Saiba tudo sobre Osteoartrose

A osteoartrose, também conhecida simplesmente como artrose ou osteoartrite, é uma das doenças crônicas que mais comumente afetam o sistema musculoesquelético.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, essa é considerada a quarta doença que mais reduz a qualidade de vida dos pacientes.

Agendar sua Avaliação

Descubra tudo sobre a osteoartrose neste artigo.

O que é a Osteoartrose?

Essa condição, que afeta principalmente as articulações, danifica sobretudo a cartilagem que reveste as superfícies dos ossos. Além disso, pode também afetar outros componentes das articulações, como ligamentos, a membrana sinovial e o líquido sinovial.

De forma geral, com o avanço da doença, o paciente pode apresentar dores, inchaço, limitação de movimento e até deformidade na articulação afetada.

Agendar sua Avaliação

Qualquer articulação do corpo pode sofrer desgaste, mas a osteoartrose é mais comumente encontrada em articulações que suportam peso, como joelhos, quadris e coluna, além de ser comum nos ombros e em algumas articulações das mãos.

Ela pode afetar uma única ou várias partes da articulação e, sem histórico de outras complicações, tende a afetar indivíduos a partir da quarta década de vida, que nem sempre apresentam os sintomas clínicos da doença.

O processo degenerativo é normalmente lento e progressivo e, na ausência de tratamento, tende a piorar significativamente com o tempo. Até o momento, não existe cura para a artrose, mas os tratamentos disponíveis podem retardar a progressão da doença, além de aliviar a dor e melhorar a função da articulação e a qualidade de vida do paciente.

Quais os sinais e sintomas dessa doença crônica?

A dor na articulação afetada é, sem dúvida, o sintoma mais comum e característico dessa doença. Dependendo da articulação e do tempo de comprometimento, a intensidade da dor pode variar de leve a muito intensa.

foto de osteoartrose

Inicialmente, a dor pode estar relacionada ao exercício físico ou atividades de maior esforço, mas com a progressão da doença, ela pode surgir durante atividades simples do dia a dia ou até mesmo em repouso. Além disso, é comum pacientes com osteoartrose relatarem que nos primeiros momentos do dia a dor é mais intensa, melhorando após movimentação.

Apesar de a doença danificar a cartilagem, vale lembrar que a cartilagem lesionada não dói, pois é um tecido que não possui inervação, e, portanto, não tem capacidade de gerar dor. No entanto, a lesão da cartilagem articular expõe o osso subcondral (parte do osso recoberta pela cartilagem) às cargas que passam pela articulação.

Esse tecido (osso subcondral) é extremamente inervado, e quando exposto à sobrecarga, pode ser uma fonte importante de dor. Além do osso subcondral, a dor na articulação afetada pela artrose pode vir de outras estruturas, como tendões e da própria cápsula articular (membrana que envolve as articulações).

Em fases agudas, ou após uma sobrecarga significativa, é comum que, além da dor, o paciente perceba a articulação quente, inchada e vermelha, o que pode indicar um processo inflamatório agudo.

Outro sintoma bastante comum é a sensação de rigidez na articulação, dando a impressão de que está “presa”. Nos primeiros estágios da doença, essa sensação também tende a melhorar ao longo do dia, mas à medida que o quadro se agrava, a rigidez passa a ser percebida com maior intensidade. Esse sintoma também pode estar associado ao inchaço, que frequentemente está presente na articulação afetada pela artrose.

Rangidos, crepitações ou estalos também são comuns em pacientes com artrose, mas isso pode ou não estar associado ao atrito entre as superfícies articulares, que, após o dano na cartilagem, encontram-se irregulares e mais próximas.

Deformidades nas articulações afetadas e perda de função, que muitas vezes impedem o paciente de realizar suas atividades diárias habituais, também são observadas, mas geralmente em casos mais avançados do processo degenerativo causado pela osteoartrose.

Vale lembrar que a intensidade desses sinais e sintomas varia de pessoa para pessoa e que muitas vezes não condiz com o grau de comprometimento articular. Enquanto algumas pessoas podem ficar completamente debilitadas, outras podem não sentir quase nada, apesar da presença de degeneração.

Quais os tipos de osteoartrose?

A osteoartrose pode ser dividida em dois grandes grupos: artrose primária e artrose secundária.

foto de osteoartrose

Osteoartrose Primária está normalmente relacionada ao processo de envelhecimento dos tecidos da articulação e se manifesta normalmente a partir dos 40 anos.

A cartilagem articular vai perdendo progressivamente a sua elasticidade e capacidade de absorção de cargas e se desgasta. Esse desgaste tende a ser mais comum nos pontos de maior pressão. Também fazem parte desse grupo os indivíduos que já possuem uma herança genética, que faz com que a doença se desenvolva independentemente de fatores externos.

Na Osteoartrose Secundária ocorre um envelhecimento prematuro da cartilagem, que pode ser decorrente de doenças anteriores (doença articular na infância, artrite séptica, poliartrite reumatóide, gota, etc), traumatismo nas superfícies articulares (entorses, fraturas, luxações) ou condições sistêmicas como obesidade, diabetes ou problemas hormonais. Essas formas secundárias tendem a ser mais graves que as formas primárias.

Estágios da osteoartrose

A osteoartrose é caracterizada pela perda progressiva da cartilagem articular e está associada também ao afinamento do osso subcondral (osso que fica imediatamente abaixo da cartilagem), formação de osteófitos (bicos de papagaio) nas margens dos ossos e redução do espaço articular (espaço existente entre os ossos que se articulam). Quatro estágios podem ser descritos:

Estágio I

Este estágio é marcado por alterações mínimas na cartilagem, que nesse momento ainda pode ser considerada normal.

Estágio II

A cartilagem apresenta sinais de comprometimento, como algumas irregularidades e fissuras não tão profundas.

Estágio III

Este estágio é marcado por lesões condrais mais severas, além de lesões capsulares e sinoviais (estruturas que recobrem a articulação como um todo). Isso resulta em redução do espaço articular, formação de osteófitos (proeminências ósseas – bico de papagaio) nas margens dos ossos e danos ao osso subcondral (esclerose óssea).

Estágio IV

As lesões condrais são graves e profundas, e o osso subcondral está bastante danificado. Este estágio é marcado pela presença de deformidades visíveis na articulação afetada.

Principais fatores de risco

Essa é uma doença cuja causa é considerada multifatorial, isto é, diversos fatores, tanto sistêmicos quanto biomecânicos, podem ser responsáveis pelo seu surgimento. Já se sabe que alguns fatores estão mais diretamente relacionados a essa doença e aumentam as chances de seu desenvolvimento. Esses fatores são comumente divididos em sistêmicos e biomecânicos.

Entre os fatores de risco sistêmicos, encontram-se:

  • Idade: A probabilidade de desenvolver artrose aumenta com a idade. Mais de 50% dos indivíduos com mais de 60 anos têm, e após os 85 anos de idade, praticamente todas as pessoas apresentam sinais da doença.
  • Sexo: O acometimento isolado de mãos e joelhos é mais comum em mulheres, enquanto a osteoartrose de quadril é mais observada em homens.
  • Fatores hormonais e metabólicos: Mulheres na pós-menopausa têm um risco maior de desenvolver osteoartrose. Excesso de açúcar e de colesterol parecem estar relacionados ao aumento da frequência e da gravidade da doença.

foto de osteoartrose

Entre os fatores de risco biomecânicos, encontram-se:

  • Lesões e deformidades adquiridas: Alterações anatômicas congênitas ou desenvolvidas ao longo da infância podem causar osteoartrose prematura, especialmente por expor a articulação à sobrecarga precocemente. Além disso, lesões em estruturas articulares, como meniscos e ligamentos, expõem a articulação a microinstabilidade e são condições que também podem acelerar o aparecimento da artrose.
  • Fatores ocupacionais e prática esportiva: Atividades de alta intensidade, com impacto articular direto e constante, tendem a estar relacionadas ao surgimento da artrose.
  • Fraqueza muscular: A fraqueza dos músculos é um fator importante relacionado ao surgimento e ao agravamento da artrose. Isso acontece porque os músculos são estruturas responsáveis por absorver boa parte das cargas que passam pelas articulações, e, uma vez enfraquecidos, deixam as articulações “desprotegidas” e suscetíveis à sobrecarga, o que pode resultar em desgaste e degeneração das estruturas articulares.

Qual o tratamento para melhorar a qualidade de vida de quem tem osteoartrose?

A cura para a osteoartrose ainda não foi descoberta. Portanto, o enfoque terapêutico para essa doença está voltado principalmente para o controle dos sinais e sintomas, bem como para estratégias que visam desacelerar a progressão da doença e manter a funcionalidade do paciente.

Entre as modalidades terapêuticas disponíveis, encontram-se medidas gerais, como reeducação do paciente, orientações para perda de peso e controle das taxas hormonais, terapia por meio de medicamentos, reabilitação física e, quando necessário, cirurgias.

foto de osteoartrose

Fisioterapia para artrose

A fisioterapia é um dos principais métodos de tratamento para pacientes com artrose. O objetivo principal da reabilitação é proteger as articulações da progressão acelerada da artrose e recuperar o máximo possível da função e qualidade de vida do paciente.

Nesse contexto, o tratamento foca no controle da dor e do edema (inchaço) por meio de recursos de Eletrotermofototerapia, além da correção biomecânica com exercícios de fortalecimento muscular, flexibilidade, equilíbrio e treinamento do controle do movimento.

foto de osteoartrose

O tratamento que vai devolver a saúde dos seus membros inferiores

A base da proposta do Instituto TRATA está centrada na ideia de inovação no tratamento das extremidades inferiores, abrangendo quadril, joelho e pé. A asseguração de resultados eficazes espelha os métodos seguidos pela equipe:

Avaliação clínica detalhada

O paciente passa por uma avaliação clínica detalhada realizada por um especialista da equipe. Esse inicial procedimento possibilita uma orientação direcionada ao tratamento, considerando o quadro individual de cada paciente.

 Fisioterapia ortopédica e esportiva: avaliação

Avaliação cinemática dos movimentos do corpo

Posteriormente, o paciente passa por uma avaliação cinemática dos movimentos corporais. O objetivo é examinar a organização dos ossos e músculos em resposta à gravidade e às forças que atuam no corpo humano. Para essa finalidade, empregamos um software especializado de análise de movimento chamado TrataScan. Sua tecnologia avançada permite identificar quaisquer alterações na força ou funcionalidade das estruturas que podem resultar em quadros inflamatórios ou dolorosos, por exemplo.

Durante essa fase, é possível avaliar assimetrias, padrões motores, lesões associadas, presença de compensações e determinar quais estruturas necessitam de intervenção.

 Fisioterapia ortopédica e esportiva: avaliação cinemática 2D

Protocolo de tratamento das lesões dos membros inferiores

A etapa final envolve a implementação do protocolo de tratamento para lesões nas extremidades inferiores, desenvolvido pela rede e embasado em evidências científicas.

A atenção é direcionada para o alinhamento biomecânico das extremidades inferiores, visando aprimorar a condição do paciente (evitando recidivas) e, consequentemente, proporcionar uma maior qualidade de vida.

 Fisioterapia ortopédica e esportiva: exercício de fortalecimento

Não há um atendimento padronizado. Analisamos as necessidades individuais de cada paciente e desenvolvemos a abordagem de tratamento mais adequada para cada caso.

A incorporação da tecnologia é uma parte integral do nosso programa de tratamento, com o propósito de proporcionar aos pacientes as mais avançadas técnicas no tratamento conservador de Fisioterapia.

Agendar sua Avaliação

Esse Guia Exclusivo foi elaborado pelos Fisioterapeutas do maior grupo especializado da América Latina.

Preencha os dados para receber acesso de forma segura: