelar?
A condropatia patelar é uma condição que afeta a articulação do joelho, especificamente a cartilagem da patela, que é o osso em forma de disco localizado na frente do joelho e é comumente conhecido como a “rótula”.
Sintomas
Os sintomas da condropatia patelar podem variar em gravidade e incluir:
Agendar sua AvaliaçãoDor no joelho
A dor é o sintoma mais comum.
Ela geralmente é sentida na região frontal do joelho, perto da patela.
A dor pode ser aguda, latejante ou uma sensação de pressão.
Inchaço
O joelho afetado pode ficar inchado devido à inflamação na articulação.
Crepitações ou estalos
Pode haver ruídos audíveis quando o joelho é movido, como estalos ou crepitações.
Isso pode ocorrer devido à fricção anormal da patela danificada.
Sensação de fraqueza ou instabilidade no joelho
A cartilagem danificada pode causar uma sensação de fraqueza no joelho, tornando-o instável.
Dificuldade em dobrar o joelho
Atividades que envolvem flexão do joelho, como agachar-se ou subir escadas, podem ser dolorosas e difíceis de realizar.
Rigidez
Pode haver rigidez no joelho, especialmente após períodos de inatividade.
Piora da dor durante a atividade física
A dor muitas vezes piora com o movimento e atividade física, especialmente atividades que colocam pressão extra sobre a patela, como correr, pular ou agachar-se.
É importante notar que os sintomas da condropatia patelar podem variar de pessoa para pessoa e podem piorar com o tempo se não forem tratados adequadamente.
O que causa a condropatia?
A condropatia patelar, como mencionado anteriormente, é uma condição que afeta a cartilagem da patela, e suas causas podem variar.
Algumas das causas e fatores de risco comuns associados a essa condição incluem:
Uso excessivo ou sobrecarga
Atividades repetitivas que envolvem movimentos do joelho, como correr, pular ou agachar-se, podem sobrecarregar a cartilagem da patela ao longo do tempo, levando à sua degeneração.
Lesões no joelho
Traumas agudos, como quedas, entorses, colisões diretas na região do joelho ou lesões esportivas, podem danificar a cartilagem da patela.
Desalinhamento patelar
Algumas pessoas têm predisposição a um desalinhamento anatômico da patela, como joelho valgo, o que pode aumentar o risco de condropatia patelar.
Isso inclui condições como a subluxação patelar, na qual a patela se move para fora da sua posição normal.
Fatores genéticos
A genética desempenha um papel, e algumas pessoas podem ter uma predisposição genética para desenvolver problemas na cartilagem do joelho.
Idade
A degeneração da cartilagem é mais comum à medida que as pessoas envelhecem.
A condropatia patelar pode afetar tanto jovens quanto adultos, mas é mais comum em pessoas mais velhas.
Atividades esportivas de alto impacto
Atletas sem condicionamento físico adequado envolvidos em esportes de alto impacto, como basquete, vôlei, futebol e corrida, têm um risco aumentado de desenvolver condropatia patelar devido ao estresse repetitivo nos joelhos.
Condições subjacentes
Certas condições, como artrite, podem aumentar o risco de danos à cartilagem do joelho.
É importante destacar que a condropatia patelar pode ser multifatorial, ou seja, várias causas podem estar interagindo para levar ao desenvolvimento da condição em uma pessoa.
O que fazer quando se tem condropatia patelar?
Quem tem suspeita de condropatia patelar deve buscar ajuda especializada imediatamente. Consultar um especialista é essencial para obter um diagnóstico preciso e iniciar o tratamento adequado.
O especialista pode avaliar a gravidade da condição, identificar a causa subjacente e desenvolver um plano de reabilitação personalizado de acordo com as necessidades individuais do paciente.
O que piora a condromalácia patelar?
A pior coisa que alguém com condropatia patelar pode fazer é adiar o tratamento.
Procrastinar a busca por cuidados apropriados pode levar ao agravamento da dor e ao desgaste progressivo da cartilagem, resultando em maior dificuldade de movimento e potencial comprometimento das atividades diárias.
Além disso, a falta de intervenção precoce pode causar danos permanentes à articulação, aumentando o risco de complicações a longo prazo.
É grave?
A gravidade da condropatia patelar pode variar de leve a grave.
Essa condição é frequentemente classificada em graus com base na extensão do dano à cartilagem da patela.
Esses graus podem ser usados para avaliar a gravidade da condição e orientar o tratamento.
Geralmente, os graus da condropatia patelar são classificados em quatro estágios:
Condropatia Patelar Grau 1: Leve
Neste estágio inicial, a cartilagem da patela pode mostrar sinais de amolecimento ou degeneração mínima.
A dor e outros sintomas são geralmente leves e podem ocorrer durante ou após atividades extenuantes.
Condropatia Patelar Grau 2: Moderada
Neste estágio, a cartilagem da patela pode apresentar áreas mais extensas de degeneração.
A dor é mais pronunciada e pode ocorrer durante atividades menos extenuantes, como subir escadas.
Condropatia Patelar Grau 3: Moderadamente Grave
Neste estágio, a degeneração da cartilagem da patela é significativa, com perda substancial de cartilagem.
A dor é mais intensa e pode ocorrer com atividades simples, como caminhar e subir escadas.
Condropatia Patelar Grau 4: Grave
Este estágio é caracterizado por um dano extenso à cartilagem da patela, com exposição do osso subjacente.
A dor é intensa e constante, e a função do joelho é severamente comprometida.
É importante notar que a gravidade da condropatia patelar pode variar de pessoa para pessoa, e o diagnóstico específico do grau da condição é feito com base em exames de imagem, como ressonância magnética ou artroscopia do joelho, e na avaliação clínica realizada por um especialista.
Qual é a diferença entre Condropatia e Condromalácia Patelar?
Enquanto “con-dropatia” é um termo amplo para qualquer anormalidade na cartilagem, “condromalácia patelar” é uma forma específica de condropatia que descreve o amolecimento ou degeneração da cartilagem na patela, geralmente associada à face posterior desse osso em particular.
Ambas as condições podem estar relacionadas a problemas biomecânicos, lesões ou fatores degenerativos.
Como funciona o tratamento?
O tratamento da condropatia patelar depende da gravidade dos sintomas e pode incluir abordagens conservadoras e, em casos mais graves, intervenções cirúrgicas.
Fisioterapia
A fisioterapia desempenha um papel fundamental no tratamento da condropatia patelar.
Logo mais iremos aprofundar esse assunto.
Descanso e modificações nas atividades
Evitar atividades que sobrecarreguem o joelho, como correr, pular e agachar, pode ajudar a reduzir a pressão sobre a patela e permitir que a cartilagem se cure.
Às vezes, o uso de uma tala ou joelheira pode fornecer suporte e alívio temporário.
Injeções
Em alguns casos, injeções de corticosteroides podem ser usadas para reduzir a inflamação e a dor.
Além disso, injeções de ácido hialurônico podem ser usadas para melhorar a lubrificação da articulação do joelho.
Cirurgia
A cirurgia é uma opção quando outros tratamentos não aliviam os sintomas ou em casos graves.
As opções cirúrgicas podem incluir:
Artroscopia
Durante este procedimento minimamente invasivo, o cirurgião pode suavizar áreas irregulares da cartilagem ou remover fragmentos soltos.
Realinhamento da patela
Em casos em que a condropatia patelar é causada por problemas de alinhamento, pode ser necessária uma cirurgia de realinhamento da patela para corrigir a posição da patela e reduzir o estresse sobre a cartilagem.
A importância da Fisioterapia
A fisioterapia desempenha um papel crucial no tratamento da condropatia patelar, pois ajuda a fortalecer os músculos do joelho, melhora a biomecânica, reduz a dor e melhora a função articular.
O tratamento de fisioterapia para a condropatia patelar pode variar dependendo da gravidade dos sintomas, da causa subjacente e da resposta individual do paciente.
No entanto, aqui estão algumas das técnicas e abordagens comuns utilizadas na fisioterapia para tratar a condropatia patelar:
Avaliação e diagnóstico
O fisioterapeuta realizará uma avaliação inicial para determinar a gravidade da condropatia patelar, identificar fatores de risco e avaliar a função do joelho.
Isso pode incluir exames físicos, análise da marcha e, em alguns casos, exames de imagem.
Exercícios de fortalecimento
O foco principal da fisioterapia para a condropatia patelar é o fortalecimento dos músculos do quadríceps, isquiotibiais e glúteos.
Exercícios específicos são projetados para melhorar a estabilidade do joelho, reduzir a pressão sobre a patela e melhorar a biomecânica da articulação.
Alongamento e mobilização
Além do fortalecimento, exercícios de alongamento podem ser prescritos para melhorar a flexibilidade dos músculos e tendões ao redor do joelho.
A mobilização articular também pode ser usada para melhorar a mobilidade da articulação.
Treinamento de equilíbrio e propriocepção
Melhorar o equilíbrio e a propriocepção (a capacidade de perceber a posição e o movimento do corpo) pode ajudar a prevenir lesões e melhorar a estabilidade do joelho.
Técnicas de terapia manual
O fisioterapeuta pode usar técnicas de terapia manual para aliviar a dor, melhorar a circulação sanguínea e promover a cura. Isso pode incluir massagem, liberação miofascial e manipulação.
Educação e modificação de atividades
O fisioterapeuta fornecerá orientações sobre como realizar atividades diárias e esportivas de forma segura e como evitar movimentos que sobrecarreguem o joelho.
Reabilitação gradual
O programa de fisioterapia pode ser progressivo, começando com exercícios de baixa intensidade e aumentando a intensidade à medida que o paciente ganha força e resistência.
É possível prevenir o desgaste da cartilagem da patela?
A prevenção da condropatia patelar envolve a adoção de medidas para reduzir o risco de desenvolver a condição.
Embora nem sempre seja possível prevenir a condropatia patelar em todos os casos, você pode tomar algumas precauções e seguir orientações que ajudarão a reduzir o risco.
Fortaleça os músculos ao redor do joelho
Manter os músculos do quadríceps, isquiotibiais e glúteos fortes e equilibrados é fundamental para estabilizar a articulação do joelho.
Exercícios de fortalecimento podem ajudar a prevenir sobrecargas na patela.
Mantenha um peso saudável
O excesso de peso coloca pressão adicional sobre as articulações do joelho, o que pode aumentar o risco de condropatia patelar.
Manter um peso saudável ajuda a reduzir essa pressão.
Evite atividades de alto impacto
Atividades que envolvem saltos, corrida ou movimentos de alta intensidade podem aumentar o estresse sobre a patela.
Se você já está em risco de condropatia patelar, considere substituir essas atividades por opções de baixo impacto, como natação ou ciclismo.
Use calçados apropriados
Usar calçados adequados e que ofereçam suporte adequado pode ajudar a absorver o choque e proteger o joelho durante a prática de atividades físicas.
Evite movimentos repetitivos ou excessivamente extenuantes
Evite movimentos que exijam flexão excessiva do joelho ou sobrecarga da patela.
Isso é especialmente importante se você estiver envolvido em esportes ou atividades físicas que envolvem agachamentos profundos, levantamento de peso ou movimentos de impacto.
Faça um aquecimento adequado
Antes de iniciar qualquer atividade física, aqueça os músculos e articulações adequadamente. Isso pode ajudar a reduzir o risco de lesões, incluindo a condropatia patelar.
Mantenha uma boa técnica de movimento
Ao praticar atividades físicas ou esportes, certifique-se de que está utilizando uma técnica adequada. Uma técnica deficiente pode aumentar o risco de lesões.
Escute seu corpo
Se você sentir dor, desconforto ou inchaço no joelho, pare a atividade e consulte um profissional de saúde para avaliação. Ignorar os sintomas pode levar a lesões mais graves.
O tratamento que vai devolver a saúde dos seus membros inferiores
A proposta do Instituto TRATA está fundamentada no conceito de inovação, no que se refere ao tratamento de membros inferiores (quadril, joelho e pé).
A garantia de resultados eficazes reflete os procedimentos adotados pela equipe:
Avaliação clínica detalhada
O paciente é submetido a uma avaliação clínica detalhada, feita por um especialista da equipe.
É esse primeiro passo que viabiliza um direcionamento específico ao tratamento, de acordo com o quadro particular de cada paciente.
Avaliação cinemática dos movimentos do corpo
A seguir, o paciente é levado a uma avaliação cinemática dos movimentos do corpo. A finalidade é analisar como os ossos e os músculos estão organizados na reação à gravidade e às forças atuantes no corpo humano. Para isso, utilizamos um software exclusivo de análise de movimento chamado TrataScan, cuja tecnologia avançada permite detectar quaisquer alterações na força ou funcionalidade das estruturas que acabam levando a um quadro inflamatório ou doloroso, por exemplo.
Assimetrias, padrões motores, lesões associadas, existência de compensações e quais estruturas devem ser trabalhadas são alguns pontos que podem ser avaliados durante essa etapa.
Protocolo de tratamento das lesões dos membros inferiores
O último passo consiste na aplicação do protocolo de tratamento das lesões dos membros inferiores, formulado pela rede e baseado em evidências científicas.
O foco se concentra no alinhamento biomecânico dos membros inferiores com o objetivo final de melhora do quadro do paciente (sem recidivas) e, por conseguinte, de uma maior qualidade de vida.
Nenhum atendimento é padrão. Avaliamos as necessidades específicas de cada paciente e montamos a abordagem de tratamento mais assertiva para cada quadro.
A tecnologia faz parte do nosso programa de tratamento com o objetivo de oferecer aos pacientes o que há de mais avançado no tratamento conservador de Fisioterapia.
Agendar sua AvaliaçãoAtualmente é diretor-clínico do Instituto TRATA – Joelho e Quadril.
Graduado em Fisioterapia no ano de 2001 e Especialista (pós-graduação) em Fisioterapia neuro-musculo-esquelética pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo – ISCMSP (2003)
Mestre em Engenharia Biomédica pela Universidade de Mogi das Cruzes – UMC (2006)
Doutor em Ciências pelo programa de Cirurgia e Experimentação da Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP (2011)
Pós-doutorado (post doc) em Biomecânica pela University of Southern California – USC (2013)
Docente da graduação do Centro Universitário São Camilo – CUSC e Fisioterapeuta da Seleção Brasileira de Futebol Feminino
Foi Professor Adjunto da pós-graduação em Fisioterapia musculo-esquelética – ISCMSP e Supervisor do Grupo de Joelho, Quadril, Traumatologia Esportiva e Ortopedia Pediátrica – ISCMSP
Vencedor dos prêmios EXCELLENCE IN RESEARCH AWARD pelo melhor artigo publicado no ano de 2010 e EXCELLENCE IN CLINICAL INQUIRY no ano de 2011 no Journal of Orthopaedic and Sports Physical Therapy (JOSPT).
Membro da Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva (SONAFE). Tem mais de 60 publicações nacionais e internacionais com ênfase em Reabilitação em Ortopedia e Traumatologia, Joelho e Quadril, Traumatologia esportiva e Eletrotermofototerapia.