Lesões nos ligamentos do joelho

O ligamento é um estabilizador passivo de uma articulação com principal função de impedir um deslocamento anormal entre dois ossos. No joelho, existem quatro ligamentos: os cruzados anterior (LCA) e posterior (LCP) e os colaterais medial (LCM) e lateral (LCL). Quando existe a ruptura de um destes ligamentos, o joelho pode se tornar instável e gerar episódios de falseio, dor e inchaço.

lesões dos ligamentos no joelho são comuns no esporte
Algumas lesões nos ligamentos do joelho são muito ocmuns na prática de esportes, como a do ligamento cruzado anterior.

Lesão do Ligamento Colateral Medial

Essa é a lesão ligamentar mais comum do joelho. Quando o paciente é acometido de maneira isolada por uma lesão nesse ligamento, tende a apresentar dor e inchaço localizado, hemartrose (derrame de sangue dentro da articulação). Em caso de suspeita dessa lesão, todos os ligamentos e meniscos do joelho devem ser examinados, pois podem existir lesões associadas. Tratamento cirúrgico destas lesões é raramente necessário.

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Lesão do Ligamento Colateral Lateral

Lesões deste ligamento são menos comuns se comparadas às ocorrências do medial. Entretanto, quando ocorrem, geralmente são mais graves e raramente são lesões isoladas. Por consequência, o tratamento destas lesões é bem mais difícil.

Lesão do Ligamento Cruzado Anterior

São lesões ligamentares mais comuns nos esportes em que o pé está fixo ao solo e a perna é rodada com o corpo, como acontece no futebol, basquetebol e esqui, por exemplo. Com a rotação no joelho, o paciente acometido pela lesão poderá ouvir um som (“pop”) no momento exato em que ela ocorrer e não conseguirá prosseguir com a atividade normalmente. Pessoas acima de 30 anos são as mais suscetíveis a incidência desta lesão.

Lesão do Ligamento Cruzado Posterior

A sua lesão é muito menos comum que a do cruzado anterior. Lesão isolada usualmente é resultado de queda sobre o tubérculo tibial, ou trauma diretor do tubérculo tibial contra o painel em acidente de automóvel.

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Causas

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As causas mais comuns das lesões dos ligamentos do joelho são decorrentes de atividades físicas.

Normalmente, as lesões ligamentares ocorrem em decorrência de atividades atléticas de contato ou não. Existem 3 graus que as classificam: 1º grau – entorse do ligamento sem instabilidade; 2º grau – entorse com instabilidade detectável, porém com continuidade das fibras; 3º grau – ruptura completa do ligamento. Mas as lesões ligamentares não surgem somente em virtude de práticas esportivas, também podem ser causadas por ocasião de acidentes de trânsito ou mesmo quedas.

Sintomas

O paciente também ouve um estalido no joelho acompanhado de dor. Se o ligamento acometido for um dos cruzados, o derrame articular conhecido como “água no joelho” pode acontecer, levando a instabilidade antero/posterior e rotacional. Caso a lesão seja nos ligamentos colaterais, o inchaço pode se instalar no joelho associado a instabilidade médio/lateral.
Depois da lesão do LCA, a lesão ligamentar mais frequente no joelho é a lesão do LCM – na região interna do joelho -, que ocorre quando o joelho é forçado para dentro e a perna para fora, mecanismo em valgo.

Diagnóstico e exames

O diagnóstico é feito por meio de exame clínico que, quando necessário, pode ser comprovado com a realização de ressonância nuclear magnética (RNM).

Tratamentos

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Há lagumas possibilidades de tratamento para diferentes lesões nos ligamentos do joelho.

A fisioterapia é fundamental para tratar as lesões ligamentares, especialmente no caso de atletas, que precisam retomar à performance anterior. As sessões de fisioterapia envolvem, principalmente, controle da dor e edema, correção biomecânica e estabilidade de movimentos, através de treinamentos de força e equilíbrio, além de exercícios que auxiliem na prevenção de futuras lesões.
Em casos de rupturas totais ligamentares com sinais de instabilidade, o paciente será submetido a um protocolo de reabilitação com duração entre três e seis meses, sendo que aos três meses o paciente já pode correr e, em quatro meses, saltar. O retorno à atividade esportiva pode acontecer entre seis e oito meses, vai depender do quadro de evolução individual do paciente.
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