Fascite Plantar: tratamento, exercícios e causas

O complexo do pé e tornozelo é uma das áreas mais constantemente impactadas do corpo humano, por isso a fascite plantar é uma condição comum entre muitos pacientes.

O conjunto de ossos e articulações que o compõem são funcionalmente muito importantes pois representam o primeiro contato do nosso corpo com o solo durante atividades como andar, correr ou saltar.

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Além da instabilidade que essas articulações apresentam, essa região é muito suscetível à traumas diretos ou indiretos.

Outro ponto importante é que desequilíbrios, lesões ou desordens podem causar dor e problemas em outras áreas do membro inferior, incluindo joelhos e quadril.

foto de fascite plantar

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Seguem as principais condições que podem afetar o pé ou tornozelo e que são tratáveis com o atendimento personalizado e conservador do Instituto TRATA:

  • Fascite plantar;
  • Esporão de calcâneo;
  • Artrose e Artrite;
  • Neuroma de Morton;
  • Pisada pronada ou supinada;
  • Metatarsalgia;
  • Pé ou tornozelo inchado;
  • Pé chato;
  • Dores nos pés;
  • Tendinites do pé e tornozelo;
  • Formigamento nos pés;
  • Esporão do calcâneo;
  • Síndrome do túnel do tarso.

O que é fáscia plantar?

A fáscia plantar é uma faixa espessa de tecido conjuntivo que se estende ao longo da sola do pé, desde o osso do calcanhar (calcâneo) até a base dos dedos dos pés.

Essa faixa e tecido conjuntivo desempenha um papel crucial na sustentação do arco do pé e na absorção de choques durante a atividade física, como caminhar e correr.

A fáscia plantar é composta principalmente de tecido colágeno e conecta-se aos músculos da parte inferior da perna.

A principal função da fáscia plantar é manter a integridade estrutural do pé, proporcionando suporte e estabilidade. Quando a fáscia plantar está saudável, ela é elástica e flexível.

Tecido Conjuntivo

Esse tecido é um dos principais tipos de tecido no corpo humano e desempenha várias funções essenciais para a manutenção da estrutura e funcionamento dos órgãos e tecidos.

Ele é caracterizado pela abundância de células dispersas em uma matriz extracelular composta principalmente de fibras proteicas e uma substância fundamental que preenche os espaços entre as células.

O que é a fascite plantar?

A fascite plantar é uma dor na região plantar do pé, ou seja, sola dos pés.

É uma das causas mais comuns de dor na sola dos pés, envolvendo uma inflamação de uma faixa espessa de tecido que atravessa a planta do pé e conecta o osso do calcanhar aos dedos (fáscia plantar).

Estima-se que pode atingir até 10% das pessoas em algum momento da vida, podendo acometer pessoas sedentárias, praticantes de atividade física e trabalhadores que passam longos períodos andando ou em pé.

A fascite plantar comumente causa dor em pontada que ocorre nos primeiros passos após longos períodos em uma mesma posição.

Conforme você se levanta e se move, a dor normalmente diminui, podendo retornar após longos períodos em pé ou realizando atividades mais intensas.

O que leva a pessoa ter fascite plantar?

Essa fáscia plantar serve de apoio ao arco do pé e absorve o choque durante o ato de andar ou correr.

Vale lembrar que há uma relação de continuidade da fáscia com o tendão do calcâneo ou também chamado “tendão de Aquiles” na região posterior do pé.

foto de fascite plantar

Se a tensão ou o estresse nessa fáscia for exacerbado ou acima do normal, microlesões podem ocorrer.

Na mesma direção, alongamento excessivo e repetitivo da fáscia pode irritar e gerar um processo inflamatório agudo, inclusive com chance de se tornar crônico.

A maior incidência da fascite plantar ocorre entre 40 e 60 anos de idade e os seguintes fatores de risco podem estar presentes: excesso de peso sobre a região acometida, atividades que exijam movimentos repetitivos, como corrida realizada por uma distância ou tempo prolongado, déficit de mobilidade do tornozelo e uso de calçados inadequados.

Sintomas do processo inflamatório da fascite plantar

Um dos maiores sintomas da fascite plantar é a dor na região da planta dos pés.

Normalmente, as pessoas apresentam dor na região da planta do pé, mais próximo ao calcanhar ou ao longo da fáscia até chegar aos dedos.

A dor da fascite plantar, geralmente, é pior nos primeiros passos após acordar, embora também possa ser desencadeada por longos períodos em pé ou quando você se levanta depois de sentar.

A dor costuma ser pior após o exercício, não durante ele.

Quanto tempo dura uma crise de fascite plantar?

Uma crise de fascite plantar pode durar de algumas semanas a vários meses, dependendo da gravidade da inflamação e da eficácia do tratamento adotado.

O que não pode fazer quem tem fascite plantar?

A pior coisa que alguém com fascite plantar pode fazer é adiar o tratamento. Atrasar a busca por cuidados adequados pode agravar a inflamação e aumentar a dor, dificultando ainda mais a recuperação.

Como curar fascite plantar rápido?

Muitas pessoas procuram medidas rápidas para curar a fascite plantar, esperando alívio imediato da dor. No entanto, essas soluções rápidas geralmente não abordam a causa subjacente do problema e podem, na verdade, piorar a condição a longo prazo.

Qual é o melhor remédio para fascite plantar?

Não é recomendado utilizar medicamentos por conta própria. O ideal é ser avaliado por um especialista, que irá diagnosticar a condição e oferecer a abordagem de tratamento mais assertiva.

Diagnóstico da fascite plantar

Os exames clínicos bem detalhados são a principal forma de se obter o diagnóstico da fascite plantar, além do exame físico pode ser analisado também exames de imagem como ultrassonografia (USG) ou ressonância magnética (RNM).

As radiografias simples podem detectar alterações associadas como esporão de calcâneo, por exemplo.

Algumas outras lesões ou doenças podem se confundir com a fascite plantar como o esporão de calcâneo, fratura por stress, tendinites, síndrome do túnel do tarso, tumores, doença de Sever ou dor referida da coluna.

Tratamento e reabilitação da fascite plantar

foto de fascite plantar

Há várias formas de aliviar a fascite plantar.

O tratamento terá como objetivo aliviar a dor, inflamação, diminuir a rigidez articular, relaxamento de tecidos moles, além de melhorar a força e o movimento, segundo estudo publicado em uma revista americana da área de Fisioterapia ortopédica (JOSPT) em 2008.

O protocolo de reabilitação com foco no controle da dor e inflamação utiliza de recursos de Eletrotermofototerapia para diminuição da rigidez e relaxamento muscular.

Recursos de terapia manual, exercícios de mobilidade ou bandagens também podem ser empregados. Quando o objetivo é ganho de força e movimento, existem inúmeros recursos baseados em exercícios, palmilhas, equilíbrio e treino sensório-motor.

Quando o paciente não responde bem a essa primeira linha de tratamento conservador, o tratamento cirúrgico pode ser indicado com liberação da fáscia ou fasciotomia, porém a cirurgia é indicada em um número muito pequeno de pacientes.

Para um melhor entendimento das principais abordagens de tratamento, podemos dividir em fases.

Veja abaixo:

Fase 1 do tratamento da fascite plantar: Fase analgésica ou anti-inflamatória

Nessa fase, o fisioterapeuta irá utilizar técnicas como eletroterapia, laser de baixa intensidade e terapia combinada para aliviar a dor e diminuir a inflamação e edema, proporcionando um relaxamento muscular. Ainda há a possibilidade de recursos mais invasivos como a terapia por ondas de choque (TOC).

foto de fascite plantar

Fase 2 do tratamento da fascite plantar: Terapia manual e alongamento

A terapia manual com mobilizações ou manipulações articulares trabalha a melhora da mobilidade e restaura o movimento fisiológico do pé e tornozelo.

Além disso, quando associada a mobilidade muscular pode promover diminuição de espasmos musculares protetores. As mobilidades mais utilizados são aqueles que focam na fáscia plantar e nos músculos da panturrilha, podendo ser realizados 2 a 3 vezes ao dia por 1 a 3 minutos cada.

foto de fascite plantar

Fase 3 do tratamento da fascite plantar: Bandagens e palmilhas

Existem várias técnicas de bandagens terapêuticas como a “low-dye” que pode promover aumento do arco do pé, melhora do movimento da articulação e diminuição da sobrecarga da fáscia plantar. Já a indicação de órteses ou palmilhas personalizadas tem o objetivo de melhorar a área de contato da planta do pé com o calçado e solo, minimizando a sobrecarga em áreas dolorosas específicas.

Fase 4 do tratamento da fascite plantar: Fortalecimento, Equilíbrio e Correção biomecânica

No meio e final do tratamento, os exercícios são intensificados para promover um fortalecimento dos músculos intrínsecos do pé, músculos do joelho e quadril, melhora do equilíbrio e do padrão de movimento.

Todo esse tratamento ainda conta com uma análise da postura estática e dinâmica, os resultados podem ajudar no treinamento funcional e na reabilitação do membro inferior.

Relação entre Fascite Plantar x Atividades Físicas x Fisioterapia

Durante o tratamento para controlar a dor da fascite plantar é indicado que o paciente faça exercícios físicos para fortalecer a musculatura do membro inferior sob a recomendação de um fisioterapeuta.

foto de exercício

Caminhada, bicicleta, Pilates e musculação são exercícios bem-vindos durante o tratamento. Esses exercícios podem ser feitos de 2 a 3 vezes por semana. Vale ressaltar que é sempre importante contar com o acompanhamento de um fisioterapeuta especializado nesse tipo de lesão para a recuperação completa do paciente.

Retorno ao esporte, volume de treino e fascite plantar

Após um tratamento especializado para essa condição, o atleta pode gradualmente retornar ao seu treinamento, seja corrida, salto, futebol, dança, Crossfit, tênis ou outros. Durante o trabalho de reabilitação, o fisioterapeuta precisa treinar atividades que estimulem o retorno ao esporte.

Um outro ponto importante é que o volume de treino precisa seguir um aumento lento e gradual para evitar o reaparecimento dos sintomas.

Segundo pesquisas conduzidas por Prof. Dr. Thiago Fukuda, diretor-clínico do Instituto Trata – Joelho e Quadril, um aumento de 10% no volume de um mês ao outro é a melhor forma de controlar esse retorno.

O tratamento que vai devolver a saúde dos seus membros inferiores

A proposta do Instituto TRATA está fundamentada no conceito de inovação, no que se refere ao tratamento de membros inferiores (quadril, joelho e pé). A garantia de resultados eficazes reflete os procedimentos adotados pela equipe:

– O paciente é submetido a uma avaliação clínica detalhada, feita por um especialista da equipe. É esse primeiro passo que viabiliza um direcionamento específico ao tratamento, de acordo com o quadro particular de cada paciente.

fisioterapeuta avaliando a paciente

– A seguir, o paciente é levado a uma avaliação cinemática dos movimentos do corpo. A finalidade é analisar como os ossos e os músculos estão organizados na reação à gravidade e às forças atuantes no corpo humano. Para isso, utilizamos um software exclusivo de análise de movimento chamado TrataScan, cuja tecnologia avançada permite detectar quaisquer alterações na força ou funcionalidade das estruturas que acabam levando a um quadro inflamatório ou doloroso, por exemplo. Assimetrias, padrões motores, lesões associadas, existência de compensações e quais estruturas devem ser trabalhadas são alguns pontos que podem ser avaliados durante essa etapa.

avaliação cinemática 2D

– O último passo consiste na aplicação do protocolo de tratamento das lesões dos membros inferiores, formulado pela rede e baseado em evidências científicas. O foco se concentra no alinhamento biomecânico dos membros inferiores com o objetivo final de melhora do quadro do paciente (sem recidivas) e, por conseguinte, de uma maior qualidade de vida.

fisioterapeuta com paciente

Nenhum atendimento é padrão. Avaliamos as necessidades específicas de cada paciente e montamos a abordagem de tratamento mais assertiva para cada quadro. A tecnologia faz parte do nosso programa de tratamento com o objetivo de oferecer aos pacientes o que há de mais avançado no tratamento conservador de Fisioterapia.

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