Dor no Quadril Durante A Corrida – O Que Pode Ser?

A corrida de rua se tornou uma febre nas últimas décadas, com milhares de adeptos amadores e profissionais que se apaixonam pela atividade todos os dias.

Infelizmente, alguns praticantes podem queixar-se de dor no quadril durante a corrida. Esse incômodo pode ser tão grave que pode até mesmo interromper dos treinos.

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Afinal, o que pode ser uma dor no quadril durante a corrida? E como é o tratamento? É sobre isso que falaremos hoje, confira!

O quadril e a corrida 

A dor no quadril durante a corrida é bastante comum entre atletas.
A dor no quadril durante a corrida é bastante comum entre atletas.

 

Para se executar o movimento da corrida, diversos músculos e ossos são exigidos. De fato, a biomecânica da corrida envolve bem mais que somente movimentar as pernas. Assim, uma das regiões mais afetadas costuma ser o quadril.

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O quadril é a região do corpo formada pelos ossos da bacia, com o acetábulo, região de encaixe da cabeça do fêmur. Além disso, há muitos músculos que protegem a região, permitem a articulação do movimento, além de interligar todo o conjunto.

Vamos ver quais são as estruturas anatômicas de maior importância dessa região.

Músculos do quadril 

músculos do quadril

O quadril é formado por nove músculos internos, descritos a seguir:

  • Ilíaco;
  • Psoas maior e menor;
  • Obturador interno e externo;
  • Gêmeo superior e inferior;
  • Piriforme;
  • Quadrado femoral.

Na parte de trás do quadril, encontramos a musculatura dos glúteos, que também é importante para a execução do movimento.

São eles: glúteo máximo, médio, mínimo e tensor da fáscia lata.

Toda a musculatura dos glúteos é essencial para que o indivíduo possa manter a postura ereta.

Biomecânica da corrida 

De fato, a maneira que o indivíduo corre, seu posicionamento e como sua musculatura reage pode significar a diferença entre ter lesões persistentes ou não ter.

No caso da biomecânica da corrida, podemos dividir a passada em dois tempos: apoio e balanço.

O apoio, como o próprio nome já diz, é o momento em que o pé aterriza no solo e busca propulsão para continuar. Já a segunda fase, de balanço, significa a fase seguinte, quando não se está com o pé no chão.

Ainda na fase de apoio, temos o momento do contato em si, apoio e despregue.

No contato, há a aterrissagem do calcanhar no solo, que gerará uma força contrária, o que pode gerar fraturas por estresse na canela, por exemplo.

Na fase de apoio, há absorção da energia mecânica, com o pé apoiado no solo.

E finalmente, no despregue, a musculatura propulsora dos membros inferiores é exigida, fazendo com que haja a reação ao movimento, com a fase de balanço.

A melhor performance na corrida está justamente em diminuir o tempo de contato, aumentando a fase aérea, com menor pico de impacto, o que diminui o risco de lesões musculares e articulares durante a prática da corrida.

Dor no quadril durante a corrida – o que pode ser?

A dor no quadril durante a corrida pode ter diversas causas.
A dor no quadril durante a corrida pode ter diversas causas.

 

A dor na região do quadril durante a prática da corrida pode abranger uma série de patologias. Assim, a seguir, vamos descrever as mais comuns que costumam afetar os praticantes dessa atividade esportiva.

1 – Tendinite do glúteo médio 

Nesse tipo de situação, você está treinando corrida quando sente uma fisgada aguda na região posterior do quadril.

O glúteo médio é um dos principais estabilizadores do quadril, além de ser um músculo bastante exigido no movimento de abrir a perna.

Essa é, de fato, a lesão mais comum no quadril.

Ela surge por aumento na sobrecarga na região, com aumento da intensidade e volume nos treinos, bem como falta de treinamento de fortalecimento adequado para a região.

Ou seja, costuma afetar bastante os chamados “corredores de final de semana”, os quais não fazem um treinamento muscular apropriado.

Mas, também afeta corredores mais experientes, sobretudo quando há aumento do volume semanal, fato que acomete corredores que buscam distâncias maiores, como meia maratona ou maratona.

Para evitar esse problema, é essencial preparar seu corpo para o treino, com fortalecimento muscular adequado e alongamento.

Além disso, é necessário respeitar os dias de descanso.

Em caso de dor, é essencial procurar um especialista para o diagnóstico correto, medicação adequada e sessões de fisioterapia, para aliviar a inflamação no tendão.

2 – Síndrome do piriforme 

Outra causa comum de dor no quadril durante a corrida é a chamada síndrome do piriforme.

Nessa situação, o músculo piriforme é exigido em demasia e fica contraído, o que resulta em dor na região do glúteo.

As causas são semelhantes à tendinite do glúteo médio e sua prevenção também. Portanto, invista em fortalecimento adequado para a região, bem como melhora da biomecânica da corrida.

Caso já tenha apresentado dor na região, é importante evitar o treinamento excessivo e sempre fazer alongamentos e fortalecimento da musculatura do quadril e glúteos.

3 – Síndrome da banda iliotibial 

A banda iliotibial é uma faixa fibrosa, localizada na lateral da coxa, a qual possui inserção na lateral do joelho e no quadril.

Popularmente conhecida como “joelho de corredor”, quando o indivíduo apresenta esse problema, pode apresentar dor na lateral do joelho ou no quadril, que são as regiões de inserção da banda.

O tratamento passa por alongamentos e fisioterapia na região, bem como fortalecimento da região do quadril, bem como da lateral da coxa, para evitar o ressurgimento do problema.

4 – Bursite trocantérica 

A bursa é uma almofada, que ajuda a compensar o impacto das articulações e está presente na região do quadril.

Quando ela se inflama, dá origem ao quadro de bursite, que se manifestará como uma dor na lateral do quadril.

Em caso de dor, a utilização de gelo na região, de 3 a 4 vezes por dia pode ajudar. Além disso, a fisioterapia para a região é bastante indicada, em função de medidas analgésicas que o fisioterapeuta dispõe.

Caso a dor não desapareça em alguns dias, pode-se suspeitar de fratura por estresse na região, sobretudo se há alguma outra doença crônica associada.

Como tratar dor no quadril durante a corrida? 

Se você já tiver uma condição preexistente é de suma importância que você procure um especialista em saúde antes de iniciar a prática de corrida.

O especialista irá avaliar o seu caso e irá analisar se você pode iniciar a corrida de forma segura e que não prejudique a sua condição.

Esse acompanhamento com um especialista se faz necessário para quem é esportista amador e quem não apresenta nenhuma condição também.

Como prevenir a dor no quadril na corrida?

A prevenção ainda é o melhor remédio para dor no quadril durante a corrida.
A prevenção ainda é o melhor remédio para dor no quadril durante a corrida.

 

Quando um indivíduo praticante de corrida regularmente apresenta lesões, além do diagnóstico da lesão em si e do tratamento adequado, a prevenção de futuros problemas se faz necessário também. 

A prevenção é a melhor arma para não se ter dor no quadril durante a prática de corrida.

Assim, todos que praticam corrida devem incluir em sua semana de treinos, o fortalecimento muscular adequado.

Pense que o organismo sofrerá bastante impacto e estresse por conta dos treinos de corrida. Por isso, é essencial que a musculatura e as articulações estejam preparadas para receber toda essa carga. A musculatura responderá bem caso esteja sendo constantemente fortalecida.

Além disso, em caso de dor, é essencial procurar um especialista para o correto diagnóstico e tratamento.

A fisioterapia é um forte aliado, uma vez que consegue minimizar a dor, fortalecer a região e prevenir lesões futuras.

Por último, lembre-se de não subir abruptamente a carga de treinos de corrida. Quando se começa a correr, quer logo chegar às maiores distâncias, mas é um processo.

Você precisa adaptar seu corpo às novas distâncias com calma. Dessa forma, diminui consideravelmente a possibilidade de apresentar lesões.

O tratamento que vai devolver a saúde dos seus membros inferiores

A proposta do Instituto TRATA está fundamentada no conceito de inovação, no que se refere ao tratamento de membros inferiores (quadril, joelho e pé). A garantia de resultados eficazes reflete os procedimentos adotados pela equipe:

– O paciente é submetido a uma avaliação clínica detalhada, feita por um especialista da equipe. É esse primeiro passo que viabiliza um direcionamento específico ao tratamento, de acordo com o quadro particular de cada paciente.

 Fisioterapia ortopédica e esportiva: avaliação

– A seguir, o paciente é levado a uma avaliação cinemática dos movimentos do corpo. A finalidade é analisar como os ossos e os músculos estão organizados na reação à gravidade e às forças atuantes no corpo humano. Para isso, utilizamos um software exclusivo de análise de movimento chamado TrataScan, cuja tecnologia avançada permite detectar quaisquer alterações na força ou funcionalidade das estruturas que acabam levando a um quadro inflamatório ou doloroso, por exemplo. Assimetrias, padrões motores, lesões associadas, existência de compensações e quais estruturas devem ser trabalhadas são alguns pontos que podem ser avaliados durante essa etapa.

 Fisioterapia ortopédica e esportiva: avaliação cinemática 2D

– O último passo consiste na aplicação do protocolo de tratamento das lesões dos membros inferiores, formulado pela rede e baseado em evidências científicas. O foco se concentra no alinhamento biomecânico dos membros inferiores com o objetivo final de melhora do quadro do paciente (sem recidivas) e, por conseguinte, de uma maior qualidade de vida.

 Fisioterapia ortopédica e esportiva: exercício de fortalecimento

Nenhum atendimento é padrão. Avaliamos as necessidades específicas de cada paciente e montamos a abordagem de tratamento mais assertiva para cada quadro. A tecnologia faz parte do nosso programa de tratamento com o objetivo de oferecer aos pacientes o que há de mais avançado no tratamento conservador de Fisioterapia.

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Esse Guia Exclusivo foi elaborado pelos Fisioterapeutas do maior grupo especializado da América Latina.

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